domingo, 24 de março de 2013

A presença de José Sócrates como comentador da RTP

Quando li esta notícia fiquei incrédulo. Não acreditei. Fui de imediato ler a petição. Concordei integralmente com ela e já assinei.
Também sou um cidadão e contribuinte que me recuso a admitir que esse senhor venha entrar na minha casa, pela mão da RTP, que pago com o meu dinheiro. Ainda não acredito que esse “indivíduo”, tenha a pouca vergonha de aparecer à frente dos portugueses. Pelo meu lado, se isso acontecer?, mudo imediatamente de canal.
Sempre fui simpatizante do Partido Socialista. Sempre votei PS. A partir de agora…
Fui professor e estou aposentado há cerca de ano e meio. Foi ele que me “obrigou” a pedir a aposentação antecipada, por tudo o que ele e os seus ministros (capangas), me fizeram sentir com as suas atitudes: o receio do futuro, tanto a nível profissional como particular; a defesa da minha dignidade; a falta de justiça; e a recusa de ser enxovalhado.
Ainda me sentia com vontade de estar no ativo mais uma meia dúzia de anos.
Mas era impossível. Não tinha condições para tal. A desmotivação era permanente. Tive receio de prejudicar os que eram a razão de ser professor.
Tive as condições obrigatórias para abandonar o “barco” e foi isso que fiz.
Não sei qual a intenção deste (mau)regresso.
Se é para dar satisfações, desculpabilizar-se… para mim não há explicações possíveis. Não há lavagem para o mal que esse “indivíduo” me fez a mim e aos portugueses em geral. E o povo português também pensa o mesmo.
Não se pode esquecer este “personagem” e todos aqueles que estiveram com ele no governo. Eu lembro-me e deixo aqui os nomes para quem já se esqueceu, que duvido que isso já esteja a acontecer:
José Sócrates
Pedro Silva Pereira
António Costa
Rui Pereira
Diogo Freitas do Amaral
Luís Amado
Luís Campos e Cunha
Fernando Teixeira dos Santos
Nuno Severiano Teixeira
Albero Costa
Francisco Nunes Correia
Manuel Pinho
Jaime Silva
Mário Lino
José Vieira da Silva
António Correia de Campos
Ana Jorge
Maria de Lurdes Rodrigues
Isabel Alçada
Mariano Gago
Pires de Lima
José Pinto Ribeiro
Augusto Santos Silva
A vermelho sublinho aqueles que mais me tocaram negativamente. Aqueles que tinham sempre uma palavra de descredito, de difamação, de desrespeito, do bota-a-baixo, contra os professores e funcionários públicos.
Alguns são hoje deputados na AR, à espera da oportunidade de voltarem…
Um deles, o seu braço direito, Pedro Silva Pereira garante que o regresso de José Sócrates não tem nenhuma intenção política. Pelo contrário eu acho que sim, que é a preparação para voltar à política.
Disse também este ex-ministro: “Não creio que a disposição de Sócrates seja intervir na vida interna do PS.”
Não é preciso ele estar presente para intervir no PS, ausente infelizmente já intervém... Quem se esqueceu da confusão que houve há muito pouco tempo no PS, pela mão deste ex-ministro?
Ainda disse este ex-ministro: “Sócrates tem naturalmente todos os seus direitos: à palavra, à liberdade de expressão, a intervir civicamente”.
Tinha razão este ex-ministro, se ele não tivesse com que alguns dos meus direitos fossem usurpados, era ele ainda 1º ministro.
Foi-me roubado o direito:
- a ter a reforma que me era devida (é inconstitucional, as pensões não podem ser cortadas, foram-nos atribuídas em função dos nossos descontos e eu descontei 40 anos);
- a ter direito aos dois subsídios (Natal e férias);
- etc. etc. etc. etc.
- para além do direito e dever que tenho de ajudar os meus familiares mais próximos e que com a perca da minha reforma e dos meus subsídios, tudo isso fica hipotecado.

Por isso, podem-me chamar anti-democrático, não me importo. Esse senhor, em minha opinião, já deixou de ter quaisquer direitos neste nosso país que ele ajudou e muito a destruir.
Ainda mais ridículo quando este tal ex-ministro, braço direito desse 1º ministro, comenta:
«José Sócrates tem o direito de defender a sua imagem, de contrapor às acusações que são frequentemente feitas, de dar aquela que é a sua versão da realidade, daquilo que aconteceu ao país».
Defender a imagem? Mas que imagem?
Contrapor acusações? Porque não se submete aos tribunais?
A sua versão da realidade do que aconteceu ao país?
A realidade do país sabem os portugueses qual é!
Qual é a outra? Não há!...
Não existe outra senão esta que estamos a passar.
Ainda se esta indesejada aparição fosse um ato de contrição...
Que para mim não valia de nada.
Será que ele pensa que os portugueses alguma vez o vão esquecer?
Acho que não!
E perdoar nunca!
Os portugueses têm e terão ainda por muitos anos memória...
Eu irei tê-la!

sábado, 16 de março de 2013

PROVA DE VINHOS EM MURTEDE

J.P.M.
“Wine Fest 2013”
16 de Março de 2013
Cerca das 11H00 da manhã, um grupo de amigos de Tavarede (18), embarcou num autocarro da AVIC, conduzida pelo motorista Magalhães, que nos transportou com grande segurança e profissionalismo para a Prova de Vinhos em Murtede, na adega do João Paulo Machado.
Chegados ao local por volta das 12H30, foi-nos fornecido um copo comemorativo do evento, com a respetiva saca para pendurar ao pescoço.

Seguidamente dirigimo-nos para o local onde estava a comida: sardinha assada, sopa de lavrador e arroz de feijão com tiras de porco no espeto; como sobremesa: fruta e diversos bolos.
Foram assim iniciadas as provas dos diversos vinhos em presença.
Fizeram-se as respetivas encomendas.
Vários músicos atuaram: um grupo de violas, o Grupo de Concertinistas da Lousã, um grupo de Quiaios e o grande Quim Matos com o seu fado de Coimbra.






E o dia foi passando animado, havendo convívio entre todos os presentes.
Saímos de Murtede no autocarro em direção a Tavarede, pelas 18H00.
Mas as imagens falam por si.










No caminho cantaram-se canções.

Houve que alguém que se sentiu muito “cansado” e… descansou.

quinta-feira, 14 de março de 2013

PASSEIO ÀS AMENDOEIRAS EM FLOR

09 e 10 de Março de 201
No 1º dia, cuja saída estava marcada para as 08H00, aconteceu um imprevisto o qual fez com que a nossa partida só tivesse acontecido às 08H30. Pela primeira vez o nosso organizador Tó Simões, também adormeceu. Acontece a qualquer um!
A primeira paragem foi no café/restaurante “Lagoa Azul”, situada junto à Barragem da Aguieira, para os primeiros contactos com os companheiros de viagem, tomar o pequeno-almoço e outras necessidades…
Reiniciámos o nosso passeio, chegámos a Trancoso: cidade do distrito da Guarda, situada num planalto em que o ponto mais alto tem 898m de altitude. Foi elevada a cidade em 9 de Dezembro de 2004. Encontra-se hoje rodeada de muralhas, da época dionisiana, com um belo castelo, também medieval, a coroar esse majestoso conjunto fortificado. Destacam-se as igrejas paroquiais de Santa Maria e de São Pedro, a Casa dos Arcos, do séc. XVI, a igreja da Misericórdia, a Casa do Gato Preto (um curioso edifício do antigo bairro judaico), e o Pelourinho, estilo manuelino. Aqui se travaram importantes batalhas, entre as quais a de Trancoso, em 1385, num planalto a poucos quilómetros do centro histórico, que impôs pesada derrota às tropas invasoras e que antecipou o resultado da batalha de Aljubarrota. Foi-nos dada uma hora para podermos passear pelas ruas desta cidade, visitar alguns daqueles locais históricos e tirar algumas fotografias.
Não foi esquecida a rua do Conde de Tavarede e também fazer uma visita ao café com o mesmo nome, já que este conde nos faz recordar um pouco da história da nossa terra, Tavarede.
Também fizemos uma visita à 10ª Feira do Fumeiro, salão dos Saberes e dos Sabores dos Castelos do Côa, a decorrer no Pavilhão Multiusos de Trancoso, onde estavam expostos e comercializados produtos de artesanato, fumeiro, queijos, azeite, vinhos, pão e doces regionais.

A hora do almoço estava a chegar.
Como o tempo estava muito incerto, intervalando o sol, as nuvens, o vento e a chuva, não combinando com o almoço que estava pensado ser em regime de piquenique, o nosso organizador Tó Simões, antecipando a impossibilidade de o fazermos ao ar livre, conseguiu um local bem aconchegado.
Assim, por intermédio do nosso amigo professor João Carlos, que é natural desta região, fomos recebidos por pessoas da sua família que nos abriram as portas do Centro de Dia de Cótimos, localidade de onde é natural. Ali degustámos os leitões que nos aconchegaram os estômagos. Em seguida fomos até ao café local onde tomámos as bicas e não só… as quais foram oferecidas pelo nosso amigo João Carlos, que assim nos fez mais esta surpresa. Ficamos muito agradecidos não só a este nosso amigo, como também aos seus familiares: irmã, tio e prima, que nos receberam e acompanharam permanentemente com grande simpatia. Um grande OBRIGADO para todos eles!
Seguimos para Marialva: aldeia designada Civitas Aravorum à época romana. D. Afonso Henriques mandou-a repovoar, concedendo-lhe o primeiro foral em 1179. Conhece-se novo repovoamento durante o reinado de D. Sancho I, no séc. XIII, altura em que o povoado terá extravasado além muros, formando-se assim o Arrabalde. Localizada numa alta colina, Marialva é a aldeia onde vive a lenda da Dama dos Pés de Cabra e cuja importância remonta aos tempos da feira medieval que ali se realizava. Tivemos 30 minutos, para podermos fazer a visita a este local e tirar umas fotografias.
Em seguida o nosso destino foi Vila Nova de Foz Côa: cidade do distrito da Guarda. Recebeu o seu primeiro foral em 1299, concedido por D. Dinis, tendo sido renovado pelo mesmo monarca em 1314. Em 1514, foi concebido um novo foral por D. Manuel I. Destacam-se três Monumentos Nacionais: o castelo de Numão, o Pelourinho e a Igreja Matriz, com fachada manuelina. Nas suas raízes, Vila Nova de Foz Côa encontra o homem paleolítico que, com modestos artefactos, vincou na dureza do xisto ambições e projetos do seu universo espiritual e material, fazendo deste santuário o maior museu de arte rupestre ao ar livre, hoje Património da Humanidade. Elevada à categoria de cidade em 12 de Julho de 1997. O tempo continuava muito incerto e estava muito frio com vento à mistura, nos 30 minutos concedidos demos uma volta pela feira, onde alguns ainda compraram alguns produtos locais. Como é já hábito algumas senhoras por ali andavam a vender alguns produtos em lã: botas, gorros, meias, etc..
Chegámos então a Vila Flor: vila sede de município. Capital do Azeite, no coração da Terra Quente Transmontana. D. Dinis, Rei Poeta, aquando da sua passagem por este burgo até então denominado por "Póvoa d´Álem Sabor", ficara encantado e rendido à beleza da paisagem e, em 1286, carinhosamente a rebatizou de "Vila Flor". Cerca de 1295, D. Dinis manda erguer, em seu redor, em jeito de proteção, uma cinta de muralhas com 5 portas ou arcos. D. Manuel I viria, mais tarde, a atribuir novo Foral a Vila Flor, reformulando o anterior, em Maio de 1512, o qual pode ser apreciado no Museu Municipal Dra. Berta Cabral. Durante 60 minutos, tentámos conhecer um pouco esta vila, onde também estava a acontecer uma Feira do Fumeiro a qual visitámos.
Cerca das 19H30 entrámos em Mirandela: que é a segunda maior cidade do distrito de Bragança. O rei D. Afonso III deu-lhe a carta de foral a 25 de Maio de 1250. Foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984. Caladunum era o antigo nome da atual cidade de Mirandela. A cidade de Mirandela localiza-se no Vale do Rio Tua, numa zona aplanada de solos muito férteis onde se cultivam oliveiras. À sua volta encontram-se muitos montes e por essas razões em Mirandela verifica-se um micro-clima, caracterizado por Verões abafados e quentes, que lhe dão a alcunha de Terra Quente Transmontana. A dormida e jantar foi no Grande Hotel D. Dinis - localizado junto ao Rio Tua em pleno coração de Mirandela, encontra-se a uma curtíssima caminhada de vários lugares emblemáticos. Com 130 quartos climatizados, dispondo de uma varanda donde se pode desfrutar a paisagem, casa de banho, telefone direto, televisão a cores e ainda 2 piscinas exteriores. Dispõe ainda de infraestruturas para congressos, banquetes, casamentos, exposições e receções. Este hotel tem diversas opções de refeição ao seu dispor, incluindo um restaurante, onde após um breve descanso e um duche reparador, pelas 20H30, tivemos um ótimo jantar. Em seguida e antes do sono desejado, estivemos alguns de nós confraternizando em amena cavaqueira numa acolhedora sala com bar e televisão.
No 2º dia, fomos acordados às 07H15, o pequeno-almoço foi às 08H00 e a saída do hotel pelas 09H00.
Vila Real foi o nosso próximo destino - cidade capital de distrito, crescida num planalto situado na confluência dos rios Corgo e Cabril, a cidade está enquadrada numa bela paisagem natural (Escarpas do Corgo), tendo como pano de fundo as serras do Alvão e, mais distante, do Marão. Com mais de setecentos anos de existência, Vila Real foi outrora conhecida como a "Corte de Trás-os-Montes", devido ao elevado número de casas brasonadas que então tinha. A região de Vila Real possui indícios de ter sido habitada desde o paleolítico. Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, revelam a presença romana. Porém com as invasões bárbaras e muçulmanas verifica-se um despovoamento gradual. Em 1289, por foral do rei D. Dinis, é fundada efetivamente a Vila Real de Panóias, que se tornará a cidade atual.
Tivemos 60 minutos para visitar alguns dos monumentos e conhecer um pouco esta cidade.
Então o nosso passeio direcionou-se para Peso da Régua - cidade do distrito de Vila Real, sede de município, elevado a cidade em 1987. É também conhecida como a capital internacional do vinho e da vinha. É o centro da região demarcada do Douro. Fica na parte central da Linha do Douro, entre Porto e Pocinho. No dia 3 de Fevereiro de 1837, Peso da Régua foi elevada a vila. Peso da Régua foi elevada à categoria de cidade a 14 de Agosto de 1985.Em 1988 foi reconhecida pelo Office Internacional de la Vigne et du Vin como Cidade Internacional da Vinha e do Vinho. A acompanhar vinhos da Região Demarcada do Douro e o Vinho do Porto. O edifício da Companhia Geral da Agricultura de Trás-os-Montes e Alto Douro, atual sede do Museu do Douro, fundada em 31 de Agosto de 1756 por Marquês de Pombal, cuja função primordial foi a demarcação das vinhas que poderiam produzir vinho do Porto, fazendo nascer a primeira região demarcada e regulamentada do mundo: a Região Demarcada do Douro. Visitámos o Museu do Douro e passeámos pela zona ribeirinha onde apreciámos uma vista maravilhosa e única, cujas fotos que tirei não conseguem captar toda a beleza da paisagem.
O almoço estava marcado e já nos esperava no Restaurante O Maleiro: desde 1975, num local muito acolhedor e com ambiente familiar, podendo disfrutar da verdadeira cozinha tradicional: sopas à escolha: canja de galinha e sopa de legumes; vitela assada no forno à transmontana com batata e arroz do forno, sobremesas variadas, destacando o leite-creme! O ambiente é de facto familiar pois o dono do restaurante, muito simpático, sempre à roda das mesas a perguntar se estava tudo bem, a esposa é uma das cozinheiras e os filhos servindo nas mesas sempre solícitos e amáveis. Um restaurante que recomendo a todos visitar.

À saída do restaurante estava a chover. Junto ao autocarro andavam umas mulheres a vender os célebres rebuçados da Régua, que fizeram algum negócio connosco.
Destino seguinte Lamego - cidade do distrito de Viseu, a segunda maior. Considerada uma cidade histórica e monumental, pois possui uma grande quantidade de monumentos, igrejas e casas brasonadas, sendo também uma diocese portuguesa. Foi em Lamego que teriam decorrido as lendárias Cortes de Lamego, onde teria sido feita a aclamação de D. Afonso Henriques como Rei de Portugal e se estabeleceram as "Regras de Sucessão ao Trono". No concelho são numerosos os monumentos religiosos, dos quais se destacam a Sé Catedral, a Igreja de São Pedro de Balsemão e o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios, que dá também o nome a Romaria anual cujo dia principal é o 8 de Setembro, que é também o feriado municipal. Conhecida também pela sua gastronomia, da qual se destacam os seus presuntos, o "cabrito assado com arroz de forno" e pela produção de vinhos, nomeadamente vinho do Porto, de cuja Região Demarcada faz parte, e pelos vinhos espumantes. Muitos de nós já conhecemos muito bem esta cidade, pelas vezes que já a visitámos noutros passeios, tendo inclusive pernoitado nela. Visita quase obrigatória é ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.


Na vinda para o centro da cidade, fizemos uma prova de queijo, presunto, enchidos e vinhos na “Presunteca”, onde se adquiriram alguns destes produtos assim como a famosa Bola de Lamego, recheada com presunto e queijo e também com bacalhau.

Já no autocarro encaminhamo-nos na direção da Barragem da Aguieira, que se situa no leito do Rio Mondego, nos limites do concelho de Penacova, no distrito de Coimbra, e do concelho de Mortágua, no distrito de Viseu. Concluída no ano de 1979, entrou em funcionamento no ano de 1981. Barragem do tipo "Arcos Múltiplos", é formada por três arcos e dois contrafortes centrais, nos quais se situam dois descarregadores de cheia. Tem 89 metros de altura e o comprimento do coroamento é de 400 metros. Os seus principais objetivos são a produção e fornecimento de energia hidroeléctrica, a irrigação agrícola e o controle de cheias, sobretudo na chamada região do Baixo Mondego. A sua albufeira estende-se pelos concelhos de Penacova, Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão, Tábua e Tondela, correspondendo a uma área inundada de 2 000 hectares e a uma capacidade total de 423 000×10³ m³. Através da albufeira, estabelece-se o fornecimento de água aos municípios vizinhos, designadamente à cidade de Coimbra. Ainda que com algumas restrições, nas suas águas desenvolvem-se várias atividades de recreio e lazer, tais como a pesca, banhos e natação, navegação à vela e a remos, pelo que não é de admirar a alta afluência de pessoas que a ela se dirigem. As aldeias submersas - A construção da Barragem da Aguieira, obrigou à submersão de diversas aldeias, destacando-se Breda, no concelho de Mortágua, e Senhora da Ribeira e Foz do Dão, no concelho de Santa Comba Dão.
O nosso passeio estava assim próximo do fim. Estávamos a acabar onde começámos. Fizemos uma paragem no café/restaurante “Lagoa Azul”, para aconchegarmos as nossas barrigas.

Chegámos a Tavarede por volta das 20H30.
Mais uma vez desejámos outro passeio para breve.
Até sempre!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Há sempre coisas novas em Lisboa

19 e 21 de Fevereiro de 2013
Alguém me questionou um dia, porque gostava tanto de ir a Lisboa?
De facto, há já muitos anos até hoje que eu e a minha esposa adoramos ir a Lisboa.
Em Lisboa há sempre coisas novas para se ver. Para se visitar. Para se sentir. Para…

Terça-feira 19: 15ºC - 9ºC »»» O dia estava soalheiro, ameno e sem chuva.
Ficámos como sempre acontece na Residencial Florescente, situada na rua Portas de Santo Antão, onde se encontra a grande sala de espetáculos Coliseu dos Recreios e o teatro Politeama; em pleno centro da cidade na Baixa Pombalina, centro histórico e comercial de Lisboa junto à Praça dos Restauradores e à Praça do Rossio. Os rececionistas Carlos e António são muito educados e atenciosos, para além de os considerarmos amigos, pela continuidade dos encontros que temos tido com eles ao logo de bastantes anos. Aproveito para postar aqui uma fotografia que o amigo Fadigas da Silva me enviou, onde se pode ver o senhor Carlos, no seu posto de trabalho.
Enfim, mais uma vez dei um breve pulo a Lisboa e como sempre não fui lá em vão.
Como a manhã já ia adiantada, só após o almoço começámos de facto a nossa visita.
É claro que a baixa lisboeta é um local obrigatório para nós visitarmos.
Ali podemos sentir a cidade e também começamos a saber as novidades.

A Rua Augusta é um pulsar constante de pessoas de diversos lugares do mundo.
Ao fundo o Arco da Rua Augusta. Sempre que olho para ele é um fascínio. Mas neste dia só se viam andaimes, tapados com uma rede de proteção. Foi nessa altura que nos lembramos que a Câmara Municipal de Lisboa estava a realizar uma operação de “limpeza e restauro”, que iria prolongar-se por cinco meses. Segundo ficamos a saber também, estava-se a proceder à instalação de um elevador para facilitar o acesso ao salão de abóbadas que alberga a maquinaria do relógio monumental, para ali ser criada uma sala de exposições e desfrutar da magnífica vista do topo do arco. Toda esta obra está prevista demorar um ano, mas pode ser que a porta se abra já neste verão.
A construção do Arco Triunfal da Rua Augusta começou 20 anos depois do terramoto de 1755. A primeira versão do arco seria demolida em 1777 logo após o início do reinado de D. Maria I e a demissão do Marquês de Pombal. A reconstrução do arco começa em 1873, de acordo com o projeto do arquiteto Veríssimo José da Costa e acaba no ano 1875. No topo do arco é possível ver as esculturas de Calmels, representado a Glória a coroar o Génio e o Valor. No plano inferior estão presentes as esculturas de Vítor Bastos, Nuno Álvares Pereira, Viriato, Marquês de Pombal e Vasco da Gama. No arco estão inscritas as palavras “VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD” que remontam à grandiosidade da nação portuguesa na altura dos descobrimentos e das descobertas de novas culturas e mundos. O significado destas palavras é “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.
Achamos que deve valer bem a espera! Nós esperamos com ansiedade poder visitar muito brevemente este grande monumento português.

Ao chegarmos à Praça do Comércio é sempre como um abrir de horizontes, com os olhos perdidos naquele rio Tejo, sempre grandioso e de águas tranquilas, oferecendo uma vista inigualável.
Aqui a Estátua Equestre de D. José I havia desaparecido num emaranhado de andaimes, pois também está a ser alvo de um restauro total, que deverá estar terminado em agosto de 2013.
Após o devastador terramoto de 1755, Lisboa estava empenhada em renascer das cinzas e dos escombros, que sob a direção do Marquês de Pombal tomou os contornos que hoje conhecemos e que na altura fora considerada a cidade mais moderna do Mundo. A coroar toda esta obra megalómana está o Terreiro do Paço como a porta triunfal da cidade que sempre esteve ligada ao mar. Em 1775 é inaugurada a estátua equestre de D. José I, rei na altura do Terramoto sobe o cinzel de Machado e Castro. Apesar do rei se ter negado a pousar para a escultura e esta ter sido feito com base em retratos é um dos grandes símbolos desta praça gigantesca, que está repleta de alegorias que devem ser exploradas.
Sem nunca perder o seu porte ao longo destes quase 3 séculos, bronze foi ficando verde e esta estátua já urgia de um enorme restauro. O cavalo era dourado? Parece que aquelas 35 toneladas de metal tinham coloração dourada após a colocação no pedestal, há 236 anos. Não há certezas, apenas indícios, contudo fortes. Afinal, de que cor é a estátua de D. José I? Quando forem retirados os tapumes que ocultam a estátua de D. José I, o tom com que o tempo a marcou voltará a brilhar. Dourada, na imaginação popular, negra, segundo relatos de viajantes ingleses, e verde, graças à erosão do tempo, a obra é peça-chave para entender a reconstrução da cidade à luz dos poderes da época e da destruição causada pelo terramoto.
Para reduzir o impacto visual dos trabalhos, foi feita uma decoração em painéis que estão a cercar a obra, com ilustrações que contam a história da estátua do escultor Machado de Castro e da praça envolvente, a maior da Europa com 36 000 metros quadrados. Constitui uma comunicação informativa para lisboetas e turistas, onde podemos ler a história do projeto e instalação da estátua e do seu enquadramento histórico, desde o Terramoto de 1 de novembro de 1755 à sua inauguração a 6 de junho de 1775, data do aniversário do rei D. José I. Nos painéis, com 2,5 metros de altura e um perímetro de 96 metros, os textos em português e inglês, e as ilustrações de Bernardo Carvalho, foram pintadas diretamente a spray, sobre stencil para os textos, e sobre desenho prévio para as imagens, que deverão ter uma grande leitura a qualquer distância.
Como podem calcular, apesar da sala de visitas de Lisboa estar em obras não deixam de haver motivos para visita-la!
Nós já a visitámos!

Assim passou o nosso primeiro dia de visita a Lisboa, sem antes ainda termos tempo de fazer uma visita ao Chiado. O Chiado que é um dos bairros mais emblemáticos e tradicionais da cidade de Lisboa. Localiza-se entre o Bairro Alto e a Baixa Pombalina.

Quarta-feira 20: 16ºC - 6ºC »»» O dia adivinhava-se com temperatura agradável.
A manhã acordou com ótima temperatura que nos animou para fazermos as visitas que tínhamos programado.
Após o pequeno-almoço, encaminhamo-nos para a entrada do metro dos Restauradores. Ali carregamos os nossos cartões 7 colinas, com um bilhete de 1 dia.
Assim, a nossa primeira paragem foi na estação de Picoas. Ali perto na Avenida 5 de Outubro, encontra-se a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves ou Casa de Malhoa, onde fizemos a visita. Foi projetada pelo arquiteto Norte Júnior nos anos 1904 - 1905. Foi construída com a finalidade de servir de habitação e atelier de trabalho, ao pintor José Malhoa. Esta edificação foi agraciada com o Prémio Valmor em 1905, devido à sua beleza arquitetural. É uma casa constituída na sua fachada por três corpos bem distintos, mas que se integram de uma forma harmoniosa no seu conjunto. Destaca-se na zona central um grande janelão, correspondente à zona que servia de atelier ao pintor. À esquerda desse janelão pode-se ver um pequeno alpendre sobre a escada que dá acesso à porta de entrada. O lado direito da fachada corresponde à zona da sala de jantar. O vitral na sala de jantar e sala anexa ao atelier do pintor é de origem francesa. De destacar também, no exterior do edifício, o portão em ferro forjado, estilo Arte Nova.
O Dr. Anastácio Gonçalves adquiriu a Casa de Malhoa em 1932 utilizando-a como sua residência e principalmente como arquivo da sua vasta coleção de arte. A estrutura da casa nessa altura foi alvo de algumas alterações, como a mudança da cozinha para a cave. Com o falecimento do Dr. Anastácio em 1965, a Casa-Museu passa, por vontade expressa do falecido, para o estado português em 1969. O edifício abre as suas portas ao público, já como museu, em 1980, depois de ter sofrido algumas alterações de adaptação às suas novas funções. Entretanto, devido à exiguidade de espaço para o espólio existente, sofreu novas alterações em 1996, de acordo com o projeto arquitetónico elaborado pelos arquitetos Frederico George e Pedro George, em que foi anexado ao museu a moradia que existia ao lado. Esta moradia tinha sido projetada pelo arquiteto Norte Júnior. A Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, está classificada pelo IGESPAR, como Imóvel de Interesse Público (Dec. 28/82 Diário da República de 26 de Fevereiro de 1982).
A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves é um lugar onde se lembra o colecionador Anastácio Gonçalves através das diversas obras aí expostas. Esta coleção reunida pelo Dr. Anastácio Gonçalves compreende cerca de 2000 obras de arte que se distribuem por três grandes núcleos: pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, porcelana chinesa e mobiliário português e estrangeiro. Existem ainda importantes secções de ourivesaria civil, pintura europeia, escultura portuguesa, cerâmica europeia e oriental, têxteis, numismática, medalhística, vidros e relógios de bolso de fabrico suíço e francês. Para além das obras reunidas pelo colecionador, a Casa-Museu encerra ainda um núcleo de pintura contemporânea portuguesa e um número significativo de objetos pertencentes ao espólio do pintor Silva Porto.
Aconselhamos uma visita a esta Casa-Museu!
Em seguida fomos novamente para a estação de metro de Picoas, apesar de se poder optar também pela estação do metro do Saldanha, que não fica muito longe deste local. A próxima paragem foi na gare da estação do metro do Oriente, no Parque das Nações. Depois do almoço, o que aconteceu no Centro Comercial Vasco da Gama, fomos para o Pavilhão do Conhecimento, onde visitámos a exposição: “T. Rex: quando as galinhas tinham dentes”, que estará ali até Agosto de 2013.
Tendo sido um sucesso no Museu de História Natural de Londres, foi adaptada à realidade portuguesa pelo Pavilhão do Conhecimento com a colaboração do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, do Museu da Lourinhã e do Museu Geológico. Nesta exposição podemos olhar nos olhos de um T. rex em tamanho real, com mais de cinco metros de comprimento. Podemos tocar num fóssil de pegada de saurópode, sentir como era a sua pele e conhecer um dos maiores e mais antigos ninhos de dinossauro do mundo. Ali sentimos o realismo nos vários animais robotizados dos quais o T. rex, que se alimenta ao vivo, ou nos movimentos que faz para se defender. Para além de observar, será possível tocar num fóssil de pegada de saurópode, sentir como era a sua pele e conhecer um dos maiores e mais antigos ninhos de dinossauro do mundo, que pertenceu à espécie portuguesa Lourinhanosaurus.
Esta exposição de dinossauros não é apenas um amontoado de réplicas, aqui conta-se uma história científica onde os visitantes são levados a explorar a ciência.
Esta exposição é extraordinária!
Quinta-feira 21: 17ºC - 11ºC »»» O dia nasceu com sol, mas choveu de noite.
Depois do pequeno-almoço, tivemos que arrumar a mala para podermos deixar o nosso quarto nº 211, livre.
A manhã foi passada percorrendo ainda alguns locais na Baixa: praça da Figueira, Rossio e como não podia deixar de ser, a Rua Augusta até à Praça do Comércio.
Após o almoço, foi só esperar algum tempo pela hora de partida, 15H45, no expresso para a Figueira da Foz.

Sempre, até à próxima Lisboa!



Nota: Algumas dicas dos textos e algumas fotos foram retiradas da net.