quinta-feira, 31 de julho de 2014

A Minha Oficina é o Meu Mundo III

Desta vez transformei uma cabacinha num helicóptero.
Penso que atingi o meu objectivo.
Mais uma vez usei materiais reciclados.
Para além da cabacinha, utilizei pequenos pedaços de madeira que fui retirar de uma pequena grade de madeira, que serviu para acondicionar morangos.
Também se podem ver alguns pauzinhos redondos, que foram utilizados em espetadas.

Para finalizar decorei com dois bonecos que representam os meus dois netos: o Tiago e o Pedro.
Espero que gostem tanto deste trabalho como eu gostei de o fazer.
Até aos próximos trabalhos.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO

30 de Julho de 2014
Hoje estivemos a comemorar um dia muito especial, daqueles que nunca nos vamos esquecer…
O 36º aniversário do nosso casamento!
Algumas lutas vencemos juntos, mas isso mostra o verdadeiro sentimento que temos, um pelo outro…
Fomos dar um passeio e estivemos a almoçar num restaurante que recomendo.

O Lagar do Avô, um restaurante situado num antigo lagar, onde esse mesmo lagar ainda continua no meio do restaurante.

É um espaço muito agradável, rústico, com muita cantaria e madeira, a proporcionar um ambiente francamente acolhedor.

Como entradas um pão muito saboroso, que acompanhou umas Petinguinhas fritas. Para segundo prato escolhemos uma Posta de vitela saloia, de comer e chorar por mais. Finalizámos com Doce da Avó, uma receita da casa que estava muito saborosa.
O
local é muito acolhedor e diferente, foi o ideal para um almoço especial!



Este dia foi bonito e alegre e representa o aniversário daquilo que sempre sonhei em ter  - felicidade!
Obrigado por ser a minha companheira, por ser a minha mulher, por ser esta pessoa maravilhosa.
Que nós dois sejamos sempre um e que um possa ser sempre dois, só assim ambos seremos solidários um com o outro.

Desejo para nós, muita paz, amor e saúde.
Eu te amo Minha Mulher!

A seguir vou passar um filme.
Neste pequeno filme, tal como o Padre deste casamento fez esta grande surpresa aos noivos, também hoje aproveito para o dedicar à minha esposa.

Este padre de certeza não se vai importar.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Passeio a Lisboa – Teatro Politeama

Revista “Portugal à Gargalhada”
24 de Julho de 2014
Às 13H30, rumámos até Lisboa onde fomos assistir a mais um espetáculo no Politeama de Filipe la Féria.
Na véspera tinha sido a última estreia deste grande espetáculo.
Esta revista musical critica e satiriza os principais acontecimentos políticos e sociais que ocorreram neste ano em Portugal. Pelo palco do Politeama desfilaram os protagonistas da cena portuguesa e internacional, desde o casal Cavaco Silva, Cristiano Ronaldo, Dolores Aveiro, António Costa, António José Seguro, Assunção Esteves, Joana Vasconcelos, Manuel Luís Goucha e outras personalidades conhecidas de todos nós.
E foi uma noite maravilhosa com a participação de Marina Mota, a rainha da revista à portuguesa, do ator José Raposo com mais uma criação inesquecível. Também o Joaquim Monchique regressa ao Politeama com uma fabulosa presença e excelentes e engraçadíssimas interpretações. E Maria João Abreu regressa com mais uma atuação de encher o olho, que a consagra como uma das vedetas mais populares da nossa revista.
Mais alguns nomes da comédia portuguesa da atualidade, se evidenciam tais como os cantores Paula Sá e Ricardo Soler e dos jovens atores Filipe Albuquerque, Patrícia Resende e Bruna Andrade. Dignos participantes que enriquecem este musical.
Também não se deve ignorar, antes porém se deve enaltecer o corpo de bailarinos coreografado por Marco Mercier, figurinos e telões de Mestre José Costa Reis, direção musical de Mário Rui, dramaturgia de Helena Rocha e assistência de encenação de Nuno Guerreiro.
Portugal à Gargalhada é assim mais um grande trabalho de Filipe la Féria e é o grande cartaz de Lisboa do momento.
Todo o nosso grupo ficou maravilhado com o espetáculo.
Adorei e aconselho a todos os que tiverem oportunidade de darem um saltinho a Lisboa e assistirem a este musical. Ninguém se vai arrepender.
“PORTUGAL À GARGALHADA” é um espetáculo que revisitando a revista à portuguesa, é uma crítica bem-disposta e mordaz à situação do Portugal dos nossos dias e aos seus principais protagonistas. Com a sofisticação dos grandes musicais da Broadway, a nova produção de FILIPE LA FÉRIA revisita a mais atávica e humorística tradição do género de espetáculo mais apreciado do público português, onde se conjugam: a música, a representação, o bailado, o texto de humor de bom gosto e popular, os cenários deslumbrantes e um guarda-roupa digno dos palcos das grandes capitais do mundo.
“PORTUGAL À GARGALHADA” é interpretado por um elenco de grandes vedetas como MARINA MOTA que é hoje a única herdeira das grandes comediantes da história do nosso teatro.
De regresso à revista, MARIA JOÃO ABREU, a extraordinária e versátil atriz que todos os portugueses admiram, volta a trabalhar com La Féria, anos depois de A Rainha do Ferro-Velho, e promete surpreender o público com toda a sua garra e talento, ao lado de JOAQUIM MONCHIQUE que também volta a trabalhar com La Féria.
Monchique é, hoje, um inquestionável trunfo num espetáculo e a sua participação em Portugal à Gargalhada é a consagração de um dos melhores cómicos do espetáculo português.

La Féria convidou o grande ator JOSÉ RAPOSO para reaparecer no TEATRO POLITEAMA, o teatro onde teve as suas maiores interpretações em Um Violino No Telhado (globo de ouro e prémio de teatro) e A Gaiola das Loucas (prémio de teatro) que irá de novo regressar à revista, género onde é considerado o melhor ator da sua geração.
Os espetáculos de La Féria têm um cunho de musical, comparável às grandes produções do West End londrino ou da Broadway.
Por isso, La Féria conta com atores-cantores de formidáveis recursos como Paula Sá, Ricardo Soler (vencedores de concursos televisivos como Operação Triunfo, Ídolos, A Tua Cara Não Me É Estranha), jovens artistas que podem ombrear com os maiores nomes do show-business e também com jovens atores como Bruna Andrade, Filipe Albuquerque e Patrícia Resende fazem de “PORTUGAL À GARGALHADA” um espetáculo único e imperdível que ficará na história do teatro em Portugal.


PS: Informação e fotografias foram retiradas da net.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Fato curioso da História de Portugal

Diogo Alves
Diogo Alves foi um espanhol nascido em 1810 em Santa Gertrudes de Samos, bispado de Lugo, na Galiza e morto em 1841 em Cais do Tejo, Lisboa.
Sendo ainda muito novo veio viver para Portugal, em Lisboa.
Ficou conhecido sob o pseudónimo do Assassino do Aqueduto das Águas Livres devido a que foi neste lugar onde cometeu numerosos crimes dentre os anos 1836 até 1839, crimes que em primeira instância foram atribuídos como suicídios seriais.
Foi descoberto em 1840 pelo assassinato de quatro pessoas de uma mesma família cuja casa assaltou.
Também conhecido com “O Pancada”, Alves se escondia no Aqueduto na espera de pessoas para assaltar no passeio ao ar livre localizado sobre a Ribeira de Alcântara.
Logo do roubo, o galego atirava suas vítimas do topo do Arco Grande com 65 metros de altura, com o objectivo de não ser denunciado.
Por causa dos crimes praticados por Alves, o caminho do Aqueduto permaneceu fechado ao público desde 1853.  Na actualidade é possível fazer o percurso deste trajecto através de passeios guiados.

Percurso criminal de Diogo Alves
Segundo as pesquisas da justiça, Diogo Alves começou a onda de delitos instigado pelas exigências de dinheiro feitas pela sua namorada Gertrudes Maria, natural de Mafra, taberneira de profissão e conhecida como “a Parreirinha”.
Com o fim de satisfazer os pedidos de sua companheira, Alves que até então atuava sozinho no mesmo local em horários de pouco movimento, decidiu conformar um bando de criminosos para atacar as pessoas que frequentavam o Aqueduto entre as seis horas da manhã até às dez da noite.


Cabeça de Diogo Alves (Autor: Luisa, L*)

O bando foi formado por cinco bandidos conhecidos por seus pseudónimos como Beiço Rachado, Pé de Dança, Enterrador, Apalpador e Pancada, sendo este último o próprio Alves, chefe do grupo de salteadores.  A partir da formação da quadrilha o método de homicídio mudou da queda nos arcos para a asfixia.
Ao longo desse tempo os criminosos não foram descobertos cobrando a vida de mais de setenta pessoas, até que um deles, o Beiço Rachado foi preso, denunciando aos outros cúmplices, mas sem conseguir apresá-los.
A banda teve de mudar de local para os seus atos criminosos devido ao fechamento do Aqueduto e só em 1841 Diogo Alves é capturado pelo assalto e a massacre de quatro pessoas de uma mesma família.  Diogo Alves foi condenado à pena de morte e os outros companheiros foram condenados a degredo perpétuo, só o bandido conhecido como Pé de Dança recebeu uma pena menor de dez anos.

Interesse Científico e Literário na História de Diogo Alves
Logo de realizado o enforcamento de Alves, o professor José Lourenço da Luz Gomes médico português que estudava a ciência da Frenologia, interessou-se pela história do criminoso, solicitou o pedido formal à justiça portuguesa para que concedesse a autorização da decapitação do corpo e o posterior estudo de sua cabeça decepada outorgando a permissão desta pesquisa para o Gabinete de Frenologia da Escola Médica-Cirúrgica de Lisboa.
Logo obteria também a cabeça de outro célebre criminoso, a de Matos Lobo, para os mesmos fins de análise científica sobre a origem da maldade, mas sem conseguir resultados definitivos.
Actualmente sua cabeça se encontra no Teatro Anatómico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
A sociedade de Portugal ficou profundamente impressionada com esta ocorrência, fato que originou a escrita do livro Os crimes de Diogo Alves, do jornalista e escritor de textos de ficção, Francisco Leite Bastos, nascido em Lisboa no ano de 1841 e falecido em 1886 na mesma cidade.
Publicado em 1877 com grande sucesso, demonstrou que o público em geral ainda estava interessado no caso.  Tempo depois em 1911 se estrearia no Porto o primeiro filme mudo de ficção titulado igualmente “Os crimes de Diogo Alves” pelo realizador João Tavares.  Este filme foi perdido e só recentemente recuperado.
Desde o ano de 1846, a pena capital começou a ser transformada em prisão perpétua.  Já para o ano de 1852, seria totalmente abolida.



Nota: Artigo retirado da net do site acima descrito.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Minha Oficina é o Meu Mundo II

Na continuação da publicação dos meus trabalhos, aqui deixo mais uma telha.
Nela apliquei diversas técnicas e materiais. A base é em decoupage com aplicações diversas.

Sempre que posso procuro utilizar materiais reciclados; neste caso a flor é feita de desperdícios de madeira e sementes naturais.


Aqui vão as fotografias do respectivo trabalho.







segunda-feira, 2 de junho de 2014

A MINHA OFICINA É O MEU MUNDO

Após a minha aposentação, a minha oficina é o meu mundo.
É aqui que transformo os materiais.
É aqui que reutilizo objectos e materiais.
É onde pratico a reciclagem e ponho em prática a teoria dos "3 R's" da sustentabilidade: reduzir, reutilizar, reciclar.
Posso definir-me como um artesão que exerce a minha arte através de técnicas manuais. Os meus trabalhos são fruto de uma transformação de diversas matérias-primas e um pouco de imaginação.

O artesanato surgiu na Pré-História. Os homens desta época faziam os objectos usando as mãos como ferramenta e os recursos da natureza como matéria-prima. É minha intenção prioritária seguir estas regras.

Trabalho principalmente com madeira, cabaças e telhas, onde aplico várias técnicas de transformação e decoração.
No entanto, não deixo de utilizar outros materiais e consequentemente obter outros trabalhos diferentes daqueles.
A imaginação para mim não tem limites.
A minha preocupação constante é de nunca obter trabalhos idênticos, aposto sempre na novidade e na obtenção de trabalhos únicos.
Não é meu objetivo principal que os meus trabalhos sejam para venda, mas nunca excluo essa hipótese.
Digamos que o meu artesanato é um hobby, uma terapia também.
A minha intenção de postar agora neste meu sítio, que é o meu blogue, é também o de troca de ideias e aprender.
Aprendi há muito tempo, o que se tornou um hábito, de todos os dias tentar aprender alguma coisa. Fiz isso durante muitos anos com os meus alunos. Aprendi muito com eles.

Chega de palavras. Agora vou passar à prática.
É a altura de aqui começar a mostrar os meus trabalhos.
Ei-los que começam a chegar.

Este foi a minha última criação.

É a retribuição a um amigo que me tem fornecido as telhas, que utilizo reciclando-as.



sábado, 10 de maio de 2014

PASSEIO À FESTA DA FLOR NA MADEIRA

03 a 06 de Maio de 2014
Sábado, dia 3
Um grupo de 8 amigos, composto por: Ilda Simões, Ofélia Turais, Rui e Isabel Sousa, Vitor e Madalena Azenha, José Manuel e Mirita Oliveira, partiram de Tavarede pelas 16H00, em direção a Lisboa; pelas 17H30, estavam à nossa espera a filha da Ilda, a Rita, o seu marido Rui e a filha Maria.
O meu carro ficou sem bateria. O Rui e a Rita dispuseram-se de imediato para resolver o problema. Fiquei descansado, pois que necessitávamos do carro para regressarmos a casa.
Cerca das 18H00, levaram-nos ao aeroporto onde tínhamos de fazer o check-in para o nosso avião A321 TAP Portugal CS-TJG "Amália Rodrigues", voo TP 1639, que tinha a hora de partida para o Funchal às 20H40. O nosso embarque aconteceu com 30 minutos de atraso.
Foi-nos servida a bordo uma muito ligeira refeição composta por: uma sandes, um sumo de fruta, uma bebida à escolha e um café ou chá. Como estávamos ainda com a barriga a dar horas, conseguimos que Assistente de Bordo Carolina nos desse mais duas sandes: uma para mim e outra para o Azenha. Em seguida dissemos que a Madalena Azenha fazia anos; serviram-nos 2 garrafas de champanhe e ofereceram à Madalena um embrulhinho com pequenos pacotes de aperitivos. À tripulação do avião voo TP1639 do dia 03.05.2014, com destino ao Funchal, pela eficiência e simpatia, em meu nome e dos meus companheiros do grupo, os nossos sinceros agradecimentos, especialmente à Assistente de Bordo, Carolina.
Assim, a nossa chegada ao Funchal que deveria ter acontecido às 22H25, foi às 22H55. Já passavam das 23H00, quando saímos do aeroporto onde nos esperava o transfer que nos levou até ao hotel Dom Pedro Garajau.

Como estávamos com alguma fome e o hotel não fornecia comida foi-nos aconselhado o restaurante Tourigalo, que fica em frente, onde nos prepararam umas sandes de carne assada, acompanhadas por uma bebida.

Chegou então a hora de nos recolhermos aos aposentos, depois de fazermos o check-in. O hotel é constituído por 4 blocos, espalhados longitudinalmente pela rua e apenas o bloco principal tem acesso direto  às áreas de lazer do hotel.
Ficaram todos no bloco 3, exceto nós que ficámos no bloco 2, porque o quarto que nos era destinado tinha sido cedido a outra pessoa por engano, tendo-me sido assim atribuído o quarto 2110. Era um apartamento, com duas divisões: o quarto de dormir e um salão com kitchenette (frigorífico, fogão elétrico, micro-ondas, tacho, panela, pratos, copos e talheres); duas televisões; uma ampla casa de banho. Tinha uma grande varanda com excelente vista para um bonito jardim e uma pequena piscina exterior.

Domingo, dia 4
Após uma noite reparadora, encontrámo-nos às 08H00 para o pequeno-almoço que não era muito diversificado, mas era simples e com alguma abundância.
Este local onde estamos instalados, no Caniço, apresenta boas acessibilidades com uma paragem do autocarro em frente ao hotel, para o Funchal e vice-versa e com muita frequência, ficando estas viagens económicas (2,20€ por pessoa). Às 09H35, apanhámos o autocarro 136, para o Funchal.

De imediato iniciámos a nossa visita, passando pelos delicados tapetes florais na placa central da Avenida Arriaga, deliciámo-nos com alguns momentos musicais, assistimos à atuação de um grupo folclórico regional junto à e visitámos a Exposição da Flor no Largo da Restauração, perante o qual ficámos maravilhados.



Porque estávamos na Madeira, porque existe uma bebida que não podemos deixar de beber, porque estava calor, porque a hora pedia um aperitivo antes do almoço, lá fomos obrigatoriamente beber uma “poncha”.
É tão boa que até faz “Aaah”, como dizia o outro…
Estava a chegar a hora do almoço que foi abreviado no tempo, para que pudéssemos estar muito cedo na avenida onde passava o cortejo, para arranjarmos bons lugares.
Mas o principal motivo que nos trouxe à Ilha da Madeira foi a Festa da Flor.
Na Madeira florescem espécies florais originárias de inúmeras zonas do planeta já que a ilha reúne condições climáticas peculiares e propícias ao florescimento de espécies quer das regiões tropicais quer das regiões frias.

A Festa da Flor é uma homenagem à Primavera, e a celebração da metamorfose e do renascimento, da fertilidade e da abundância das flores que pintam, perfumam e inebriam o meio envolvente e que emprestam valor e levam o bom nome deste destino turístico além-fronteiras.

A origem da Festa da Flor remonta ao ano de 1954, quando se realizou no Ateneu Comercial do Funchal a Festa da Rosa.
Pelas 16H00 como estava previsto, teve início o Cortejo. Já muito perto das 16H30, passou no local onde estávamos (já há três horas).
Foram inúmeros os botânicos e naturalistas de renome que se refugiaram na ilha da Madeira para se dedicarem ao estudo da sua riqueza floral, cujo artifício - a FLOR - tem servido de inspiração aos trabalhos de inúmeros artistas e artesãos, evidenciado nos desenhos dos produtos em Bordado Madeira, em caixas de madeira com embutidos e em muitos outros produtos artesanais. Mas é no Cortejo Alegórico que esta expressividade artística encontra o seu esplendor, num trabalho ricamente elaborado pelas mãos dos madeirenses.
O Cortejo Alegórico da Flor é um dos acontecimentos mais marcantes e dos mais aguardados de todo o certame, quer por turistas, quer por residentes, que se realiza desde 1979, onde os grandes carros alegóricos, cobertos de flores, e rodeados por largas centenas de jovens e de crianças, começaram a desfilar pelas principais ruas do Funchal, numa autêntica celebração à chegada da Primavera.
Mais uma vez foi um acontecimento de rara beleza e sumptuosidade pela decoração dos carros alegóricos e dos trajes de largas centenas de figurantes, na maioria crianças, amplamente adornados com inúmeras, variadas e magníficas espécies florais, ao som de alegres temas musicais executando coreografias ora simples ou mais elaboradas.







A Festa da Flor deste ano apresentou como tema: "Mãe, um mundo de flores para ti", cujo cortejo alegórico, composto por diversos grupos, que totalizam cerca de 1200 figurantes, desfilaram entre a Avenida Sá Carneiro e a Praça da Autonomia, com os seguintes subtemas:
"30 Anos em Flor" - João Egídio Rodrigues
"A Floresta Mágica" - Sorrisos de Fantasia
"Mãe...Três Letras" - Isabel Borges
"Tapete de flores para todas as mães do mundo" - Escola de Samba Caneca Furada
"Mãe uma Orquídea para ti" - Associação de Animação Geringonça
"Para ti, Mãe..." - Fábrica de Sonhos
"Homenagem à Mãe" - Turma do Funil
"O Sorriso das Flores" - Associação Fura Samba
"Madeira, Mãe e Maio" - Associação Desportiva Cultural e Recreativa Bairro da Argentina
Já tínhamos ouvido relatos, visto filmes de cortejos anteriores. Diziam que era um espetáculo imperdível. É de facto verdade!
Não há palavras. É impossível descrever o que é indiscritível.
Aconselhamos a ver. É a única maneira de acreditar naquilo que os nossos olhos podem ver de maravilhoso e único.
Eram 18H00, quando o último grupo passou por nós, lembro que estávamos num lugar perto do início do cortejo.
Estávamos um pouco maçados, mas maravilhados e felizes por ter assistido a um espetáculo inesquecível.
Optámos então, por apanharmos o autocarro de regresso ao Garajau, já que tínhamos o autocarro 155, às 18H45 e o próximo seria só às 21H45.

Perto das 19H00, chegámos ao hotel onde nos refrescamos e em seguida saímos para jantar no restaurante Tourigalo, onde estivemos ontem.
Durante o jantar decidimos fazer no dia seguinte um dos pacotes propostos nos panfletos disponibilizados na receção do hotel. Falamos com o rececionista que contactou com a empresa Flora Travel, eram já 22H00, que com um pouco de sorte ainda nos arranjaram vagas no mini-autocarro (16 lugares).

Segunda, dia 5
O nosso despertar foi às 07H00, para tomar o pequeno-almoço às 07H30 e estar na paragem do autocarro às 08H00.
À hora combinada o motorista do mini-autocarro, António, procurou-nos na sala de espera do hotel. Partimos na direção do Funchal onde em mais três paragens se completou a lotação de 16 passageiros.
Iniciámos então este passeio na Direção de Câmara de Lobos (vila piscatória onde se pesca o peixe espada famoso); de seguida, passamos pelo Cabo Girão (a falésia Mais Alta da Europa com 580m), continuação da viagem, sempre ao longo da Costa, como Ribeira Brava. A partir da Ponta de Sol iniciamos uma subida para o planalto do Paúl da Serra (1400m) e depois descemos para o Porto Moniz onde podemos admirar as Piscinas Naturais. Paragem para o almoço. Seguidamente regressamos pela costa do norte, passando pelo Seixal até São Vicente. Subimos para a Encumeada (1007 m) de onde podemos avistar o mar das Duas Vertentes. Regresso ao Funchal.
O motorista António, mostrou estar muito bem preparado no que respeita a conhecimentos, os quais nos transmitiu durante todo o percurso. Também arranjou tempo para umas anedotas e até cantou.
A primeira paragem é na pequena vila de pescadores, Câmara de Lobos, que está localizada a oeste do Funchal, onde o porto é um pequeno riacho, com uma praia e um porto e com as casas que se amontoam em torno da baía. Foi nomeado por João Gonçalves Zarco, devido a milhares de focas que vivem na baía. Em 1949, Winston Churchill escolheu este lugar para pintar seus arredores pitorescos. Poncha é uma bebida local feita de mel, limão e rum de cana, disponível nas tabernas locais.
O passeio continua ainda até ao segundo promontório mais alto (580m) da Europa, Cabo Girão. Aqui podemos apreciar a bela vista de Câmara de Lobos e Funchal. Devido à erosão do mar, cavernas e terraços foram formados ao longo da costa. Os moradores fizeram pequenas parcelas para culturas, tornando a paisagem numa incrível aquarela.
Ribeira Brava é a próxima paragem neste passeio. A cidade reflete a personalidade do riacho, de onde recebe seu nome. Ribeira (rio) Brava (selvagem). A igreja-mãe é o seu principal ponto de interesse. Construída no século XVI, sofreu várias alterações ao longo do tempo. Ela tem uma obra de arte flamenga e um valioso estilo Manuelino. Mas os seus lustres são a sua principal atração. No passeio marítimo, o forte de São Bento é o marco desta cidade. Aqui comemos uma bucha que trouxemos do pequeno-almoço e desfrutamos de um café.
Depois de deixar a Ribeira Brava, 5 minutos mais tarde chegamos à Ponta do Sol, o local mais ensolarado da ilha, e é donde deriva o seu nome, ponto ensolarado. A cidade, com seus prédios antigos recuperados, num labirinto de ruas e retiros acolhedores tem um toque de romantismo. Uma vila tranquila, situada nas dobras de um vale íngreme, com uma plantação densa de banana e um ambiente que se sente no ar, descontraído e animado.
Deixamos a Ponta do Sol e o mini-autocarro sobe para o planalto da Madeira. Paul da Serra que se traduz em "simples montanha." É o maior e mais alto patamar da Madeira, localizado nos 1400mts. Tem paisagens abertas, onde podemos desfrutar das vistas panorâmicas sobre os vales.

Antes de sairmos desta povoação o motorista António, perguntou quem desejava que fosse marcado o almoço para Porto Moniz, pois tinha o contacto de um restaurante no qual poderíamos sem demora comer. Nós os 8 também aceitámos por simpatia para com o motorista, pois que a nossa escolha era o Restaurante Orca.

Para chegar a Porto Moniz, passamos por paisagens intercetadas pelo lirismo e suspense. Porto Moniz é o vale mais a noroeste da Madeira, é uma povoação no sopé da montanha e é bastante plana. As encostas, forradas com muros de pedra seca e cercas, feitas de vassoura de urze, abrigam as culturas dos ventos do norte. Indo por uma estrada em ziguezague chegamos a Porto Moniz. As principais atrações são as suas belas piscinas naturais. Porto Moniz é uma importante vila de pescadores na costa norte. Porto Moniz possui um aquário que está situado no Forte de São João Batista.
No passeio que se estende desde as piscinas Naturais até ao cais, podemos encontrar restaurantes agradáveis, onde podemos experimentar a comida local do mar ou outros deliciosos pratos locais.
Foi no Restaurante Gaivota que foi o almoço. Não foi nada especial, mas agradou e a comida estava saborosa.

Após o almoço, fizemos um passeio pela zona das piscinas e lojas de recordações, às 15H00 continuamos o passeio.

Partindo de Porto Moniz, dirigimo-nos para o Seixal a origem do seu nome surgiu derivado à abundância de seixos existentes nas praias e a atividade principal é a agricultura. É muito abundante em água, a prova são as várias cascatas visíveis nesta pacata freguesia. Existe um miradouro na estrada antiga que liga o Seixal a São Vicente. O miradouro recebe o nome de Véu da Noiva, devido à proximidade de uma queda de água, a mais famosa de todas, que jorra numa forte torrente pela encosta abaixo. A sua espuma faz lembrar o adereço mais romântico de uma noiva.
Localizado na costa norte entre duas fileiras de lava basáltica, São Vicente é uma pequena cidade, com ruas estreitas e pitorescas, casas antigas, imaculadamente branco. A Igreja Matriz, data do século XVII. Na beira da estrada principal encontra-se um parque com plantas costeiras, endêmica da Madeira. As cavernas vulcânicas podem ser encontradas aqui. Mas, isso é um passeio que não podemos fazer nesse dia.
Depois de visitar São Vicente, o mini-autocarro subiu 1.007mts, passou por uma floresta para chegar a Encumeada é a última paragem deste passeio pelo Oeste da ilha da Madeira. É a mais bela paisagem de montanha da ilha. Do topo, com bom tempo, é possível visualizar as Costas Norte e Sul ao mesmo tempo. Descemos um pouco a pé por um carreiro e fomos dar a um bar onde nos prepararam uma poncha.
Depois de deixarmos a Encumeada, descemos por uma rota cénica através da bonita vila de Serra de Água.
O mini-autocarro após deixar os nossos companheiros nos respetivos locais de embarque no Funchal, levou-nos até ao Garajau.
Após um duche refrescante, juntámo-nos para irmos petiscar/jantar na "Ponta do Garajau" com o famoso "Cristo Rei" estátua apenas a poucos minutos a pé do hotel. Aqui deparamo-nos com o Complexo Balnear do Garajau, constituído por um bar, um bar restaurante e um teleférico.

O bar-restaurante “O Mero” está situado em plena praia, com excelente vista para o mar da Reserva Natural Parcial do Garajau, a primeira reserva marinha exclusiva criada em Portugal, em 1986, para proteção do garajau, a ave marinha que deu nome à praia. No restaurante, cujo nome homenageia os simpáticos epinephelus marginatus que seguem os mergulhadores, podemos apreciar umas lapas grelhadas (quase que não apreciávamos, só havia uma), umas saladas e cerveja local.
O acesso à praia - de pequeno calhau roliço e, com a maré vazante, de areia negra, a testemunhar a origem vulcânica da ilha - faz-se de automóvel, através de um percurso serpenteante, até meio da escarpa, mas o resto do percurso terá de ser feito obrigatoriamente a pé. Mais cómodo, sobretudo em dias de sol forte, é optar pelo teleférico. Este equipamento faz parte do investimento público de seis milhões de euros que transformou o clandestino "bairro de lata" de veraneio numa simpática zona balnear dotada de solários, gabinete médico, apoio do Parque Natural e uma área reservada ao centro de mergulho.
Foi neste teleférico do Garajau, inaugurado no dia 22 de Abril de 2007, que descemos à praia e subimos depois de comermos. Foi muito simples. Bastou um senhor que estava a sair do local de embarque, ligar o teleférico e lá fomos nós por ali abaixo e depois um telefonema do empregado do bar da praia, para mais uma vez o teleférico nos transportar, agora morro acima. O teleférico foi gratuito.
Em nome da proteção dos valores naturais, a pesca foi proibida e para além do mergulho, hoje, só é permitido nadar, andar à vela ou de canoa, na zona da reserva. A temperatura da água anda na ordem dos 24ºC nesta praia "vigiada", no topo de uma colina que se precipita em ravina em direção ao mar, pela imponente estátua do Cristo Rei - inaugurada em 1927, quatro anos antes da existente no Rio de Janeiro, no morro do Corcovado, que "inspirou" a estátua erguida há 50 anos pelo escultor madeirense Francisco Franco, com Leopoldo de Almeida, em Almada.
Estava na hora de irmos descansar, pois o dia foi longo e muito viajado.

Terça, dia 6
Este foi o nosso último dia na Madeira.
Levantamo-nos às 08H00 e tomámos o pequeno-almoço às 08H30.
Em seguida fomos até aos quartos acabar de arrumar as malas, pois antes de sairmos tínhamos que deixar as bagagens numa sala da receção.
Fomos apanhar o autocarro 136, às 09H35, até ao Funchal.
Tirámos mais umas fotografias e compramos algumas lembranças.
Adquirimos também algumas flores no Mercado dos Lavradores. O mercado das flores, iniciativa integrada na Festa da Flor a partir de 2007, revelou-se uma excelente mais-valia. Para além de dar a conhecer as inúmeras espécies florais e decorativas, este mercado também permite a sua aquisição quer pelos visitantes, quer pela população local, num ambiente pitoresco e tradicional onde as vendedoras, as "floristas da Madeira", se apresentam trajadas com os fatos regionais.
Já perto da hora do almoço, não quisemos deixar de saborear uma última poncha, como aperitivo. O nosso almoço decorreu num restaurante perto da , cerca das 13H00. Desta vez comemos uma espetada. Estava muito boa. Tínhamos que nos preparar para o regresso a casa. O resto do dia ainda iria ser longo e no avião o comer não devia ser muito abundante.
Tínhamos o autocarro 155, às 15H30. Era o horário adequado para podermos estar às 17H00, no hotel onde nos iria buscar o transfer para o aeroporto. Assim aconteceu.
Quando chegámos ao aeroporto, fomos fazer o check-in. O voo era o TP 1638 e a hora foi às 19H00 e foi o que aconteceu. Dois minutos antes da hora marcada estávamos a rodar na pista.
Obrigada Madeira pela estadia maravilhosa que nos proporcionaram...
Foi-nos servido a bordo novamente a mesma muito ligeira refeição que deram à ida para o Funchal.
Chegámos a Lisboa às 20H35, a hora prevista. Mais uma vez a Rita e o Rui foram-nos buscar ao aeroporto, para irmos buscar os nossos carros que se encontravam junto ao condomínio onde moram. Foi ótimo termos deixado ali os carros pois para além de irmos descansados, também não gastámos dinheiro no estacionamento. O meu carro como já sabia estava pronto, para o nosso regresso a Tavarede.
Pelas 21H00, partimos tendo ainda a Rita ido à nossa frente a indicar-nos o caminho para sairmos de Lisboa.
Como o Rui Monteiro precisava de gás para o carro, parámos em algumas bombas porque nem todas tinham aquele combustível.

Chegámos a Tavarede já muito perto das 24H00.

PS: Este vídeo foi retirado da net. Os autores são a TURITV, a quem agradeço.