segunda-feira, 18 de agosto de 2014

103º Aniversário do Grupo Musical de Instrução Tavaredense

17 de Agosto de 2014

A sessão solene teve início às 17,00 horas, foi presidida pela Vereadora drª. Ana Maria Carvalho Oliveira, em representação da Câmara Municipal, que teve a seu lado, Fernando Rodrigues, em representação do Presidente da Junta de Freguesia de Tavarede, dr. João Evangelista Cravino, presidente da Assembleia Geral do GMIT, Presidente da Assembleia Municipal José Duarte Pereira, Vice-Presidente da Associação de Colectividades do Concelho da Figueira da Foz, Carlos Alberto Nunes e Padre Matos Fernandes.
Passou-se de imediato à homenagem de três sócios efectivos da colectividade com 50 anos de associados, dentro dos quais eu próprio tive o privilégio de receber uma medalha comemorativa à efeméride.


“Os sócios são o garante de uma associação enquanto instituição fiel aos valores que os seus fundadores lhe deram. Todos somos importantes e constituir exemplo para os mais novos. Todos são testemunho de uma história centenária e mensageiros dos valores da ética e da tradição do Grupo.
Foi à 50 anos, no dia 06 de outubro de 1963, que o meu pai me propôs sócio desta coletividade.
Tinha eu nessa altura 11 anos.
O meu pai tinha acabado de receber o Diploma de Sócio Honorário.
Em conversa com a minha mãe comentava ele que iria deixar de pagar as cotas do Grupo. Este facto deixava-o desconfortável.
Então, pensou resolver esta questão propondo-me sócio.
Se bem o pensou assim o fez.
É por causa dele que hoje fui homenageado pelos 50 anos de sócio nos 103 anos do GMIT.
Um grande obrigado por mais esta contribuição que ele, o meu pai, fez questão de me deixar.
Há esquecimentos que são intoleráveis. Há sentimentos e dissabores que ficam, esses até hoje não se corrigiram. Talvez porque há pouca sabedoria, amizade e solidariedade. Há atitudes e situações que são lamentáveis e não se esquecem, mas isso fica com as pessoas que as praticam.
Recebi com muita honra esta homenagem porque o Grupo está acima de nós todos. É uma instituição muito grande e eu só tenho a agradecer esta homenagem.
Longa vida e Viva o Grupo Musical de Instrução Tavaredense.
Obrigado!”


Foi entregue o diploma de sócios honorário a José da Silva Maltez, que foi recebido pelo próprio.

Em seguida foi feita a homenagem e descerrada uma fotografia de João Gaspar de Lemos Amorim, como um dos 5 Presidentes em destaque no GMIT, em que este presente o seu filho João Pedro Amorim.

Iniciou-se o período dos discursos, os quais aconteceram por todos os componentes da mesa.

Felicitou-se a Direção pelo excelente trabalho desenvolvido e desejou-se felicidades para continuidade do seu trabalho.

A drª. Ana Maria Carvalho Oliveira, após breves palavras declarou, encerrada a sessão solene comemorativa do 103º aniversário.


Foram convidados todos os presentes para participarem num “copo de água”, comemorativo do Aniversário do GMIT.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

UM VIOLINISTA NO TELHADO

30 de Agosto de 2014

A Sociedade de Instrução Tavaredense leva a cena “Um Violinista no Telhado”, no CAE, obra encenada e adaptada por João Miguel Amorim do Musical “Fiddler on the Roof” do compositor americano Jerry Bock, com letra de Sheldon Harnick e libreto de Joseph Stein.

A história passa-se na pequena aldeia ficcional de Anatevka, na Rússia sob o czarismo, no início do século XX. Lá vivem, em boa vizinhança mas sem se misturar, as comunidades judaica e cristã ortodoxa, seguindo as antigas tradições estabelecidas.
O leiteiro judeu Tevye leva uma vida tranquila até o dia em que pretende casar as suas duas filhas mais velhas, Tzeitel e Hodel. Ambas recusam os casamentos arranjados pelo pai e a tolerância de Teyve é levada ao limite quando outra das suas filhas, Chava, decide casar com um não judeu. O leiteiro debate-se nesta situação delicada quando um decreto do Czar obriga todos os judeus a abandonar a aldeia, Anatevka, condenando a sua família ao exílio e à dispersão.


Grande Auditório
Duração: 2h15
M 6 anos
Entrada: 5,00 euros

terça-feira, 12 de agosto de 2014

PASSEIO DE BARCO NO RIO MONDEGO

10 de Agosto de 2014

Pois é, recordo-me muito bem do “Luís Elvira”.
Até à década de 1970, a travessia fluvial do rio Mondego entre a povoação da Gala e a Figueira da Foz foi assegurada pelo "Luís Elvira", barco de passageiros que transportava, entre outros, estudantes e trabalhadores dos estaleiros e, no verão, rumava também a um ancoradouro de acesso à praia do Cabedelo, junto ao molhe sul do rio, destino que o Saramugo pretende voltar a assegurar aos banhistas.
Esta embarcação efetua passeios turísticos no rio Mondego, da Figueira da Foz passando pelos 5 Irmãos, zona onde se inicia a Ilha da Morraceira, até à Ereira, em Montemor-o-Velho. A designação dos 5 Irmãos deve-se a, segundo reza a lenda, uma tragédia em que 5 irmãos foram esmagados por tonéis, quando se produzia vinho na ilha, no reinado de D. Dinis.
Foi este passeio que um grupo de 38 amigos, escolheram para passar uns momentos de convívio e boa disposição, não deixando obrigatoriamente de apreciar a paisagem que vai aparecendo ao longo do rio.
Aconteceu no último domingo.
A concentração foi às 12H00 junto ao cais de embarque, onde o “Saramugo”, com a capacidade para 40 pessoas nos esperava.
A saída foi feita à hora prevista (12H30), talvez com uns minutos de antecipação.
Assim pelas 12h20, levantámos âncora da marina, rio acima para um passeio para descobrirmos as margens do rio Mondego, desconhecidas para mim e seguramente se não para todos, pelo menos para a maioria dos nossos companheiros de viagem.
Após uma pequena introdução por parte de um dos responsáveis do barco, senhor Jorge, a subida calma do rio continuou, entre o leve ruido de pequenas ondas que mansamente batiam no casco e o ruido abafado do motor da embarcação.

Aproximávamo-nos entretanto da Ponte Edgar Cardoso, conhecida como Ponte sobre o Mondego, que foi inaugurada no ano de 1982, desenhada pelo engenheiro português Edgar Cardoso, que a definiu como uma ponte de tipo suspenso de tirantes inclinados, de 405 metros de extensão com um viaduto sul de 630 metros e outro a norte de 315 metros. No seu conjunto perfazem uma extensão de 1421 metros, se considerarmos 46 metros para o encontro norte e 25 metros para o do lado sul.

Deixando para trás a foz do rio, este foi encurtando as suas margens, deixando desde logo mais visíveis alguns pormenores.
Este passeio teve a particularidade de nos levar através de um Rio Mondego com algumas curvas, pequenas enseadas e sem elevações mas com as margens cobertas de alguma vegetação verde e característica.  Após algumas curvas eis que nos aparecia alguns lugares calmos e tranquilos que por momentos nos transportou para um imaginário de paz e tranquilidade.
O local de maior interesse ornitológico é a ilha da Morraceira. Esta ilha fica no meio do estuário e é composta principalmente por sapais e salinas, muitas das quais ainda se encontram em atividade. Entre as aves de maior porte que frequentam este local destacam-se os flamingos (que frequentemente excedem a centena), as garças-brancas-pequenas e as garças-reais. Contudo, são as limícolas que mais contribuem para a riqueza ornitológica deste local, particularmente durante os períodos de passagem migratória. Estas 
aves frequentam o estuário durante a maré-baixa e refugiam-se nas salinas quando a maré sobe. Na época de nidificação a diversidade é mais reduzida, destacando-se o pernilongo e o borrelho-de-coleira-interrompida.
Também as gaivotas preenchem o ambiente com os seus pios típicos e que nos deliciam com as suas acrobacias aeronáuticas junto às margens e às vezes muito perto do nosso barco.
Era a hora de almoço e de repente foi montada uma mesa bem no centro do barco, onde todos os participantes dispuseram o que tinham levado para um repasto gostoso em conjunto. É claro que não faltaram as bebidas, que para além de refrescarem também alegraram ainda mais o ambiente.
De tal modo que ao som de algumas músicas de Quim Barreiros, a animação chegou ao rubro criando um ambiente de alegria, boa disposição, amizade e convívio. Era este também o grande objetivo para além da importância que tinha o nosso passeio. Também se cantaram as canções que fazem parte do reportório do Coral “Cantigas de Tavarede”, já que estavam presentes alguns dos elementos desse mesmo coral.






Mas o rio com as suas águas calmas continuava a oferecer-nos paisagens de rara beleza, onde se podiam apreciar autênticos espelhos que refletiam na água a paisagem envolvente. O rio ia-se revelando assim único e fascinante, mostrando-se sempre calmo e sedutor e que nos ia deixando com a curiosidade de saber o que mais teríamos para ver.



O final da viagem já estava perto, mas eis que se aproximava a ponte de caminho-de-ferro, que fazia a ligação para a linha do Oeste. O rio com as águas subidas pela influência da maré-cheia, dava-nos a sensação de que o nosso barco não passava por baixo desta ponte de metal.
De facto quem ia na parte superior do barco, não pode ir em pé. Foi uma sensação engraçada e mais um motivo de interesse para todos. Cheguei a tocar com a minha mão na ponte.


Ao longe entretanto já se avistava a cidade da Figueira da Foz, o rio agitava-se agora mais um pouco, efeito da subida da maré e também da brisa amena que nos ajudava a suavizar o calor que se fazia sentir.


Pouco depois terminava assim este nosso passeio por este rio que muito me surpreendeu e que aconselho a todos que partam também á descoberta desta fabulosa zona da Figueira da Foz que muito poucos conhecemos e que em nada fica atrás, pelo contrário, de outros locais em Portugal e também no estrangeiro.
Chegamos ao cais de embarque perto das 17H00.
Obrigado aos tripulantes da embarcação pelo ótimo atendimento, pelo dia diferente que nos proporcionaram e sem dúvida com muito profissionalismo.

Até à próxima!

domingo, 10 de agosto de 2014

FINDAGRIM 2014

09 de Agosto de 2014

 

Mais um ano e a Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Maiorca (FINDAGRIM), aconteceu. De 06 a 10 de Agosto de 2014, o programa deste certame se vai desenrolando.
Ontem dia 09, o cabeça-de-cartaz José Cid, uma “lenda” vida da música portuguesa atraiu centenas de pessoas de entre as quais me incluo.
Cerca das 18H30, rumei a Maiorca na companhia de minha mulher, Vítor Azenha e a esposa Madalena e a D. Isabel, parceira destes.
Após nossa chegada e como já estava na hora do jantar, demos uma volta pelas tasquinhas, para escolhermos onde podíamos comer.
Juntaram-se a nós, o Miguel meu genro e o seu filho e meu neto Tiago, que também nos acompanharam no repasto.
Para entradas escolhemos umas petinguinhas com molho de escabeche e como segundo prato, um arroz de cabidela e também alguém escolheu enguias fritas.

Em seguida demos uma volta pela feira “FINDAGRIM”, com cerca de 150 stands, onde a área de atividades económicas tem especial relevo, mas onde também não faltaram exposições, artesanato, tasquinhas e desporto.
Este certame tinha três palcos para animação, num deles exibiram-se neste dia: Grupo de Cantares da Casa do Lavrados dos Casais, Rancho Folclórico da Vila de Pereira e Rancho Folclórico da Carapinheira.
No palco principal é claro que estava guardado para a atuação sempre espetacular, de José Cid, nome artístico de José Albano Cid de Ferreira Tavares.
Com algum atraso José Cid entra em palco e senta-se ao piano. Com uma energia inesgotável quase sempre ao piano, ia entoando as suas canções de sempre a fazer lembrar que a musica é intemporal, êxitos como "Cai Neve em Nova Iorque", "Vinte Anos", "A Rosa que te Dei", "Mais um Dia", "No Dia em que o Rei Fez Anos", "Coração de Papelão", "A Lenda D’el Rei D. Sebastião", "Ontem Hoje e Amanhã", "A Cabana Junto à Praia", "Nasci para a Música".
A plateia ao rubro acompanhou o cantor com palmas, a fazer coros, e ele filmou e até a partilhou no Facebook este espetáculo.
José Cid apresentou também novos temas, como "Menino Prodígio" que dará nome ao próximo álbum do cantor e ainda um tema dedicado a Marylin Monroe.
Mas José Cid soube envelhecer e adaptar-se aos novos tempos, por isso o público que assistiu a este seu espetáculo era constituído por pessoas de todas as idades que mostraram conhecer bem a sua música.
Estava o espetáculo a meio, quando o cantor e sobrinho de Cid, Gonçalo Tavares, foi convidado a substituir o tio ao piano para interpretar dois temas, que foram do agrado do público.

José Cid regressou novamente ao palco de roupa mudada e neste regresso ao palco, aproveitou para agradecer ao público o carinho que tinham dado ao sobrinho e continuou a cantar as suas canções imortais. O público não arredou  pé, mas o final do espetáculo já se aproximava do fim.

Antes porém chamou ao palco o seu segundo convidado da noite, José Perdigão, que com uma voz portentosa interpretou dois temas do próximo trabalho do músico que reúne temas castelhanos e portugueses.
Ficou novamente José Cid sozinho em palco com a sua banda para terminar a noite com "Como o macaco gosta de banana", "Nasci para a música" e "Vem viver a vida amor".
Eram já cerca das 02H30 da manhã quando o concerto terminou, com muita pena para muitas das pessoas que a estas horas tão tardias continuaram teimosamente a não abandonar o recinto.
José Cid é um dos maiores talentos jamais revelados pela música portuguesa. A sua versatilidade garantiu e continua a garantir um lugar muito especial no coração do público.

Regressamos então a casa, cansados mas confortados por este final de noite memorável.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A MINHA OFICINA É O MEU MUNDO IV

Na continuação desta rubrica, hoje vou publicar um trabalho cujo suporte é a madeira. Mais uma vez utilizei pedaços de madeira, que estavam a caminho do lixo e que reutilizei dando origem a esta “Vespa”.
Aqui vão algumas fotografias para demonstrar o dito trabalho.



Espero que tenham gostado de mais este trabalho.
Obrigado, mais uma vez por terem visitado o meu blogue.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

SOCIEDADE DE INSTRUÇÃO TAVAREDENSE (SIT)

Realizou-se nos dias 1, 2 e 3 de Agosto de 2014, a I Mostra de Artesanato e de Produtos Tradicionais Regionais, na SIT.

Estive presente com uma banca onde tive expostos alguns dos meus trabalhos artesanais, os quais se encontram executados, basicamente, a partir de 3 tipos de materiais:
- cabaças
- bonecos caricaturados (madeira)
- telhas





Para além desta actividade também actuou no dia 2, o nosso coral “Cantigas de Tavarede”, o qual interpretou 7 canções.




Em simultâneo aconteceu um desfile de trajes, que representavam os temas cantados pelo coral.
E assim aconteceu esta actividade na SIT, a qual na minha opinião pecou pela falta de publicidade.

Com as falhas no presente se aprende para o futuro.