segunda-feira, 13 de abril de 2015

PASSEIO À QUINTA DA BOEIRA – GAIA

11 de Abril de 2015

Às 08H00, como estava previsto, saímos do Largo da Igreja de Tavarede em direção ao norte, mais precisamente a Vila Nova de Gaia.
Entretanto não foi esquecida a paragem habitual para um café e não só…
Eram 10H15, estávamos às portas da Casa-Museu Teixeira Lopes,  para uma visita já programada. Esta é um núcleo museológico criado a partir da residência e do ateliê do próprio escultor António Teixeira Lopes (1866-1942), o mais ilustre aluno de Soares dos Reis, a que posteriormente, se juntou um espólio do escultor, museólogo e escritor Diogo de Macedo. A visita a esta Casa-Museu permite conhecer não só o escultor - através da sua produção artística -, mas também o homem - através dos cenários da sua vivência doméstica e íntima. O conjunto das coleções de Diogo de Macedo e de Teixeira Lopes permite uma visão abrangente das artes visuais do século XIX e das primeiras décadas do século XX. O edifício foi construído em 1895, sob projeto do arquiteto José Teixeira Lopes, irmão do escultor António Teixeira Lopes, para residência e oficina de escultura. Tem uma feição regional, com um pátio povoado de obras de arte e uma ampla escadaria que dá acesso ao andar superior. As origens da Casa-Museu remontam a 1933, quando o escultor doou a casa e todo o seu espólio ao município de Vila Nova de Gaia, continuando a habitar o espaço até à sua morte em 1942. Em 1975 foram inauguradas as Galerias Diogo de Macedo, em edifício anexo, na sequência da doação de grande parte da obra deste artista à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Em 2001 iniciaram-se obras de melhoramento e remodelação concluídas em 2004. As oficinas da Casa-Museu Teixeira Lopes, que integram os ateliês onde o escultor trabalhou e esculpiu, continuam ainda hoje a laborar em pleno, constituindo-se como a principal oficina de modelação de estátuas em Portugal.
De facto, cerca de 90% da estatuária produzida nos últimos anos em Portugal, e que povoa jardins e parques nacionais e internacionais, saiu deste espaço de caraterísticas únicas de inspiração e execução. As coleções de arte existentes na Casa-Museu Teixeira Lopes e nas Galerias Diogo de Macedo versam, essencialmente, a pintura, a escultura e as artes decorativas. Foi uma visita muito agradável, interessante e cultural.
Saímos desta Casa-Museu e logo ali a poucos metros de distância estava a entrada da Quinta da Boeira, pela qual fizemos uma visita. As origens desta Quinta remontam ao ano de 1850, preserva as suas marcas históricas, destacando-se um belo e imponente Palacete no centro dos seus 3 hectares de jardins de árvores centenárias. Situada no coração da cidade de Gaia, junto às Caves do Vinho do Porto, está a poucos metros dos principais transportes, vias de comunicação e do Centro Histórico do Porto e Gaia. A Quinta da Boeira tem capacidade para acolher Grupos até 1.000 pessoas. Com os diferentes espaços e equipamentos, podem realizar-se diferentes eventos em simultâneo: Palacete de inícios do século XX, Salão Boeira, Auditório, Tenda; Armazém, A Garrafa e Jardins.
Como o nosso grupo era um pouco numeroso (60), tivemos que nos dividir em dois. Um grupo, aquele onde me incluí foi conhecer a Quinta: Armazém e Jardins, acompanhados por uma guia. O outro grupo foi visitar a A Garrafa, também acompanhados por outra guia.
O Armazém, era o antigo Armazém de Vinhos foi recuperado segundo a sua traça original, dando lugar a um espaço com aproximadamente 1.000 m², no qual se encontra   uma Loja de Vinhos e um Espaço de Eventos. A Loja, com acesso pela Rua Teixeira Lopes 170, alberga uma Garrafeira com Vinhos Portugueses, incluindo os   Vinhos da Quinta da Boeira. A área adjacente encontra-se preparada para receber eventos (até 300 pessoas sentadas e até 600 pessoas em pé.
Os Jardins, trespassaram séculos, mais fortes do que o tempo, e mantiveram a originalidade pretendida pelo seu mentor, proprietário de uma empresa de Vinho do Porto. A diversidade das espécies, oriundas de todo o mundo, cria um verdadeiro oásis no centro da cidade.
O Palacete de inícios Séc. XX está situado entre as árvores centenárias e os belos jardins e foi recuperado de acordo com a sua traça original e classificado como património da cidade. Os seus azulejos, datados de 1915 e 1917, remetem para uma cidade ligada aos Vinhos, com a presença de elementos como a uva e os barcos Rabelos. Aqui o nosso grupo tirou uma foto nas escadarias exteriores do Palacete.
Fizemos entretanto a troca com o outro grupo mas antes de nos separarmos fizemos uma fotografia com todos os elementos participantes neste passeio.
Entramos então na Maior Garrafa do Mundo, construída em fibra de vidro, com 32 metros de comprimento e 9,5 metros de diâmetro, lá dentro cabem 150 pessoas. Só numa garrafa gigante, cabe o melhor dos vinhos, gastronomia, artesanato, cultura, música e tradições portuguesas. Uma visita sensorial a Portugal é a proposta do projeto BOEIRA Portugal in a bottle, cujo ex-líbris é a maior garrafa de vinho do mundo, onde assistimos a duas projeções para uma visita virtual por Portugal através da visualização de um filme 3D alusivo às quatro regiões vitivinícolas nacionais - Douro, Vinhos Verdes, Alentejo e Dão. A diversidade paisagística, gastronómica e outras riquezas culturais do país estão também em destaque.
Ainda dentro da garrafa deram-nos a provar um cálice de vinho do Porto. Apesar de ainda alguns terem conseguido a repetição do cálice de vinho do Porto, penso que poderiam ter sido mais generosos…

Chegou a hora do almoço e para tal fomos até à Sala dos Arcos do Palacete da Quinta da Boeira, preparada para a realização de reuniões e almoços / jantares para um máximo de 50 pessoas. O restaurante/bar, localizado no r/c do Palacete, está distribuído por três salas: A sala verde, a sala azul e a sala laranja. No primeiro piso, e com uma decoração mais vanguardista, localiza-se o Bar. A identificação das salas provém da cor dos tetos e da decoração. O Restaurante permite a degustação da Gastronomia e Vinhos Portugueses, usufruindo das vistas para os emblemáticos jardins e envolvido numa decoração moderna, tocada por elementos das tradições do país.



Acabado o almoço, eram então cerca das 15H00, estávamos a sair da Quinta da Boeira.

Como era ainda muito cedo para fazermos a viagem de regresso a casa, decidimos ir até à cidade do Porto.
Como a Casa da Música estava a comemorar os 10 Anos da sua existência, foi para lá que nos dirigimos para uma visita gratuita, situada ali na rotunda da Boavista, no Porto.
A marca desta Casa são os seus agrupamentos e maestros titulares, o Serviço Educativo, o incentivo à criação contemporânea, os agrupamentos em associação e a marca da diversidade de estilos e géneros musicais estão naturalmente no centro da celebração. Por todo o edifício encontramos sinais de uma década intensa em cartazes e fotografias, os sons das 13 óperas levadas à cena e miniaturas musicais oferecidas por compositores de prestígio internacional. Fomos encontrar ensaios abertos e visitas guiadas, as quais já estavam esgotadas.
Serviu esta visita, para mim, principalmente e quase em exclusivo para conhecer o interior deste edifício, percorrendo todos os andares e apreciar as vistas que dali se podiam apreciar e tirar umas fotografias.

Estava muita gente para se poder ver outra coisa que não fosse o que ali fiz.

Como ainda faltavam alguns minutos para a hora do nosso regresso a casa ainda tivemos tempo de dar um pequeno passeio ali pela rotunda da Boavista.
Eram 18H00, quando o nosso autocarro saiu do Porto.
Eram 20H00, estávamos a chegar a Tavarede.

segunda-feira, 2 de março de 2015

PASSEIO AO FESTIVAL GASTRONÓMICO DA CHANFANA NA LOUSÃ

26 de Fevereiro de 2015

Por sugestão do meu amigo Vítor Azenha, combinámos ir até à cidade da Lousã, para degotarmos chanfana.
Estava a acontecer o IV Festival Gastronómico da Chanfana que se realizava entre o dia 20 de Fevereiro e o dia 1 de Março.
Cerca das 11H00 da manhã saímos de Tavarede, nós os dois juntamente com as nossas dedicadas esposas, a Madalena e Mirita.

Pelas 12H30, chegámos à Lousã.
A nossa primeira preocupação foi a de encontrarmos, para o nosso repasto, um dos 18 restaurantes aderentes a este evento.
A nossa escolha recaiu no Restaurante Casa Velha, local já anteriormente usado por ambos os casais em alturas anteriores e do qual ficámos satisfeitos não só pelo serviço mas também pela qualidade da comida.

Segundo informações anteriormente conseguidas, o nome deste restaurante foi herdado das instalações originais, que eram, efetivamente, uma "casa velha".
A família que é hoje proprietária do espaço renovado, com excelentes condições, onde se sente a atmosfera rústica. Foi-nos apresentada a ementa mas a nossa decisão foi como era óbvio: CHANFANA. A Chanfana à Moda da Lousã, cuja carne de cabra que não sabe a bode, isto é, tenra, com um belíssimo ponto de cozedura, de deixar memória.
O repasto foi regado com o vinho da casa de Silgueiros, que se deixou escorregar muito bem…
As sobremesas, produzidas com base em produtos endógenos do Concelho, nomeadamente a castanha e o Mel DOP Serra da Lousã, o Licor Beirão e a pastelaria tradicional. Haviam várias sobremesas, mas a tarte de queijada com doce de abóbora, foi a mais apreciada.
O modo como somos atendidos também conta. Como já sabíamos, sentimos efetivamente, o profissionalismo e a simpatia, em especial da moça que nos apoiou.
Em seguida fomos dar um pequeno passeio pela vila da Lousã que provavelmente teve origem ainda nos tempos de ocupação muçulmana. Reza a lenda que um emir, ou um rei, teria mandado aqui erguer o castelo para proteger a sua filha. O nome deste emir seria Arunce, e em sua homenagem tanto a povoação quanto o castelo tiveram o nome de Arouce.
Na vila da Lousã, a planície funde-se com a montanha, e muitos são os locais de interesse, como as magníficas casas do século XVIII que se espalham pela Vila. O complexo paisagístico que integra o Castelo de Arouce, o conjunto de Ermidas que formam o Santuário de Nossa Senhora da Piedade e as Piscinas Fluviais são de uma beleza notável.
Assim, subimos a Serra da Lousã com o ponto mais elevado a 1202 metros no Alto do Trevim.




Valeu a pena conhecer o complexo natural de Nossa Senhora da Piedade, situado num vale maravilhoso, perto do rio que por ali corre e no qual se destacam as piscinas fluviais.



Fomos até ao topo onde visitámos o complexo religioso de grande beleza, marcado pela existência do castelo medieval (século XI) e onde toda aquela paisagem se tornou inesquecível.
Apesar do muito frio que ali se fazia sentir, esta visita valeu a pena.
Chegou então a hora de regressarmos a casa.
Foi o que fizemos, mas não deixámos de antes parar em Tentúgal para o lanche na pastelaria “A Pousadinha”.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Morreu Demis Roussos

Demis Roussos morreu aos 68 anos em Atenas.


Artemios Ventouris Roussos nasceu a 15 de julho de 1946 em Alexandria, Egito.
Integrou os Aphrodite's Child, nos anos 1968/69, com músicas que se tornaram famosas: “Rain and Tears”, “It’s Five O’Clock”, “Spring Summer Winterand Fall”, entre muitas outras.
Iniciou posteriormente uma carreira a solo nos anos 1970, com canções que o tornaram conhecido: "Goodbye My Love, Goodbye", "My Only Fascination", "From Souvenirs to Souvenirs", "Quand je t'aime" ou "Forever And Ever".

Marcou a minha juventude.

Foi um ídolo que marcou a juventude de todo o mundo.


Fica aqui a minha HOMENAGEM.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Vagueando por Lisboa

01 a 04 de Dezembro de 2014

Dia 01 – 2ª feira
Eu e a minha esposa, acompanhados com o casal Madalena e Vítor Azenha, às 07H00 da manhã saímos da Figueira no Expresso e chegámos a Lisboa, às 10H00.
À chegada estava um bocado apreensivo pois tinha lido que por causa das comemorações do 1º de Dezembro havia algum condicionamento do trânsito na baixa. Foi o que aconteceu, mas felizmente só na Praça dos Restauradores, sentimos um pouco desse constrangimento.
Depois de deixarmos as nossas malas na Residencial Florescente, nas Portas de Santo Antão, começámos a visita a Lisboa com a passagem pela Praça do Rossio e pela Rua Augusta. O dia estava com uma temperatura agradável apesar de um pouco fresca, o que convidava a passear e visitar alguns locais de interesse.


Começámos por visitar o Arco da Rua Augusta usando um elevador e dois lances de escadas íngremes, que nos levou ao miradouro no topo deste arco triunfal situado na parte norte da Praça do Comércio, sobre a Rua Augusta. A sua construção começou após o terramoto de 1755, mais concretamente em 1775. Na parte superior do arco, é possível observar esculturas de Célestin Anatole Calmels, representam a Glória, coroando o Génio e o Valor, num plano inferior encontram-se as esculturas de Vítor Bastos, que representam Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama e o Marquês de Pombal.
O texto inscrito no topo do arco remete-nos à grandiosidade portuguesa aquando dos descobrimentos e à descoberta de novos povos e culturas.
A vista lá de cima é espetacular.
Acabada esta visita reiniciámos o passeio pela Ribeira das Naus, um espaço público requalificado, na Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina, uma recriação do sítio que outrora constituiu a Doca Seca cuja origem remonta aos Descobrimentos Portugueses. Esta intervenção englobou a requalificação das infraestruturas enterradas, criando uma nova avenida ribeirinha e uma escadaria que representa a nova praia urbana da cidade.
Foi devolvida ao público a Doca da Caldeirinha, uma estrutura que remonta a 1500 e que está hoje coberta de água, que podemos atravessar por um passadiço em madeira, a Doca Seca onde desde o século XVII eram recuperadas embarcações. Foi criado também um jardim cujos relvados, inclinados, recriam a configuração da antiga doca. É um espaço maravilhoso que desfrutámos e nos agradou bastante pelo ambiente que nos proporcionou.

Estávamos muito perto da hora do almoço. Assim, fomos até ao espaço há pouco tempo revitalizado, do Mercado da Ribeira, onde se juntaram alguns dos mais mediáticos chefes e restaurantes da capital. Ali se podem comer comidas diversas, consoante a nossa escolha entre alguns dos seguintes espaços, entre outros: Honorato, Asian Lab, Sea Me, O Prego da Peixaria, Pizza a Pezzi, Alexandre Silva, Henrique Sá Pessoa, Miguel Castro e Silva, Vítor Claro, Santini, Marlene Vieira, etc..


Foi neste último, Marlene Vieira, que caiu a escolha para o nosso almoço, cujo prato principal foi polvo assado com verdura. Um belo e saboroso almoço.

Reiniciámos então o passeio, agora pela Rua do Alecrim até ao Largo Camões e Chiado.

Visitámos a bonita Igreja da Encarnação situada no mítico Largo do Chiado, em frente à famosa Igreja de Nossa Senhora do Loreto. Inaugurada em 1708, foi edificada por ordem da Condessa de Pontével, D. Elvira de Vilhena, demolindo-se então parte da Muralha Fernandina do século XIV e uma torre de vigia. O conjunto destas duas Igrejas estabelecia, então, uma das nobres portas da cidade.

O templo sofreu forte destruição com o terramoto de 1755, sendo restaurado e bastante alterado em 1784. A fachada do Templo apresenta-se num estilo Neoclássico conjugada com diversos elementos ‘Rocaille’ tardios, dispondo interessantes imagens de Santa Catarina que faziam parte da antiga porta medieval.

Estávamos a meio da tarde e visitámos nos Armazéns do Chiado - Centro Comercial. Antes deste centro comercial de hoje, encontravam-se aqui os grandes armazéns que em 1894 seriam a maior loja do país. Tudo menos a fachada desapareceu no incêndio do Chiado em 1988, este novo centro comercial nasceu em 1999. Os lisboetas falam com saudade do belo interior antigo, mas mesmo assim este é um dos centros comerciais mais procurados da cidade. As lojas preferidas são a FNAC para livros e música, e o conhecido café Starbucks. No piso de cima encontra-se a área de restauração, com vista sobre a cidade.
Descemos a Rua do Carmo até à Praça de D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio.

Fomos fazer uma visita à Confeitaria Nacional, que se localiza na Praça da Figueira. A Confeitaria Nacional foi recentemente selecionada como uma das melhores e mais antigas casas de doces da Europa.
A Confeitaria Nacional é a mais antiga confeitaria da Baixa de Lisboa. Fundada em 1829, por Balthazar Roiz Castanheiro, natural de Vila Pouca de Aguiar, em Vila Real de Trás-os-Montes. A loja começou por ocupar duas portas que dão para a Rua da Betesga, sendo ampliada por volta de 1835, tornejando para a Rua dos Correeiros. As receitas da doçaria conventual trazidas daquele Concelho, que fazem sucesso em Lisboa, habilitam-no a ser eleito juiz da Irmandade da Nossa Senhora da Oliveira, padroeira dos confeiteiros em Lisboa. O negócio prosperou mesmo após a sua morte, em 1869, e ainda hoje está na posse dos seus herdeiros. Baltazar Castanheiro Júnior, que sucedeu ao seu pai, realizou importantes melhoramentos na loja, tendo também aberto um salão de chá no andar superior. A família de Balthazar Castanheiro orgulha-se de ter trazido a receita do bolo-rei para Portugal e tê-la transformado numa instituição sem rival no mercado confeiteiro. Ainda hoje mantêm o critério de seleção dos ingredientes utilizados e o cumprimento rigoroso da receita secreta seguida há mais de 180 anos. Altamente conceituada, a Confeitaria Nacional recebeu uma medalha na Exposição Universal de Paris de 1878. Participou, também, na Exposição Universal de Viena de Áustria de 1873, onde apresentou as suas frutas cristalizadas e compotas de fruta. A sua decoração de traça pombalina com pinturas murais, a vista para a Praça da Figueira, uma das mais emblemáticas da cidade de Lisboa, e a sua doce qualidade centenária, fazem da Confeitaria Nacional um local de requinte que não pode deixar de visitar!

Entretanto estava na hora de fazer o Check-in na residencial. Foi o que fizemos. Após termos descansado um pouco, pois o dia foi muito ocupado saracoteando por esta Lisboa, fomos jantar ao restaurante “O Churrasco”, ali na rua das Portas de Santo Antão.
Restaurante especializado em grelhados onde o frango assado no espeto, é para mim o melhor. Ao contrário da maioria dos espaços, aqui o frango é assado inteiro no espeto. Mas não posso deixar de realçar que o senhor que atentamente coloca os frangos e as outras peças no grelhador é da maior competência e simpatia. Também o que mais me agrada nesta casa é o serviço de mesa, que para além de ser atento e cuidadoso, têm a qualidade de reconhecerem os clientes quando ali voltam. Acontece comigo e com a minha mulher, até me sinto à vontade de os cumprimentar, à chegada e à saída, pelo respeito que sinto por eles. Cortesias e atenções que nos dias de hoje já não estamos habituados. Mas nesta noite o nosso jantar não foi o frango mas sim, uma bela costela de novilho na brasa, que simplesmente estava divinal. Recomendo sem receios este restaurante.


A nossa noite ainda não tinha terminado pois fomos ainda dar um passeio até à Praça do Comércio, ver as iluminações do Natal. Ficámos dececionados pois a grande Árvore de Natal estava com a iluminação reduzida a menos de metade.
Só nos restou regressar aos quartos para um repouso bem merecido, pois o dia seguinte também se calculava ser um pouco cansativo.

Dia 02 – 3ª feira
Após uma noite reparadora, às 09H45, estávamos na sala do pequeno-almoço.
Pelas 10H30, entrámos na estação do metro dos Restauradores.

Dirigimo-nos para o Rato para visitar o Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, conhecido apenas por Mãe d'Água das Amoreiras, é o depósito (o cálice) que recolhe as águas provenientes do Aqueduto das Águas Livres. Foi desenhado pelo arquiteto húngaro Carlos Mardel  (1696-1763), projetado em 1745 e construído no Jardim das Amoreiras, ficando concluído em 1834. A este edifício está anexado um outro, a Casa do Registo, de onde partem duas das principais galerias distribuidoras das Águas Livres, a do Loreto e a da Esperança, para além de uma terceira, mais pequena, que abastece o Chafariz do Rato. Atualmente este espaço, integrado no Museu da Água da EPAL, é utilizado para exposições de arte, desfiles de moda e outros eventos.


De linhas arquitetónicas de uma sobriedade invulgar, a construção assenta sobre um envasamento elevado em relação às ruas circundantes e onde, no interior, surge a cascata e a Arca d'Água com 7,5 metros de profundidade e uma capacidade de 5.460 m³.
Após esta visita já em pleno Largo do Rato, tendo como intenção a visita à Basílica da Estrela, deparámo-nos com um edifício que era uma igreja apesar de não o parecer à primeira vista. Fizemos então uma visita a este antigo Convento das Trinas do Rato, hoje a Igreja de Nª Srª da Conceição. No seu interior fomos abordados por um senhor chamado António, que nos contou a história da igreja com uma mistura religiosa e lenda que nos fascinou, pela maneira como relatou alguns fatos da história desta igreja. Ficámos curiosos em ver umas Rosas da Galileia, que segundo a história tinham relação com esta igreja e que se encontravam no Jardim da Estrela.

E assim visitámos o Jardim da Estrela, que foi criado em meados do século XIX, em frente à Basílica da Estrela. Nos anos 70 do século XIX, existia um leão na sua jaula, conhecido por Leão da Estrela, instalada num pavilhão próximo da entrada da Avenida Pedro Álvares Cabral. O jardim foi construído ao estilo dos jardins ingleses, de inspiração romântica. Uns dos pontos centrais do jardim é o coreto verde de ferro forjado. Foi aqui perto do coreto que descobrimos uma lápide com o nome de “Rosas da Galileia”, no meio de umas dezenas de rosas avermelhadas. O jardim possui vários elementos de estatuária: a Fonte da Vida, Busto de Antero de Quental, Busto do Actor Taborda, a Filha do Rei Guardando Patos ou a Guardadora de Patos, o Cavador e o Despertar. Possui seis entradas, destacando-se duas que remetem a um dos extremos da Avenida Pedro Álvares Cabral e duas que dão para o Largo da Estrela, onde deparamos com a Basílica da Estrela.
Visitámos a Basílica da Estrela, que é um templo católico e antigo convento de freiras carmelitas. O templo apresenta características do estilo barroco final e do neoclássico. A fachada é ladeada por duas torres gémeas e decorada com estátuas de santos e figuras alegóricas. O amplo interior, de mármore cinzento, rosa e amarelo, iluminado por aberturas na cúpula, infunde respeitoso temor. Foi a primeira igreja no mundo dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. D. Maria I é a única monarca portuguesa da dinastia de Bragança que não se encontra no Panteão dos Braganças mas sim nesta Basílica que ela mesma mandou erguer.

Era a hora do almoço e foi por aquelas bandas que o nosso repasto se concretizou, com os seguintes pratos principais: Favas à portuguesa e Arroz de Pato no forno. Estavam os dois pratos uma delícia. Já reconfortados seguimos para o Rato onde apanhámos o metro até à Avenida.

Ali perto fomos visitar a Casa-Museu da Fundação Medeiros e Almeida que nos faculta o usufruto da coleção de obras de arte reunida na Casa que foi a residência de António Medeiros e Almeida (1895-1986), desde o início dos anos 40 do século XX.



A Casa Museu possui duas áreas museográficas únicas, a primeira habitada pelo instituidor e em que foi mantido o ambiente original, a outra construída nos terrenos do antigo jardim da casa, utilizando peças originais adquiridas pelo colecionador. Esta casa conta uma história ao longo de 25 salas que apresentam coleções europeias de pintura, mobiliário, tapeçaria, arte sacra, vidro e joalharia com adereços e peças avulsas do séc. XVII até à atualidade. Podemos contemplar a coleção de relógios com cerca de 225 peças, é considerada uma das maiores da Europa e inclui relógios de bolso desde 1620 a 1968. Também podemos admirar a coleção de Cerâmica Chinesa com peças de terracota e porcelana desde 220 a.C. até ao século XIX.
Esta minha visita a esta casa foi já a terceira e confesso que não me canso de o fazer.

Para acabar o dia escolhemos ir passear pelo Centro Comercial Colombo, que foi inaugurado a 15 de Setembro de 1997, A arquitetura do espaço, bem como a sua decoração original, foram adaptadas à época dos descobrimentos portugueses, um dos períodos mais importantes da história de Portugal. Por ali andámos até à hora do jantar.

Depois deste voltámos ao metro que nos levou até à baixa para nos recolhermos aos nossos aposentos para mais uma noite repousante. O dia seguinte previa-se também ser cansativo.

Dia 03 – 4ª feira
Eram 09H30 quando tomámos o pequeno-almoço.
O dia estava cheio de sol mas frio. Nada que nos impedisse para um bom passeio a uma das zonas bonitas de Lisboa, o Parque das Nações. Mais uma vez entramos na estação do metro dos Restauradores (linha azul), saímos na de São Sebastião e que nos dava ligação com a linha vermelha, até à estação do Oriente.

Chegados ao Parque das Nações encaminhamo-nos para a Fil - Feira Internacional de Lisboa, onde fomos visitar o Mercado de Natal Natalis, que tinha acabado de abrir as suas portas. Este evento irá decorrer entre o dia 3 e 7 de Dezembro e é dedicado ao Natal. Foi um local onde encontramos um ambiente natalício, com presentes originais, aromas deliciosos, brilho festivo e sons natalícios. Os produtos da gastronomia, doces, vinho quente, licores e muitas outras especialidades eram muito procurados. Também havia uma árvore de Natal, um presépio, artesanato, livros, elementos para decoração, música, utilidades domésticas,  moda e acessórios, ourivesaria, desporto,  viagens, entre outros.

Mas o tempo foi passando e sem darmos por isso chegou a hora do almoço, ou melhor, fomos almoçar um pouco para além da hora habitual.
Então optámos por escolher um restaurante ali perto na zona ribeirinha do Parque das Nações, com excelentes vistas para o Tejo. Foi o Restaurante D' Bacalhau, especializado na confeção de bacalhau! Como entradas oferecem, pães, azeitonas com alho, queijo de azeitão, pastéis de bacalhau, manteiga, à nossa escolha e tudo muito delicioso. Como eu e a minha esposa já conhecíamos este restaurante, sugerimos um misto de quatro pratos de bacalhau: com natas, ao Brás, com broa e a lagareiro, para quatro pessoas.

Garfada daqui, garfada d'acolá, ou seja, uma dose de cada uma dos quatro pratos para cada um e a avaliação final não podia ser melhor: soberbo! Tudo bom!
Após este repasto, não podíamos fazer melhor do que um passeio pela zona ribeirinha com excelentes vistas para o Tejo. Este é o local perfeito para passar uns bons momentos de lazer com amigos.
Para acabar este dia, não podíamos deixar de visitar o Centro Comercial Vasco da Gama, com as suas decorações natalícias.
Foi assim que chegou o final de mais um dia a deambular por esta Lisboa, que tem sempre tanto para visitar.
Regressámos então do mesmo modo, o Metro, à Baixa pombalina.
Após um curto descanso nos nossos quartos, fomos jantar, no restaurante “Frágil Mar Lda”, da Rua dos Correeiros. Um ótimo comer de grelhados.

Era a nossa última noite que passávamos nesta nossa visita a Lisboa e fomos até à Praça do Comércio, onde estava a decorrer um mega evento que juntou rádio, televisão e responsabilidade social.


O Toca a Todos era o nome desse evento e a causa era a luta contra a pobreza infantil, sempre com o carimbo da RTP+. Estivemos a assistir ao espetáculo dos Clã que foram os primeiros cabeça de cartaz a subir ao palco do Toca a Todos e deram música no Terreiro do Paço, das 22h00 até cerca das 23:20, que para além de apresentarem músicas novas, canções do álbum para crianças, clássicos, também cantaram o hino do Toca a Todos: o “Asas Delta”. Foi um concerto muito agradável.
Uma ótima noite que ali fomos passar.



Dia 04 – 5ª feira
O último dia desta nossa visita a Lisboa começou com um ótimo pequeno-almoço.
Entretanto estava na hora de fazer o Check-out da residencial.

Como ainda tínhamos a manhã para alguma coisa, optámos para ir visitar o MUDE - Museu do Design e da Moda. Situado na Rua Augusta, “paredes meias” com o Arco com o mesmo nome, este museu é uma oferta cultural e artística, que se encontra instalado num magnífico edifício que outrora foi sede de um banco.
Este edifício remodelado para albergar, em quatro pisos, uma mostra de objetos com ligação ao mundo do design e da moda.
Começámos a nossa visita pelo PISO 0, com uma exposição de longa duração com uma apresentação histórica e com uma organização cronológica de mobiliário, luminária, vestuário e acessórios, eletrodomésticos, pequenos objetos e dois veículos.
Esta exposição propõe um olhar sobre os principais movimentos e estilos do século XX, desde a Art Déco ao Grupo Memphis, passando pelo funcionalismo dos anos 50, a Pop e a Space Age dos anos 60, chegando ao pluralismo da atualidade.
Em seguida passámos às exposições temporárias.

No PISO 1, visitámos duas exposições sobre a cultura e o design nipónico com o título Japão a Cru. Ambas exposições abordam questões muito atuais, como a preservação dos recursos materiais, o respeito pela natureza, a reutilização ou transformação dos materiais e a duração de vida de cada produto.
A primeira: Boro – Um Tecido de Vida, apresenta 54 peças (quimonos, bolsas, tatamis) elaboradas através do método Boro. “Boro” significa farrapo e consiste em cerzir tecidos diferentes, tingindo, posteriormente, as peças têxteis em índigo. Esta foi uma técnica corrente no Japão desde o final do século XVIII até meados do século XX. Os têxteis Boro espalharam-se por todo o Japão, durante cerca de 200 anos, já que a estrutura socioeconómica manteve-se inalterada até ao início do século XX.
Estas peças eram raramente em algodão, pois este material destinava-se a classes mais abastadas. As peças Boro eram tecidas a partir de plantas autóctones como o cânhamo, rami, amoreira de papel, glicínia e urtiga. Os camponeses compravam retalhos e roupas usadas transformavam-nas em peças únicas japonesas de forma a obter têxteis mais resistentes.
A segunda: Puras Formas, mostra 200 objetos destinados à cozinha, eletrodomésticos, mobiliário, brinquedos, em alumínio, fabricados no Japão entre 1910 e 1960. O alumínio foi considerado o material moderno do século XX e teve o seu apogeu durante a II Guerra Mundial. No início da Guerra, todos os materiais se esgotaram rapidamente e o alumínio torna-se o material de escolha para o fabrico de aviões de guerra, armas e frota naval. Este material era facilmente trabalhável, bem como reciclado e transformado. Durante 50 anos, estes objetos foram concebidos por designers anónimos e produzidos por artesãos, em pequenas oficinas.

No PISO 2, deparámo-nos com uma exposição da celebração dos 10 anos IKEA Portugal. O ponto de partida desta proposta IKEA é o resultado dos estudos de público realizados ao longo desta década e que podem contribuir para o retrato do modo como os portugueses vivem a sua habitação.  "A vida em casa é igual em todo o mundo.

As pessoas têm exatamente os mesmos sonhos e necessidades. Em todo o lado, as pessoas comem, dormem, convivem, tomam banho, vestem-se, cozinham e precisam de muito espaço, entre outras coisas, para arrumação. No entanto, ao mesmo tempo, a vida em casa é algo muito característico de cada cultura. Os nossos sonhos, ideias, necessidades diárias são um reflexo de quem somos e de como vivemos em casa e em sociedade”.

Finalmente no PISO -1, encontrava-se a exposição sob o título “Por Detrás das Sombras”, que evoca uma das peças de acessório com maior transformação ao longo dos tempos, apresentando uma seleção da Coleção André Ópticas (com mais de 3000 peças vintage), dando a conhecer algumas das peças mais importantes da história dos óculos.

Na sala dos cofres, a seleção de cerca de 400 óculos destaca as principais marcas, estilos, autores e alterações nas formas e materiais que marcaram a evolução dos óculos dos anos 1950 até à atualidade.

Chegada a hora do almoço, optámos novamente pelo restaurante “O Churrasco”.
Mas a hora de partida de Lisboa para a Figueira da Foz, também chegou.
Só nos faltava fazer um desejo: até à próxima Lisboa!

Pelas 15H45 saímos de Lisboa no Expresso e chegámos cerca das 18H45 à Figueira da Foz.


Nota: alguma da informação e fotos presentes foram retiradas da net.