sábado, 10 de maio de 2014

PASSEIO À FESTA DA FLOR NA MADEIRA

03 a 06 de Maio de 2014
Sábado, dia 3
Um grupo de 8 amigos, composto por: Ilda Simões, Ofélia Turais, Rui e Isabel Sousa, Vitor e Madalena Azenha, José Manuel e Mirita Oliveira, partiram de Tavarede pelas 16H00, em direção a Lisboa; pelas 17H30, estavam à nossa espera a filha da Ilda, a Rita, o seu marido Rui e a filha Maria.
O meu carro ficou sem bateria. O Rui e a Rita dispuseram-se de imediato para resolver o problema. Fiquei descansado, pois que necessitávamos do carro para regressarmos a casa.
Cerca das 18H00, levaram-nos ao aeroporto onde tínhamos de fazer o check-in para o nosso avião A321 TAP Portugal CS-TJG "Amália Rodrigues", voo TP 1639, que tinha a hora de partida para o Funchal às 20H40. O nosso embarque aconteceu com 30 minutos de atraso.
Foi-nos servida a bordo uma muito ligeira refeição composta por: uma sandes, um sumo de fruta, uma bebida à escolha e um café ou chá. Como estávamos ainda com a barriga a dar horas, conseguimos que Assistente de Bordo Carolina nos desse mais duas sandes: uma para mim e outra para o Azenha. Em seguida dissemos que a Madalena Azenha fazia anos; serviram-nos 2 garrafas de champanhe e ofereceram à Madalena um embrulhinho com pequenos pacotes de aperitivos. À tripulação do avião voo TP1639 do dia 03.05.2014, com destino ao Funchal, pela eficiência e simpatia, em meu nome e dos meus companheiros do grupo, os nossos sinceros agradecimentos, especialmente à Assistente de Bordo, Carolina.
Assim, a nossa chegada ao Funchal que deveria ter acontecido às 22H25, foi às 22H55. Já passavam das 23H00, quando saímos do aeroporto onde nos esperava o transfer que nos levou até ao hotel Dom Pedro Garajau.

Como estávamos com alguma fome e o hotel não fornecia comida foi-nos aconselhado o restaurante Tourigalo, que fica em frente, onde nos prepararam umas sandes de carne assada, acompanhadas por uma bebida.

Chegou então a hora de nos recolhermos aos aposentos, depois de fazermos o check-in. O hotel é constituído por 4 blocos, espalhados longitudinalmente pela rua e apenas o bloco principal tem acesso direto  às áreas de lazer do hotel.
Ficaram todos no bloco 3, exceto nós que ficámos no bloco 2, porque o quarto que nos era destinado tinha sido cedido a outra pessoa por engano, tendo-me sido assim atribuído o quarto 2110. Era um apartamento, com duas divisões: o quarto de dormir e um salão com kitchenette (frigorífico, fogão elétrico, micro-ondas, tacho, panela, pratos, copos e talheres); duas televisões; uma ampla casa de banho. Tinha uma grande varanda com excelente vista para um bonito jardim e uma pequena piscina exterior.

Domingo, dia 4
Após uma noite reparadora, encontrámo-nos às 08H00 para o pequeno-almoço que não era muito diversificado, mas era simples e com alguma abundância.
Este local onde estamos instalados, no Caniço, apresenta boas acessibilidades com uma paragem do autocarro em frente ao hotel, para o Funchal e vice-versa e com muita frequência, ficando estas viagens económicas (2,20€ por pessoa). Às 09H35, apanhámos o autocarro 136, para o Funchal.

De imediato iniciámos a nossa visita, passando pelos delicados tapetes florais na placa central da Avenida Arriaga, deliciámo-nos com alguns momentos musicais, assistimos à atuação de um grupo folclórico regional junto à e visitámos a Exposição da Flor no Largo da Restauração, perante o qual ficámos maravilhados.



Porque estávamos na Madeira, porque existe uma bebida que não podemos deixar de beber, porque estava calor, porque a hora pedia um aperitivo antes do almoço, lá fomos obrigatoriamente beber uma “poncha”.
É tão boa que até faz “Aaah”, como dizia o outro…
Estava a chegar a hora do almoço que foi abreviado no tempo, para que pudéssemos estar muito cedo na avenida onde passava o cortejo, para arranjarmos bons lugares.
Mas o principal motivo que nos trouxe à Ilha da Madeira foi a Festa da Flor.
Na Madeira florescem espécies florais originárias de inúmeras zonas do planeta já que a ilha reúne condições climáticas peculiares e propícias ao florescimento de espécies quer das regiões tropicais quer das regiões frias.

A Festa da Flor é uma homenagem à Primavera, e a celebração da metamorfose e do renascimento, da fertilidade e da abundância das flores que pintam, perfumam e inebriam o meio envolvente e que emprestam valor e levam o bom nome deste destino turístico além-fronteiras.

A origem da Festa da Flor remonta ao ano de 1954, quando se realizou no Ateneu Comercial do Funchal a Festa da Rosa.
Pelas 16H00 como estava previsto, teve início o Cortejo. Já muito perto das 16H30, passou no local onde estávamos (já há três horas).
Foram inúmeros os botânicos e naturalistas de renome que se refugiaram na ilha da Madeira para se dedicarem ao estudo da sua riqueza floral, cujo artifício - a FLOR - tem servido de inspiração aos trabalhos de inúmeros artistas e artesãos, evidenciado nos desenhos dos produtos em Bordado Madeira, em caixas de madeira com embutidos e em muitos outros produtos artesanais. Mas é no Cortejo Alegórico que esta expressividade artística encontra o seu esplendor, num trabalho ricamente elaborado pelas mãos dos madeirenses.
O Cortejo Alegórico da Flor é um dos acontecimentos mais marcantes e dos mais aguardados de todo o certame, quer por turistas, quer por residentes, que se realiza desde 1979, onde os grandes carros alegóricos, cobertos de flores, e rodeados por largas centenas de jovens e de crianças, começaram a desfilar pelas principais ruas do Funchal, numa autêntica celebração à chegada da Primavera.
Mais uma vez foi um acontecimento de rara beleza e sumptuosidade pela decoração dos carros alegóricos e dos trajes de largas centenas de figurantes, na maioria crianças, amplamente adornados com inúmeras, variadas e magníficas espécies florais, ao som de alegres temas musicais executando coreografias ora simples ou mais elaboradas.







A Festa da Flor deste ano apresentou como tema: "Mãe, um mundo de flores para ti", cujo cortejo alegórico, composto por diversos grupos, que totalizam cerca de 1200 figurantes, desfilaram entre a Avenida Sá Carneiro e a Praça da Autonomia, com os seguintes subtemas:
"30 Anos em Flor" - João Egídio Rodrigues
"A Floresta Mágica" - Sorrisos de Fantasia
"Mãe...Três Letras" - Isabel Borges
"Tapete de flores para todas as mães do mundo" - Escola de Samba Caneca Furada
"Mãe uma Orquídea para ti" - Associação de Animação Geringonça
"Para ti, Mãe..." - Fábrica de Sonhos
"Homenagem à Mãe" - Turma do Funil
"O Sorriso das Flores" - Associação Fura Samba
"Madeira, Mãe e Maio" - Associação Desportiva Cultural e Recreativa Bairro da Argentina
Já tínhamos ouvido relatos, visto filmes de cortejos anteriores. Diziam que era um espetáculo imperdível. É de facto verdade!
Não há palavras. É impossível descrever o que é indiscritível.
Aconselhamos a ver. É a única maneira de acreditar naquilo que os nossos olhos podem ver de maravilhoso e único.
Eram 18H00, quando o último grupo passou por nós, lembro que estávamos num lugar perto do início do cortejo.
Estávamos um pouco maçados, mas maravilhados e felizes por ter assistido a um espetáculo inesquecível.
Optámos então, por apanharmos o autocarro de regresso ao Garajau, já que tínhamos o autocarro 155, às 18H45 e o próximo seria só às 21H45.

Perto das 19H00, chegámos ao hotel onde nos refrescamos e em seguida saímos para jantar no restaurante Tourigalo, onde estivemos ontem.
Durante o jantar decidimos fazer no dia seguinte um dos pacotes propostos nos panfletos disponibilizados na receção do hotel. Falamos com o rececionista que contactou com a empresa Flora Travel, eram já 22H00, que com um pouco de sorte ainda nos arranjaram vagas no mini-autocarro (16 lugares).

Segunda, dia 5
O nosso despertar foi às 07H00, para tomar o pequeno-almoço às 07H30 e estar na paragem do autocarro às 08H00.
À hora combinada o motorista do mini-autocarro, António, procurou-nos na sala de espera do hotel. Partimos na direção do Funchal onde em mais três paragens se completou a lotação de 16 passageiros.
Iniciámos então este passeio na Direção de Câmara de Lobos (vila piscatória onde se pesca o peixe espada famoso); de seguida, passamos pelo Cabo Girão (a falésia Mais Alta da Europa com 580m), continuação da viagem, sempre ao longo da Costa, como Ribeira Brava. A partir da Ponta de Sol iniciamos uma subida para o planalto do Paúl da Serra (1400m) e depois descemos para o Porto Moniz onde podemos admirar as Piscinas Naturais. Paragem para o almoço. Seguidamente regressamos pela costa do norte, passando pelo Seixal até São Vicente. Subimos para a Encumeada (1007 m) de onde podemos avistar o mar das Duas Vertentes. Regresso ao Funchal.
O motorista António, mostrou estar muito bem preparado no que respeita a conhecimentos, os quais nos transmitiu durante todo o percurso. Também arranjou tempo para umas anedotas e até cantou.
A primeira paragem é na pequena vila de pescadores, Câmara de Lobos, que está localizada a oeste do Funchal, onde o porto é um pequeno riacho, com uma praia e um porto e com as casas que se amontoam em torno da baía. Foi nomeado por João Gonçalves Zarco, devido a milhares de focas que vivem na baía. Em 1949, Winston Churchill escolheu este lugar para pintar seus arredores pitorescos. Poncha é uma bebida local feita de mel, limão e rum de cana, disponível nas tabernas locais.
O passeio continua ainda até ao segundo promontório mais alto (580m) da Europa, Cabo Girão. Aqui podemos apreciar a bela vista de Câmara de Lobos e Funchal. Devido à erosão do mar, cavernas e terraços foram formados ao longo da costa. Os moradores fizeram pequenas parcelas para culturas, tornando a paisagem numa incrível aquarela.
Ribeira Brava é a próxima paragem neste passeio. A cidade reflete a personalidade do riacho, de onde recebe seu nome. Ribeira (rio) Brava (selvagem). A igreja-mãe é o seu principal ponto de interesse. Construída no século XVI, sofreu várias alterações ao longo do tempo. Ela tem uma obra de arte flamenga e um valioso estilo Manuelino. Mas os seus lustres são a sua principal atração. No passeio marítimo, o forte de São Bento é o marco desta cidade. Aqui comemos uma bucha que trouxemos do pequeno-almoço e desfrutamos de um café.
Depois de deixar a Ribeira Brava, 5 minutos mais tarde chegamos à Ponta do Sol, o local mais ensolarado da ilha, e é donde deriva o seu nome, ponto ensolarado. A cidade, com seus prédios antigos recuperados, num labirinto de ruas e retiros acolhedores tem um toque de romantismo. Uma vila tranquila, situada nas dobras de um vale íngreme, com uma plantação densa de banana e um ambiente que se sente no ar, descontraído e animado.
Deixamos a Ponta do Sol e o mini-autocarro sobe para o planalto da Madeira. Paul da Serra que se traduz em "simples montanha." É o maior e mais alto patamar da Madeira, localizado nos 1400mts. Tem paisagens abertas, onde podemos desfrutar das vistas panorâmicas sobre os vales.

Antes de sairmos desta povoação o motorista António, perguntou quem desejava que fosse marcado o almoço para Porto Moniz, pois tinha o contacto de um restaurante no qual poderíamos sem demora comer. Nós os 8 também aceitámos por simpatia para com o motorista, pois que a nossa escolha era o Restaurante Orca.

Para chegar a Porto Moniz, passamos por paisagens intercetadas pelo lirismo e suspense. Porto Moniz é o vale mais a noroeste da Madeira, é uma povoação no sopé da montanha e é bastante plana. As encostas, forradas com muros de pedra seca e cercas, feitas de vassoura de urze, abrigam as culturas dos ventos do norte. Indo por uma estrada em ziguezague chegamos a Porto Moniz. As principais atrações são as suas belas piscinas naturais. Porto Moniz é uma importante vila de pescadores na costa norte. Porto Moniz possui um aquário que está situado no Forte de São João Batista.
No passeio que se estende desde as piscinas Naturais até ao cais, podemos encontrar restaurantes agradáveis, onde podemos experimentar a comida local do mar ou outros deliciosos pratos locais.
Foi no Restaurante Gaivota que foi o almoço. Não foi nada especial, mas agradou e a comida estava saborosa.

Após o almoço, fizemos um passeio pela zona das piscinas e lojas de recordações, às 15H00 continuamos o passeio.

Partindo de Porto Moniz, dirigimo-nos para o Seixal a origem do seu nome surgiu derivado à abundância de seixos existentes nas praias e a atividade principal é a agricultura. É muito abundante em água, a prova são as várias cascatas visíveis nesta pacata freguesia. Existe um miradouro na estrada antiga que liga o Seixal a São Vicente. O miradouro recebe o nome de Véu da Noiva, devido à proximidade de uma queda de água, a mais famosa de todas, que jorra numa forte torrente pela encosta abaixo. A sua espuma faz lembrar o adereço mais romântico de uma noiva.
Localizado na costa norte entre duas fileiras de lava basáltica, São Vicente é uma pequena cidade, com ruas estreitas e pitorescas, casas antigas, imaculadamente branco. A Igreja Matriz, data do século XVII. Na beira da estrada principal encontra-se um parque com plantas costeiras, endêmica da Madeira. As cavernas vulcânicas podem ser encontradas aqui. Mas, isso é um passeio que não podemos fazer nesse dia.
Depois de visitar São Vicente, o mini-autocarro subiu 1.007mts, passou por uma floresta para chegar a Encumeada é a última paragem deste passeio pelo Oeste da ilha da Madeira. É a mais bela paisagem de montanha da ilha. Do topo, com bom tempo, é possível visualizar as Costas Norte e Sul ao mesmo tempo. Descemos um pouco a pé por um carreiro e fomos dar a um bar onde nos prepararam uma poncha.
Depois de deixarmos a Encumeada, descemos por uma rota cénica através da bonita vila de Serra de Água.
O mini-autocarro após deixar os nossos companheiros nos respetivos locais de embarque no Funchal, levou-nos até ao Garajau.
Após um duche refrescante, juntámo-nos para irmos petiscar/jantar na "Ponta do Garajau" com o famoso "Cristo Rei" estátua apenas a poucos minutos a pé do hotel. Aqui deparamo-nos com o Complexo Balnear do Garajau, constituído por um bar, um bar restaurante e um teleférico.

O bar-restaurante “O Mero” está situado em plena praia, com excelente vista para o mar da Reserva Natural Parcial do Garajau, a primeira reserva marinha exclusiva criada em Portugal, em 1986, para proteção do garajau, a ave marinha que deu nome à praia. No restaurante, cujo nome homenageia os simpáticos epinephelus marginatus que seguem os mergulhadores, podemos apreciar umas lapas grelhadas (quase que não apreciávamos, só havia uma), umas saladas e cerveja local.
O acesso à praia - de pequeno calhau roliço e, com a maré vazante, de areia negra, a testemunhar a origem vulcânica da ilha - faz-se de automóvel, através de um percurso serpenteante, até meio da escarpa, mas o resto do percurso terá de ser feito obrigatoriamente a pé. Mais cómodo, sobretudo em dias de sol forte, é optar pelo teleférico. Este equipamento faz parte do investimento público de seis milhões de euros que transformou o clandestino "bairro de lata" de veraneio numa simpática zona balnear dotada de solários, gabinete médico, apoio do Parque Natural e uma área reservada ao centro de mergulho.
Foi neste teleférico do Garajau, inaugurado no dia 22 de Abril de 2007, que descemos à praia e subimos depois de comermos. Foi muito simples. Bastou um senhor que estava a sair do local de embarque, ligar o teleférico e lá fomos nós por ali abaixo e depois um telefonema do empregado do bar da praia, para mais uma vez o teleférico nos transportar, agora morro acima. O teleférico foi gratuito.
Em nome da proteção dos valores naturais, a pesca foi proibida e para além do mergulho, hoje, só é permitido nadar, andar à vela ou de canoa, na zona da reserva. A temperatura da água anda na ordem dos 24ºC nesta praia "vigiada", no topo de uma colina que se precipita em ravina em direção ao mar, pela imponente estátua do Cristo Rei - inaugurada em 1927, quatro anos antes da existente no Rio de Janeiro, no morro do Corcovado, que "inspirou" a estátua erguida há 50 anos pelo escultor madeirense Francisco Franco, com Leopoldo de Almeida, em Almada.
Estava na hora de irmos descansar, pois o dia foi longo e muito viajado.

Terça, dia 6
Este foi o nosso último dia na Madeira.
Levantamo-nos às 08H00 e tomámos o pequeno-almoço às 08H30.
Em seguida fomos até aos quartos acabar de arrumar as malas, pois antes de sairmos tínhamos que deixar as bagagens numa sala da receção.
Fomos apanhar o autocarro 136, às 09H35, até ao Funchal.
Tirámos mais umas fotografias e compramos algumas lembranças.
Adquirimos também algumas flores no Mercado dos Lavradores. O mercado das flores, iniciativa integrada na Festa da Flor a partir de 2007, revelou-se uma excelente mais-valia. Para além de dar a conhecer as inúmeras espécies florais e decorativas, este mercado também permite a sua aquisição quer pelos visitantes, quer pela população local, num ambiente pitoresco e tradicional onde as vendedoras, as "floristas da Madeira", se apresentam trajadas com os fatos regionais.
Já perto da hora do almoço, não quisemos deixar de saborear uma última poncha, como aperitivo. O nosso almoço decorreu num restaurante perto da , cerca das 13H00. Desta vez comemos uma espetada. Estava muito boa. Tínhamos que nos preparar para o regresso a casa. O resto do dia ainda iria ser longo e no avião o comer não devia ser muito abundante.
Tínhamos o autocarro 155, às 15H30. Era o horário adequado para podermos estar às 17H00, no hotel onde nos iria buscar o transfer para o aeroporto. Assim aconteceu.
Quando chegámos ao aeroporto, fomos fazer o check-in. O voo era o TP 1638 e a hora foi às 19H00 e foi o que aconteceu. Dois minutos antes da hora marcada estávamos a rodar na pista.
Obrigada Madeira pela estadia maravilhosa que nos proporcionaram...
Foi-nos servido a bordo novamente a mesma muito ligeira refeição que deram à ida para o Funchal.
Chegámos a Lisboa às 20H35, a hora prevista. Mais uma vez a Rita e o Rui foram-nos buscar ao aeroporto, para irmos buscar os nossos carros que se encontravam junto ao condomínio onde moram. Foi ótimo termos deixado ali os carros pois para além de irmos descansados, também não gastámos dinheiro no estacionamento. O meu carro como já sabia estava pronto, para o nosso regresso a Tavarede.
Pelas 21H00, partimos tendo ainda a Rita ido à nossa frente a indicar-nos o caminho para sairmos de Lisboa.
Como o Rui Monteiro precisava de gás para o carro, parámos em algumas bombas porque nem todas tinham aquele combustível.

Chegámos a Tavarede já muito perto das 24H00.

PS: Este vídeo foi retirado da net. Os autores são a TURITV, a quem agradeço.

domingo, 27 de abril de 2014

Excelente Mensagem de Vida

Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens.
Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti.
Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo.
Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer.
Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente.
Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade.
Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas siga adiante.


Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

QUANTA HIPOCRISIA!...

A Canção é uma Arma!


José Barata Moura
“Cravo Vermelho ao Peito” 

O Cravo Vermelho, é conhecido em Portugal como o Símbolo da Revolução de 25 de Abril de 1974, que depôs o regime ditatorial instalado há décadas no país.
Nas saias ou nos casacos das senhoras, nas gravatas nos homens, o vermelho continua a ser a cor preferida na sessão solene do 25 de Abril.
O cravo vermelho é usado por quase todos os deputados das bancadas do PS, PCP, BE e PEV.
O cravo vermelho está ausente na bancada do CDS-PP e raro na bancada do PSD, caso do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que, tal como habitualmente, dispensou a flor na lapela.
Ao menos estes não são hipócritas!

A Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, exibia um cravo vermelho preso no seu casaco e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, entrou no hemiciclo de cravo o peito.

Hipocritas!



Será que a palavra ainda é uma arma?
Claro que sim.


Adriano Correia de Oliveira
“Trova do Vento que Passa”





José Afonso

“Vampiros”

quinta-feira, 24 de abril de 2014

As Músicas que há 40 anos marcaram a Revolução dos Cravos

"E Depois do Adeus" e "Grândola, Vila Morena" são as canções emblemáticas do 25 de Abril de 1974.

A colaboração entre revoltosos e a rádio começa muito antes do dia 25 de Abril de 1974. Os contactos são feitos entre militares e jornalistas de várias emissoras, preparando-se tudo para que a revolução resultasse. 5 minutos antes das 23h, do dia 24 de Abril de 1974, na rádio Alfabeta dos Emissores Associados de Lisboa, o locutor de serviço - João Paulo Dinis - "lançou" a música "E depois do adeus" de Paulo de Carvalho.
Era o sinal para as tropas avançarem.

Na Rádio Renascença a gravação do alinhamento, que viria a ser o sinal para o desencadear das operações, foi feita na tarde do dia 24 de Abril, por Leite de Vasconcelos, para ser emitida no Programa «Limite», que era realizado em directo, mas algumas partes eram previamente gravadas. Era numa dessas gravações que estava a «senha» - a primeira quadra da música “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso.
Esta segunda senha confirmou a primeira. A partir daqui todo o movimento era irreversível. A Rádio Clube Português é transformado no posto de comando do «Movimento das Forças Armadas», por este motivo a emissora fica conhecida como a "Emissora da Liberdade".

Aos Microfones da Rádio Clube Português, Joaquim Furtado lê o primeiro comunicado às 04h26:
«Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma.
Esperando sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos ao bom senso do comando das forças militares no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas.
Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais, que enlutariam e criariam divisões entre portugueses, o que há que evitar a todo o custo.
Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua ocorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração, o que se deseja sinceramente desnecessária.»


PS: Texto e fotos retirados da net.

O 25 de Abril - há 40 anos

Na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, Lisboa assistiu a um movimento militar fora do normal. Homens e veículos avançaram, durante a noite, pela capital ocupando, sem grande resistência, vários alvos estratégicos, com o objectivo de derrubar o regime de então.
O auto denominado Movimento das Forças Armadas – MFA – foi comandado por Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais impulsionadores desta acção.
Da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, veio o grupo de militares que teve a missão mais importante, que foi a ocupação do Terreiro do Paço e dos Ministérios ali instalados.
Ainda o dia não tinha nascido e já este grupo de homens controlava esta zona da capital. Seguidamente Salgueiro Maia, com os seus homens deslocam-se para o Quartel do Carmo, onde se tinha refugiado o chefe do governo, Marcelo Caetano, que se rendia já no fim do dia entregando a governação provisoriamente ao General António de Spínola. Marcelo Caetano partiu entretanto para o exílio no Brasil.

O 25 de Abril de 1974, que acabou um regime autoritário, que governava em ditadura reprimindo qualquer transição para um estado democrático.
Nessa época havia pobreza, fome, desemprego e a falta de oportunidades para um futuro melhor, provocando um grande fluxo de emigração, agravando as condições da economia nacional.
Passados 40 anos e com este governo, a pobreza voltou a aumentar, com ela a fome está na ordem do dia, o desemprego volta a subir como já há anos não se sentia, principalmente no que toca aos jovens e a emigração aumentou como nunca. A economia nacional está num caos.
Este governo vai ficar na História de Portugal, como aquele que nos fez regressar aos tempos de há 40 anos atrás.
Parece que estamos novamente no 24 de Abril de 1974.
Quem por lá passou sabe do que estou a falar…

O 25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direção à democracia.
O 25 de Abril de 1974 ficou para sempre marcado na História de Portugal.

A minha Cronologia Militar e do 25 de Abril de 1974

O meu Serviço Militar.
Fui às inspecções em que fiquei apurado, como era norma acontecer e obrigatório no Exército.
Passados três dias tive de me apresentar no Centro de Recrutamento e Mobilização em Lisboa, para a inspecção para o Serviço Aeronáutico do qual fiquei apurado para todo o serviço.
Acabei assim por ser voluntário na Força Aérea, desde 21 de Junho de 1972 até 14 de Outubro de 1976.




Entrei na Base Aérea Nº 2 – Ota, no dia 21 de Junho de 1972, onde fiz a recruta e terminei esta no dia 10 de Setembro de 1972.
Na Escola Militar de Electromecânica de Paço de Arcos, iniciei o Curso de Formação de Mecânicos de Rádio de 11 de Setembro de 1972 e terminei a 04 de Maio de 1973.

Voltei novamente à Base Aérea Nº 2 – Ota, agora para ingressar no Curso de Subespecialização de Simuladores de Voo, em 14 de Abril de 1973.
Terminado aquele curso, cheguei finamente à Base Aérea Nº 5 – Monte Real em 28 de Novembro de 1973. Fiquei nesta unidade até passar à Disponibilidade em 15 de Outubro de 1976.
Respondendo à pergunta já habitual: Onde estava no 25 de Abril de 1974?
Como se pode constatar estava a cumprir o serviço militar no 25 de Abril de 1974.
Precisamente neste dia, estava em casa com uma dispensa de serviço, quando a minha mãe me deu a notícia de que havia uma revolução. Quem lhe tinha dado a informação foi a peixeira que naquela época vendia o pescado pelas portas e vinda da Figueira onde havia muita gente que andava pelas ruas a comemorar a dita revolução.
Entretanto é claro que fui de imediato para a minha unidade em Monte Real, onde cheguei com muita dificuldade visto quase não haver transportes.

Como se pode calcular dentro da Base era uma grande confusão.
Ficámos uns dias de prevenção, sem poder ir a casa, com muita indefinição e alguma preocupação.


Foi nessa altura que comecei o meu 25 de Abril de 1974.

sábado, 12 de abril de 2014

SOCIEDADE DE INSTRUÇÃO TAVAREDENSE

Auto da Serração da Velha
ou
“Auto do Violador no Telhado”

11 de Abril de 2014



Mais uma vez se cumpriu a tradição!
Realizou-se no dia 11 de Abril de 2014, pelas 21.30 horas, a tradicional Serração da Velha ou o “Auto do Violador no Telhado”, que como o nome indica, foi inspirado no musical ainda em cena “O Violinista no Telhado”.

Nota: Agradecemos aos artistas desta peça, a sua presença, os quais se disponibilizaram graciosamente (porque foram bem pagos), para abrilhantarem com grande “profissionalismo” este espectáculo muito cultural.

Como toda a tradição, esta actividade realiza-se em Tavarede, já há muitos anos. Mais uma vez notei que a comunicação social não esteve presente, para assim dar notícia à comunidade. Pode ser que para o ano… 


Mas como somos teimosos mais uma vez cumprimos a tradição e a velha foi serrada. A freguesia de Tavarede voltou a reunir-se, para ouvir o que este ano a “menina Tevyelina Castanha Pilada deixou em testamento”, aquecendo com o calor do convívio, esta noite já de Primavera. Aqueceu principalmente os ânimos das muitas pessoas que ouviram os “pertences” que a velha lhes deixou. É de recordar a essas pessoas que isto tudo não passa de uma brincadeira e que ao se sentirem “ofendidas”, mostram que a carapuça lhes assentou na perfeição.
Mas, como se costuma dizer: Siga o Cortejo!

Iniciámos esta função no Pavilhão da SIT (como todos os anos acontece) tendo seguido pela rua A Voz da Justiça, até ao Largo do Igreja Palácio de Tavarede, onde ali muito perto fica o “Retiro do Alfacevich”, onde se foi buscar (para passear!?) a “Menina Tevyelina” e foi terminar na Sala de “Audiências” do Teatro da SIT.
“EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE TEVYELINA CASTANHA PILADA
Vimos através do presente edital,
……………………………………
Convocar Tevyelina Castanha Pilada,
…………………………………….
Rapariga, entraste na porta errada,
Mordahavik, o juiz vai dá-te sermão!
És uma “menina” chanfrada
Tens de tomar uma decisão…

O “palácio da justiça” não é aqui
Alfacevich, diz-se um grande amigo,
…………………………………….
Nesta noite em primeira convocação
Vens à bruta e de livre vontade,
Visando este passeio com abnegação
Até à nossa querida colectividade.”

O cortejo foi acompanhado com uma salada musical executada pela desafinadíssima Orquestra Sinfónica da Outra Banda, que se fez ouvir em dois minutos de silêncio, com a Mula da Cooperativa, em desrespeito da gozada “menina Tevyelina”.
Durante o tribunal as personagens foram desfilando, acusando ou defendendo a “menina”, sempre com a intenção de levarem alguma coisa…

Yentevina (Contra-Regra): João “Alface” Bastos
Mordahavik (Juiz): António Dinis
Mordechaivik (Regedor): José Alberto Cardoso
Tevyelina (Velha): João Miguel Amorim
Chavalehkina (Médica): Manuel Lontro
Hodelina (Enfermeira): Rui Branco
Goldeína (Sobrinha): Miguel Feteira
Mendelina (1ª Criança): Rafael Cardoso
Tzeitelina (2ª Criança): José Nuno Rodrigues
Bielkina (3ª Criança): Tiago Feteira
Avrahmovik (Advogado de Acusação): António Simões
Lazar Wolfinovik (Testemunha): António Barbosa
Perchikovik (Advogado de Defesa): António Bento
Fruma Sarahov (Primo de Cortegaça): Daniel Santos
Cossavich (Primo de Cortegaça): Mário Viana
Rabinovik (Escrivão): José Manuel
Motelovik (Ajudante de Escrivão): Vítor Azenha
Enrebanavik (1º Carrasco): Artur Correia
Fyedkavik (2º Carrasco): Luís Pires

Já perto do final o Mordahavik - Juiz dá a última palavra à Velha:

…………………..
MORDAHAVIK
TEVYELINA CASTANHA PILADA,
Julgada por avareza,
Antes de ser condenada,
Quer fazer a sua defesa?

TEVYELINA

Peço perdão, senhor Juiz.
Eu já estou arrependida
Pois durante a vida nada fiz
Mas tenho saudades da vida.

Antes da condenação,
Só peço mais um momento,
Para que Robinovik, o escrivão,
Leia o meu TESTAMENTO.”
No seu TESTAMENTO, a desditosa velhinha, espalhou pelas pessoas da sua "amizade" o seu “riquíssimo” espólio, esperando assim satisfazer (ou não) os desejos de alguns herdeiros. Assim e finalmente o Escrivão e o seu Ajudante leram o tão aguardado Testamento:
 “Aos 11 dias do mês de Abril,
Na presença do Mordahavik, o Juiz,
Eu, TEVYELINA CASTANHA PILADA,
Meu Testamento assim fiz:”
…………………….
Acabado de ler o testamento, então o Regedor pergunta, roncando, já meio fatigado de voz:
“Que castigo ela merece
Dizei-me, senhores, meus?
Rifamo-la na quermesse,
Ó pomo-la a encher pneus?

(Dizem todos os participantes:)

Serre-se a velha
Força no serrote
Serre-se a velha
Dentro do caixote!”

Na execução da infortunada menina, foi visto esta, heroicamente fazer a entrega do seu tão maravilhoso e apetecível corpo, às mãos mimosas dos piedosos e bondosos carrascos, que serraram a RÉ, LÁ ao SOL, sem DÓ, nem outra nota de qualquer piedade.
E assim mais um ano foi cumprida esta tradição já muito antiga em Tavarede.

Após o “Julgamento, morte e fuga… da menina TEVYELINA, todos os participantes se reuniram para conviver num animado repasto composto de um variado e abundante conjunto de artigos especialmente confeccionados para dar ao dente e regado com algumas bebidas vigorosas.

Só nos resta fazer desejos de para o ano cá estarmos para cumprir mais uma vez a tradição.
Esperamos por todos o que cá estiveram e também por quem esteve ausente.

ATÉ PARA O ANO!



PS: As fotos foram retiradas da net, mais precisamente do facebook. Quero agradecer ao autor, que pode e deve comentar aqui neste sítio…