terça-feira, 7 de outubro de 2014

20 Anos a Viajar

Passeio a… Vamos ver como é… com destino a…
05 de Outubro de 2014

Eram 09H00, quando saímos do Largo da Igreja de Tavarede para um Passeio Mistério comemorativo dos 20 anos de passeios em conjunto.

Foi de 01 a 05 de Outubro de 1994 - Viagem a Lourdes – França, que começaram estes passeios. Nestes 20 anos já aconteceram cerca de 90 passeios.
RELAÇÃO DE VIAGENS DOS 20 ANOS
1994
- Passeio ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes – 01 a 05 de Outubro
1995
- Viagem à Madeira – 03 a 07 de Setembro
1996
- À Descoberta dos Açores – 03 a 08 de Agosto
1997
- Viagem a Ceuta – 31 de Março a 04 de Abril
- Passeio ao Douro – 14 e 15 de Junho
1998
- Revendo as Amendoeiras em Flor – 14 a 16 de Fevereiro
- Passeio às Amendoeiras em Flor – 09 e 10 de Março
- Viagem ao Alentejo profundo, mergulho no Algarve – 30 de Abril a 03 de Maio
- Expo98 – Lisboa – 11 de Julho
- Expo98 – Lisboa – 18 de Julho
- Expo98 – Lisboa – 25 de Julho
- Expo98 – Lisboa – 29 de Agosto
2000
- Viagem ao Alto Alentejo – 03 e 04 de Junho
2002
- Viagem às Cerejeiras em Flor – 04 e 05 de Maio
- Viagem ao Alentejo – 08, 09 e 10 de Junho
- Passeio ao Douro  e ao Porto Capital Europeia da Cultura – 06 e 07 de Julho
- Passeio à Quinta da Aveleda – 14 de Agosto
- Passeio às Berlengas – 07 de Setembro
- Passeio à Feira da Gastronomia de Santarém – 27 de Outubro
- Na Rota da Castanha – 23 e 24 de Novembro
2003
- Viagem à Eurodisney, Futuroscope e Paris – 21 a 28 de Abril
- Passeio ao Museu do Pão – 07 de Junho
- Passeio à Festa dos Tabuleiros em Tomar – 06 de Julho
- Passeio ao Douro – Barca d’Alva/Pinhão – 16 e 17 de Agosto
- Passeio ao Oppidum de Conimbriga e às Terras de Sicó – 13 de Setembro
- Passeio aos Picos da Europa – 09 a 12 de Outubro
- Passeio Mistério – 22 de Novembro
2004
- Passeio à Serra da Estrela e Museu do Pão – 13 de Março
- Viagem ao Brasil – Rio de Janeiro – 29 de Abril a 08 de Maio
- Viagem ao Alentejo e Mérida – 02 a 05 de Outubro
- Visita ao Mundo Sporting – 25 de Outubro
2005
- Passeio às Amendoeiras em Flor e Senhora da Graça – 26 a 28 de Fevereiro
- Passeio a Salvaterra de Magos, Lisboa, Costa do Estoril e Sintra – 23 a 25 de
   Abril
- Passeio à Quinta de Lamas – 21 de Maio
- Douro, Régua e Pinhão – 08 de Outubro
- Feira de Gastronomia de Santarém – 05 de Novembro
- Viagem ao Brasil (Estado da Baía) – 26 de Novembro a 10 de Dezembro
- Passeio ao Freeport – 14 de Dezembro
2006
- Passeio às Ilhas dos Açores – 10 a 18 de Junho
- Barcelona, Andorra, Lourdes e Madrid – 30 de Setembro a 07 de Outubro
2007
- Passeio ao Alentejo e Lisboa – 05 a 07 de Outubro
2008
- Passeio a Santoínho – 12 e 13 de Julho
- Passeio ao Douro – 23 e 24 de Agosto
- Passeio ao Alentejo – 26 a 28 de Setembro
2009
- Passeio à Serra da Estrela – 14 de Fevereiro
- Passeio às Amendoeiras em Flor – 08 de Março
- Passeio ao Festival da Cereja em Resende – 30 e 31 de Maio
- Passeio Mistério – 18 de Julho
2010
- Passeio à Serra da Estrela – 28 de Março
- Passeio ao Fluviário de Mora – 29 de Maio
- Cruzeiro no Rio Zêzere – 26 de Junho
- Passeio ao Congresso de Medicina Popular – Vilar de Perdizes – 14 de
   Setembro
- Passeio à Ilha da Madeira – 01 a 05 de Outubro
2011
- Passeio às Amendoeiras em Flor – Algarve – 11 a 13 Fevereiro
- Passeio à Serra da Estrela – 20 de Março
- Passeio aos Picos da Europa e Santiago de Compostela – 19 a 22 de Abril
- Passeio no Rio Douro – 18 e 19 de Junho
- Passeio à Festa das Flores – Campo Maior – 29 e 30 de Agosto
- Passeio ao 30º Festival de Gastronomia de Santarém – 29 de Setembro
- Feira do Cavalo – Golegã – 12 de Novembro
- Passeio ao Casino Estoril – “O Melhor de La Féria” – 08 de Dezembro
2012
- Passeio ao Palácio da Brejoeira – Monção – 11 e 12 de Fevereiro
- Andalucía Monumental – 31 de Março a 03 de Abril
- Cruzeiro no Tejo & Lisboa com Fados – 19 e 20 de Maio
- Passeio às Amendoeiras em Flor – 10 de Março
- Passeio ao Alentejo e a Olivença – Espanha – 08 a 10 de Junho
- Passeio a Barcelona – 25 a 30 de Junho
- Passeio a Coimbra – À descoberta do seu passado histórico – 29 de Julho
- Passeio ao Teatro Politeama “Uma Noite em Casa de Amália” – 27 de
   Setembro
- Passeio às Aldeias Históricas do distrito da Guarda – 24 e 25 de Novembro
2013
- Passeio à Bairrada – 27 de Janeiro
- Passeio às Amendoeiras em Flor – 09 e 10 de Março
- Passeio ao Alentejo – 08 a 10 de Junho
- Passeio à “Pia do Urso” – 27 de Julho
- Vamos aos Fados – Lisboa – 21 de Setembro
- Passeio à Festa da Castanha em Marvão – 09 e 10 de Novembro
2014
- Passeio ao Festival do Azeite e do Fumeiro – Proença-a-Velha – 02 de Março
- Passeio ao Museu da Chanfana e ao Parque Biológico da Serra da Lousã –
   23 de Março
- Viagem à Madeira – Festa da Flor – 03 a 06 de Maio
- Passeio a Lisboa – Teatro Politeama: Revista “Portugal à Gargalhada” – 24
   de Julho
- Passeio a Viana do Castelo – Festas da senhora da Agonia – 23 de Agosto
- Passeio Mistério – Comemoração dos 20 Anos – 05 de Outubro
84 PASSEIOS nesta relação, mas sei que faltam alguns passeios que só o Tó Simões, que organizou estes passeios, poderá completar.

Inicio este meu relato do convívio deste dia comemorativo, com uma frase que o Tó Simões escreveu na folha que nos entregou referente a este Passeio Mistério, passo a citar:
“Este é um passeio diferente… estamos vivos e comemoramos 20 anos destes passeios… naturalmente recordaremos alguns que já partiram… mas que sempre nos acompanham…”

Eu escolhi viajar para descobrir a beleza da vida, as experiências que ficaram para sempre comigo, ganhando cultura, conhecendo o mundo e as pessoas maravilhosas que nele vivem. Viajar permitiu sentir-me mais ligado às pessoas, aos meus companheiros de viagem. Viajar tornou-me mais humano.
Vinte anos passaram e relembro aquela viagem com companheiros que se tornaram amigos e outros que já eram amigos e que o ficaram ainda mais.
Quando entrei naquele autocarro deparei com aquelas pessoas que pensei estarem sempre nas seguintes viagens comigo. Infelizmente, hoje olhando para trás, verifico que isso não é verdade, em alguma altura eles nos deixaram, sem a sua amizade e companhia insubstituível. Alguns deixam saudades eternas, outros passam despercebidos. Mas todos foram de uma maneira ou outra e à sua maneira ótimos companheiros. Porém outras pessoas interessantes foram sempre aparecendo. Sempre foram e serão bem-vindos.
Mas as viagens ao longo destes anos foram sempre preenchidas: com sonhos, fantasias, despedidas e por vezes retornos.
Acho que tem valido a pena viajar durante todos estes anos, porque eles me trazem boas recordações e amizades.
Tal como diz o poeta:
“Daqui a vinte anos, quando tu já fores velhinha
Talvez eu já não exista pra te ver
Ficas á lareira a fazer a tua renda
Mas que importa pois recordar é viver.”

Vivi momentos que jamais esquecerei com pessoas maravilhosas. Umas ainda estão comigo, outras já se foram, no entanto, o importante é nunca esquecê-las. Foram pessoas que estiveram comigo em momentos bons, tirando de mim os sorrisos mais sinceros nas situações mais divertidas. Momentos que ficarão por toda a minha vida e que tiram de mim sentimentos de saudade.
E continuando a citar o poeta:
“Vinte anos mais tarde, encontrei-te por acaso
Numa rua da cidade onde moravas
Ficamos parados e olhamo-nos sorrindo
Como quem se vê ao espelho pla manhã.”

Obrigado a todas as pessoas que durante estes 20 anos foram aparecendo nestes passeios e me deixaram estar e conviver com elas.
Este Passeio Mistério começou a ser desvendado quando atravessámos a Ponte da Figueira sobre o rio Mondego e parámos nos Armazéns de Lavos, Núcleo Museológico do Sal, na Salina Municipal do Corredor da Cobra, inaugurado a 18 de Agosto de 2007, o qual visitámos.
“Durante séculos, a produção de pequenos cristais regulares de sal, isentos de impurezas, era utilizada em grandes quantidades pela frota piscatória local (bacalhau e sardinha). O sal subia o rio Mondego até aos diversos entrepostos que posteriormente o distribuíam pelos confins da Beira, para a conservação das carnes e dos queijos. Este sal saía também da barra e, em brigues e escunas, chegava a pontos tão distantes como o Báltico ou a Nova Inglaterra. A partir da década de 1970, as alterações drásticas no mercado e nos circuitos de comercialização levaram a uma desvalorização progressiva do sal produzido artesanalmente.  Gradualmente, as salinas conheceram um processo de abandono. Por esta razão e pelo facto de as salinas serem um elemento essencial da paisagem e do imaginário da Figueira da Foz, a Câmara Municipal adquiriu, em 2000, a Salina do Corredor da Cobra, no sentido de permitir à comunidade a fruição de todo este legado cultural. O Núcleo Museológico do Sal é uma extensão museológica do Museu Municipal Santos Rocha, dependente organicamente da Divisão de Cultura, Biblioteca e Arquivos da Câmara Municipal da Figueira da Foz, a quem cabe a gestão, promoção e divulgação. O conceito geral do Núcleo Museológico do Sal baseia-se na ideia que as salinas e o sal são uma actividade em que se cruzam múltiplos aspectos: históricos, etnográficos, paisagísticos, ambientais e económicos, e que devem ser explorados de forma integrada. Por outro lado, actualmente, os museus de sal e outros meios interpretativos em áreas salineiras, constituem instrumentos de valorização da actividade e dos sítios, e não apenas meros depósitos de instrumentos e documentação relacionados com o sal. 
No caso da Figueira da Foz, a criação de um núcleo museológico, em plena salina, constitui uma mais-valia notável, a que acresce a existência de um armazém e de uma rota pedestre, permitindo que a visita compreenda a integração destes três espaços que se complementam e completam: Marinha do Corredor da Cobra, Armazém de Sal e Núcleo Museológico.
Com a abertura do Núcleo Museológico do Sal, a Câmara Municipal da Figueira da Foz pretende globalmente difundir um espaço aberto, campo de experimentação e produção de conhecimento, estruturante de novas identidades que o constituem, a partir de diferentes formas de relação entre Homem, sociedade, cultura e natureza. Neste sentido, e dando apoio a uma estratégia global de informação suportada, desde o primeiro momento, na reactivação e manutenção contínua da actividade salineira, a Autarquia procurou igualmente dar condições para que esta salina funcionasse também como área de formação para novos marnotos, como centro interpretativo e laboratorial para diversos estudos de biodiversidade do seu ecossistema-tipo, e como unidade didáctica de lazer e de interactividade fruída pelos diversos públicos que visitam este espaço tão singular e característico. Assim, a criação de um Núcleo Museológico sito em plena salina – e complementado com a existência de um Armazém de Sal, de uma Rota Pedestre pelo salgado e de uma futura Rota Fluvial pelo estuário do Rio Mondego – permitirá a fruição integrada de diferentes espaços que se devem explorar na complementaridade e riqueza dos seus tributos e significados.

Finda esta visita, continuámos a desvendar os mistérios deste passeio, para o que tivemos de atravessar novamente a ponte da Figueira, agora indo na direcção de Coimbra. Porém, chegados a Montemor-o-Velho por ali ficámos. Como a hora do almoço tinha chegado, eram então cerca das 13H00, o nosso objectivo era então o Restaurante “A Moagem”. Estava assim desvendado mais um mistério, o local do nosso almoço.
O Restaurante “A Moagem” em Montemor-o-Velho, tem um espaço dividido em duas salas, uma com refeições rápidas e económicas e outra, mais recatada, com serviço à carta.
O nosso almoço constou do serviço de buffet: Entradas: carapaus fritos, feijão-frade, pastéis de bacalhau, queijo, camarão, presunto, especialidades da casa, etc.; Almoço: Sopa; Peixe: Bacalhau à MOAGEM; Carne: Vitela da Aba à LAFÕES, leitão, etc.; Bebidas: Vinho da casa, Águas, Refrigerantes; Sobremesas: doces diversos, fruta da época, salada de frutas, etc., café.
Foi um ótimo almoço, bem servido não só em quantidade, como também em qualidade. Todos os participantes ficaram muito satisfeitos. Boa escolha para fazermos o nosso almoço.

Aqui faço um intervalo para as selfies:



E mais um mistério deste passeio se desvendou…
Após este repasto era apetecível uma caminhada.
O castelo de Montemor esperava-nos. Fizemos a escalada desde a vila até ao castelo pelas escadas rolantes, o que foi de agrado de todos. Já dentro do castelo implantado num local com vistas magníficas. As primeiras referências a este castelo, dão conta da sua reconquista aos árabes por volta de 848, mas cairia de novo nas mãos dos muçulmanos em 990, com nova reconquista cristã por volta de 1006, para voltar à posse árabe em 1026, e este alternar de conquistas e reconquistas só viria a estabilizar por volta de 1064, quando Fernando Magno reconquista toda a região, empurrando os árabes para lá do Mondego. Palco de muitas lutas, não só com os árabes, mas também devido às disputas entre os príncipes e reis de Portugal, e até nas invasões francesas, foi sendo reparado, ampliado e modificado ao logo dos séculos, mas se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro.
Foi a partir do ano de 1936 que começou a ser conservado e está classificado como Monumento Nacional. No seu interior encontram-se as ruínas do antigo paço senhorial, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, a Capela de Santo António, a Igreja da Madalena e as ruínas da Capela de São João.
Toda esta informação foi-nos dada por um senhor residente na vila de Montemor que fez de cicerone durante a nossa visita a este local histórico.
Já no final conto-nos a história da Lenda das Arcas:

“Há muito, muito tempo os primeiros habitantes de Montemor-o-Velho enterraram dentro das muralhas do Castelo, duas arcas. A primeira arca continha a felicidade e a riqueza. Tinha tanto ouro que se aberta fartaria todo Portugal. A outra arca é a arca maldita que contém a peste. Uma vez aberta trará a desgraça, a febre, a miséria e a fome, não tendo dó nem piedade por ninguém. Muitos, movidos pela audácia ou pelo desespero de tempos difíceis, aproximaram-se das arcas. Em épocas de crise muitos se juntaram para abrir a arca da fortuna… Mas… logo paravam atónitos e perplexos petrificados com o medo de abrir a arca da peste pois esta se aberta traria ainda mais desgraça e miséria… E as arcas lá continuam à espera de um dia alguém ter a ousadia de as procurar e a imprudência de as abrir...”


Novamente dentro do autocarro, rumámos na direção do mar. Estava próximo de descobrirmos mais um mistério. Onde seria o lanche?

Chegados à Figueira, o autocarro parou em frente ao Mercure Figueira da Foz Hotel, de 4 estrelas, com uma vista magnífica para a famosa praia da Claridade. Porquê e para quê?
Mais um mistério estava a deixar de o ser. Pois foi ali que tivemos o nosso lanche, um agradável lanche: croissants e bolinhos acompanhados com sumos e chás diversos.
Ali fizemos mais um pouco de confraternização, evoluindo as conversas pelas lembranças dos passeios que se fizeram e pela recordação de todos ausentes.
A tarde estava a caminhar a passos largos para o fim, o sol já se estava a pôr no horizonte e sentia-se já uma ligeira outonal.
Mas ainda faltava desvendar o último mistério… o da fotografia…
Mais uma vez já no interior do autocarro e aproveitando para apreciar ainda o que restava do pôr-do-sol, fomos até ao Cabo Mondego e subimos para a Serra da Boa Viagem.
Parámos então no Restaurante “A Pinha”, onde já estava à nossa espera um fotógrafo para nos tirar uma foto de conjunto para mais tarde recordar. Em seguida lá apareceram uma garrafinhas de um branco fresquinho, com o qual brindámos desejando saúde, felicidades e disposição para os próximos passeios. 
O final deste passeio mistério que já tinha deixado de o ser, aconteceu.
O Tó Simões entregou aos presentes mais um roteiro para o próximo passeio.
O futuro destes passeios já estava a acontecer.
Regressámos então ao ponto de partida, o Largo da Igreja de Tavarede.

Desejámos uns aos outros um reencontro para breve.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Os animais de companhia e os outros…

Congratulo-me para a publicação da legislação em Diário da República a 29 de Agosto de 2014, referindo que "quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias".

Esta legislação só contempla os animais de companhia:
“1 - Para efeitos do disposto neste título, entende –se por animal de companhia qualquer animal detido ou destinado a ser detido por seres humanos, designadamente no seu lar, para seu entretenimento e companhia.”



Lamento que esta lei não contemple também os outros animais não considerados “animais de companhia”:
2 - O disposto no número anterior não se aplica a factos relacionados com a utilização de animais para fins de exploração agrícola, pecuária ou agroindustrial, assim como não se aplica a factos relacionados com a utilização de animais para fins de espectáculo comercial ou outros fins legalmente previstos.”





Será que estes outros animais não considerados animais de companhia não sofram quando “quem, sem motivo legítimo, inflija a dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos?



Porque ainda há descriminação entre os animais?
Os homens fazem a descriminação entre eles.
Os homens fazem as leis.
Não me espanto.

Apenas lamento!

PS: Fotos retiradas da net.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

UM VIOLINISTA NO TELHADO

No dia 30 de Agosto de 2014, no CAE da Figueira da Foz, aconteceu TEATRO.
A lotação desta grande casa de espetáculos que é de cerca de 800 lugares, teve segundo informações mais de 700 lugares ocupados.
Ao fim de mais de um ano de trabalho com muitas dezenas de ensaios e 10 representações chegámos ao fim colocando “uma cereja no topo do bolo”: com uma atuação super fantástica.
Os espetadores gostaram. No final fomos brindados com uma grande e demorada salva de palmas, com todos os presentes de pé.
Para além do convívio muito enriquecedor que todos os participantes deram uns aos outros, também os ensinamentos proporcionados pelas diversas mentalidades não podem ser esquecidos.
O nosso ensaiador, apesar da sua juventude, mereceu e merece o respeito de todos nós pela orientação desenvolvida ao longo de tantos ensaios, encarnando também o personagem principal, Tevye, com muita competência e direi também com muito profissionalismo, apesar de ser como todos nós um amador.
Os meus parabéns!

Não quero deixar de lembrar de todos os técnicos. Aqueles que não aparecem no palco e que são o motor de todo o espetáculo.
Os técnicos de palco, muito profissionais e com muita responsabilidade.
O desenho de luz e do som foi espetacular tendo como mentores: Zé Miguel, Nuno Pinto e Toninho.
Os técnicos do CAE, que estiveram sempre muito disponíveis e mostraram também grande profissionalismo.
Por último não posso deixar de salientar, puxando um pouco “a brasa à minha sardinha”, toda a construção de cenários “casa e árvores”, as quais deram grande trabalho e muitas horas na sua execução. Ninguém imagina, só quem esteve presente. Não quero esquecer o grande trabalho e profissionalismo do grande amigo vindo de Brenha, o José Alberto Cardoso, cujos projetos das casas que imaginei, só foram integralmente cumpridos, por causa da sua técnica apurada e experiência. Em meu nome agradeço-lhe profundamente o grande trabalho desenvolvido, assim como da sua disponibilidade constante, apesar de algumas limitações de tempo derivado a assuntos da sua vida particular. O trabalho de carpintaria foi neste espetáculo um grande contributo para o êxito do Violinista no Telhado. Visualmente as cenas não teriam tanta beleza, sem o trabalho que foi realizado. Mais uma vez a minha mais sincera gratidão ao José Alberto.

Grandes técnicos!
Grandes amadores!
Grande ensaiador!
Este foi sem dúvida um grande espetáculo!
A Sociedade de Instrução Tavaredense - SIT - está de parabéns!

domingo, 31 de agosto de 2014

Não é meu hábito e quero que continue assim…

Por isso este meu comentário vai ser muito rápido. Acho que o tema (futebol) não merece mais que isso.

Saliento 2 pontos após este jogo:
Benfica 1 – Sporting 1
- Em comentário anterior ao jogo, li em qualquer lado e passo a citar:

“Dérbi pode deixar Benfica cinco pontos à frente do Sporting.
O Benfica defronta no domingo o Sporting com possibilidade de se colocar já, na terceira jornada da I Liga de futebol, com larga vantagem sobre o eterno rival lisboeta,…”

Não leio jornais desportivos. Ouço apenas e esporadicamente as notícias do desporto nos telejornais.
Não li, nem ouvi nenhuma frase assim:

“Dérbi pode deixar Sporting 1 ponto à frente do Benfica.
O Sporting defronta no domingo o Benfica com possibilidade de se colocar já, na terceira jornada da I Liga de futebol, com vantagem sobre o eterno rival lisboeta,…”

Porque continuam os jornalistas a ser tendenciosos?

- O treinador dos encarnados diz: “Estamos habituados a ganhar ao Sporting”.
Este “rapaz” deve andar muito esquecido.

No dia 20 de Junho de 2014 o Sporting venceu uma equipa por 1-0, que eu julgava ter sido o Benfica e conquistou a Taça de Honra.

Não sei que raio de hábitos tem esse treinador…

À laia de desabafo e para terminar:
- Infelizmente hoje dia 31 de Agosto de 2014, o Sporting não ganhou 1 ponto, mas perdeu isso sim 2 pontos…

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

PAULO MORAIS sem papas na língua

Apesar de não gostar e até abominar a política, mais uma vez ela entra aqui neste meu sítio. É uma excepção!
Enviaram-me para a minha caixa de correio um peque filme.
Achei esta intervenção tão grave que me estava a custar não partilhar este pequeno/grande filme. Será que não há vergonha na cara?
Depois disto o que é que falta para esta gente se por a milhas?
É o momento dos deputados honestos da direita e da esquerda, fazerem alguma coisa de útil para quem os elegeu.
Será que destes 230 deputados (para quê tantos?), não haja alguém que tenha coragem para denunciarem esta vergonha?
Urge a luta contra a corrupção.
As próximas eleições legislativas já não demoram muito.
Foram cerca de 50 deputados que foram citados por Paulo Morais.
Talvez seja a altura de verificarmos se estes senhores se tornam a candidatar.

Este filme, encontrei-o no seguinte lugar:



Mas para o caso de não o encontrarem ou não quererem perder algum tempo para o procurar, aqui vai o respectivo filme:

terça-feira, 26 de agosto de 2014

PASSEIO A VIANA DO CASTELO

FESTAS DA SENHORA DA AGONIA
23 de Agosto de 2014

Saímos de Tavarede do Largo da Igreja, poucos minutos depois das 08H00, pois que se teve de controlar dois autocarros: um de 56 lugares, que levou 53 pessoas e um de 26 lugares, levando 24 ocupados.
Pelas 09H30, fizemos uma paragem “técnica”, para as pessoas poderem esticar as pernas, beber um café e outras necessidades…
A chegada a Viana do Castelo, aconteceu dentro da hora prevista, 11H30.
Os autocarros ficaram junto a um parque.


Aqui um pequeno grupo de participantes nesta viagem, aproveitou para almoçar em partilha, cavaquear um pouco e conviver porque é para isso também que servem estes passeios. Depois de almoçarmos guardamos os sacos e outros acessórios num dos nossos autocarros que ali perto estava estacionado.
Iniciamos entretanto o nosso passeio a pé até ao local onde iríamos assistir ao Grandioso Cortejo Etnográfico, motivo que nos levou até Viana do Castelo.
Antes porém, parámos num estabelecimento junto ao rio, para bebermos um café e também nos prepararmos fisiologicamente.

Como está na moda, aí vai uma SELFIE!
É sem dúvida que nestas incomparáveis e magníficas Festas de Nossa Senhora d'Agonia, que a tradição atinge o seu maior expoente.




Pelo que me diz respeito a mim e à minha esposa, é a primeira vez que vamos assistir a estas festas. Viemos com grande curiosidade. Mas com alguma pena de só podermos estar presentes neste dia. Mas fazendo jus à letra da canção:

"Se o meu sangue não me engana, como engana a fantasia 
Havemos de ir a Viana, ó meu amor de algum dia 
Ó meu amor de algum dia, havemos de ir a Viana 
Se o meu sangue não me engana, havemos de ir a Viana”

E aqui estamos!
Mas há aqueles que se armam… em turistas!
Pelo que tenho ouvido, durante os dias que duram estas festas as atividades são imensas e cada uma delas carregadas de tradição e beleza: a procissão ao mar, as ruas da Ribeira enfeitadas com os tapetes floridos, testemunhos da profunda devoção religiosa; a etnografia tem o seu espaço nos desfiles do Cortejo Etnográfico e na Festa do Traje, onde se pode admirar os belos trajes de noiva, mordoma e lavradeira, vestidos por lindas minhotas que ostentam peitos repletos de autênticas obras de arte em ouro; os consertos das concertinas e dos bombos; as dançam as lavradeiras; a grandiosa serenata de fogo-de-artifício que ilumina toda a cidade, começando pela ponte de Gustave Eiffel, passando pelo Castelo de Santiago da Barra, até ao Templo - Monumento de Santa Luzia... A Romaria da Nossa Senhora da Agonia realiza-se todos os anos na cidade de Viana do Castelo. Desde 1783 que esta Romaria se concretiza no mês de Agosto, englobando o dia 20 (feriado municipal da cidade). Este ano estas festas vão de 20 a 24 de Agosto. Nestas festas a cidade enche-se de animação e festeja em torno da Nossa Senhora da Agonia (padroeira dos pescadores), remontando aos tempos mais antigos. A Romaria d’Agonia junta-se à história da igreja d’Agonia. Data de 1674 a história da igreja em honra da padroeira dos pescadores. Na altura, foi edificada uma capela em invocação ao Bom Jesus do Santo Sepulcro do Calvário e, um pouco acima, uma capelinha devota a Nossa Senhora da Conceição.
Hoje, o nome da santa está associado à rainha das romarias e às múltiplas tradições da maior festa popular de Portugal: a romaria em honra de Nossa Senhora da Agonia, nascida em 1772 da devoção dos homens do mar vindos da Galiza e de todo o litoral português para as celebrações religiosas e pagãs.

Hoje, aqui estamos nós para assistir ao Cortejo Etnográfico que é uma das maiores, segundo dizem, atrações da Romaria da Senhora d’Agonia.

O nosso pequeno grupo, lá se acomodou num passeio logo no início do cortejo. Começámos por arranjar umas cadeiras, uns chapéus e com umas águas de reserva e umas idas a um dos bares existentes ali perto, lá fomos esperando e confraternizando com alegria o início do cortejo, o que aconteceu dentro da hora anunciada, 16H00.
Milhares de pessoas apinhavam-se nos passeios para assistir ao desfile carregado de tradições da região, os usos e costumes das suas freguesias, a rara beleza das moças vianenses, com a sua contagiante alegria e com o colorido dos seus trajes tão caraterísticos.
A abrir o cortejo estavam os cabeçudos e gigantones seguidos pelos zés pereiras rufando os bombos.


E há gajos que teimam em dar nas vistas!
Os ranchos etnográficos com as suas modas do nosso folclore e os grupos de música tradicional também por lá desfilaram espalhando alegria e boa disposição.




Muitos foram os momentos representando as diversas tradições de toda a região, onde o colorido dos trajes das lavradeiras, a riqueza das mordomas da festa desfilando os seus trajes e ouro, o sorriso cativante das moças, os cativantes tocadores de concertina, os sargaceiros, as peixeiras e as bordadeiras e a grandeza e criatividade dos carros alegóricos foram um espetáculo ímpar de arte e beleza que ficará gravado na nossa memória durante muito tempo.






Não quero também deixar de aqui assinalar que a vida e obra de Frei Bartolomeu dos Mártires, que nasceu, faz este ano, cinco séculos, foi o grande destaque deste cortejo. Natural de Lisboa, Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590) foi arcebispo de Braga e serviu como pastor um território que atualmente integra as dioceses de Viana do Castelo, Bragança-Miranda e Vila Real. A sua beatificação teve lugar em 2001 numa celebração presidida pelo Papa João Paulo II.

Acabado então o desfile do Cortejo Etnográfico, fomos até ao local combinado para apanharmos os autocarros. Eram 18H30. Quase todos os nossos companheiros de viagem estavam presentes. Contactei com o nosso motorista Paulo que pediu para nos deslocarmos até aos autocarros pois o trânsito estava muito complicado. Assim se fez, ficando eu neste local à espera dos companheiros que estavam a faltar.
Eram já perto das 19H30, quando me dirigi para os autocarros. Ainda falta alguém no autocarro pequeno.
Combinou-se então que o autocarro grande fosse embora, mantendo o contacto entre os dois motoristas, de modo a que numa área de serviço nos reuníssemos.
Eram 22H05, quando chegamos a Tavarede ao Largo da Igreja.