sábado, 25 de março de 2017

Vai chegar a hora de Verão

Em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, os Relógios vão adiantar 60 minutos esta madrugada, dia 26, quando for uma hora passa para as duas horas.
Na Região Autónoma dos Açores, esta mudança será feita à meia-noite, passando os relógios a marcar uma hora.

Assim, amanhã por esta hora teremos perdido uma hora de sono.

Como é que isto começou?

Foi o político e inventor norte-americano Benjamin Franklin um dos percursores desta ideia e em 1784, tendo publicado um ensaio no Journal de Paris, onde sugeriu esta mudança nos relógios para aproveitar mais horas de sol no verão, o que poderia levar a uma poupança nas nossas carteiras.

Outro percursor foi William Willett, membro da Sociedade Astronómica Real do Reino Unido, que muito lutou para convencer as pessoas a seguirem esta ideia, o que conseguiu.

Mas foi só em 1916, na Alemanha, em plena Primeira Guerra Mundial, que a mudança de hora aconteceu, tendo sido uniformizada já nos anos 70.
Por isso não esquecer de acertar o relógio, porque uma hora de diferença ainda faz a diferença.

sábado, 4 de março de 2017

Passeio à Quinta das Lezírias Teatro Politeama e assistir à nova versão do “Musical Amália”


Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

Às 07H45 saímos do Largo da Igreja de Tavarede.

Eram 10H30 quando chegámos à Companhia das Lezírias para uma visita.
Fomos recebidos por duas funcionárias na Adega da Herdade do Catapereiro, que nos serviram de guias.






Passamos por vários setores: área agrícola e pastagens bio diversas; Montado do Sobro - maior montado do mundo; Pinhal da Carrasqueira e nas “Cachopas”- gado ao ar livre, com produção extensiva biológica; Paul das Lavouras; Complexo Coudélico Desportivo de Braço de Prata; e Centro de Interpretação da Charneca.

A Companhia das Lezírias é a maior exploração agropecuária e florestal existente em Portugal, compreendendo a Lezíria de Vila Franca de Xira, a Charneca do Infantado, o Catapereiro e os Pauis (Magos, Belmonte e Lavouras). A Lezíria está compreendida entre os rios Tejo e Sorraia e é dividida pela Reta do Cabo (E.N. 10 entre Vila Franca de Xira e Porto Alto) em Lezíria Norte e Lezíria Sul. A Lezíria Norte é constituída por cerca de 1.300 hectares explorados indiretamente (rendeiros). Quanto à Lezíria Sul, ocupa perto de 5.000 hectares, dos quais cerca de 2600 ha estão arrendados e 2.200 ha são explorados diretamente pela Companhia das Lezírias, sendo quase 1900 ha para pastagens e cerca de 320 ha de arroz. O arroz cultiva-se igualmente nos Pauis de Magos, Belmonte e Lavouras, mas só este último, com uma área de 240 ha, é explorado diretamente. No total, a área destinada ao cultivo de arroz em solo da Companhia das Lezírias ronda os 1500 ha. No que diz respeito a exploração direta, a Companhia faz ainda, em Catapereiro, uma média de 250 ha de milho (sob pivot), 140 ha de vinha e 70 de olival, e 3050 ha de prados permanentes bio diversos, na Charneca. A Charneca do Infantado e os Pauis perfazem uma área de cerca de 11.500 hectares. A Companhia das Lezírias passou por várias transformações ao longo da sua existência, sendo nacionalizada em 1975 e tendo passado, em 1989, a Sociedade Anónima de capitais exclusivamente públicos. Desde 1997, a Companhia das Lezírias vem consolidando a sua situação, quer sob o ponto de vista tecnológico, quer financeiro, baseada numa filosofia de desenvolvimento sustentado.”

Como informação complementar, a partir do dia 2 de Agosto de 2013, a Companhia das Lezírias passou a gerir a Coudelaria de Alter e a Coudelaria Nacional.

Às 13H30, chegámos ao restaurante “O Lagar”, para almoçar em regime de buffet.

Às 17H00 assistimos à nova versão da peça "Amália - o Musical", de Filipe la Feria no Teatro Politeama. “Amália - o Musical” foi uma das últimas vontades de Amália Rodrigues que em 1998 manifestou o desejo de ver a sua vida num grande musical. Em 1999 o musical subiu a cena no Casino do Funchal tornando-se no maior sucesso de sempre a nível nacional e internacional do espetáculo em Portugal que, só em Paris teve cinquenta mil espectadores na sua apresentação no Zenith, percorrendo todas as capitais francesas e suíças e ultrapassando todos os recordes de audiências. “Amália - o Musical” é uma nova versão reúne os mais significativos nomes do Fado e do Teatro Português como Alexandra, Liana, Carlos Quintas, Tiago Diogo à frente de um elenco de mais de 50 fadistas, atores, bailarinos e músicos.

O final do espetáculo foi por volta das 19H30.

Fizemos um breve lanche nos bares/restaurantes junto ao Politeama. Saímos de Lisboa pelas 19H45 de regresso a Tavarede, onde chegámos pelas 22H15.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

FELIZ ANIVERSÁRIO COMPANHEIRA DE VIDA

O teu aniversário MIRITA aconteceu já no dia 17 de Fevereiro, sexta-feira.


Começou com uma fotografia tirada no talho do senhor Daniel, pelo António Flórido, que muito simpaticamente me enviou e aqui a publico.


Chegou o dia do teu aniversário no calendário,
Mas essa data está marcada no meu diário.
Poderia ter sido afinal mais um dia,
Mas a minha presença tornou-o em alegria
Tiveste aquele brilho de juventude
Aquele sorriso que gozaste em plenitude
Mas foi um dia especial, sou eu quem te diz,
Foi um dia que te deu o direito de seres feliz.
E aqui continuo sem qualquer dúvida
Para te ajudar abraçar mais este ano na tua vida.



Fazer aniversário:
É apagar a nossa vela na esperança,
dos sonhos continuarem serem os de criança;
É deixar a nossa estrela continuar a brilhar,
na esperança dela nunca se acabar;
É brincar de modo diferente
como se a idade não passasse com a gente;
É saber sorrir com a certeza
de podermos ser felizes com a incerteza;
É reconhecer os amigos que o são
pelo bem que fazem ao nosso coração;
É reconhecer que a vida que se viveu
não está esquecida e que nunca se perdeu;
É reviver aqueles nossos entes queridos
que estão ausentes mas não esquecidos;
É valorizar o nosso tempo de menino
e tornarmos a vida como nosso destino;
É sabermos que só nascemos uma vez
e percebermos que o amanhã será um talvez…

A felicidade está nos pequenos detalhes.
Vamos procurar ser felizes!

É o meu desejo para todos os dias do ano.

Feliz Aniversário!

Mas a comemoração do teu aniversário prolongou-se ainda até domingo, 19 de Fevereiro, onde estivemos a conviver num almoço, com alguns familiares que nos deram o prazer de acompanhar, na Casa das Enguias “O Grazina”.





domingo, 15 de janeiro de 2017

Passeio-Almoço de Chanfana de Javali

Moinho de Almoxarife
14 de Janeiro de 2017

Pelas 13H00 chegamos à estação da Fontela para apanharmos o comboio que nos levou até à estação de B-Lares.
O grupo: Madalena e Vitor Azenha, Isabel e Rui Monteiro, Zé Manel e Mirita, optou por fazer deste almoço, também um passeio mais ecológico e saudável pelos campos do Mondego.


Assim na direção da localidade de Moinho de Almoxarife, que pertence à freguesia de Samuel, concelho de Soure, passamos pela planície ribeirinha, uma zona húmida onde podemos apreciar uma diversidade biológica, constituída por um património natural, cultural e paisagístico único.
O passeio estava agradável mas num instante o restaurante “O Pescador” já ali estava à nossa vista e o almoço também.
A sala do restaurante já se encontrava cheia, apenas a nossa mesa se encontrava à nossa espera. Sentámo-nos. Uns aperitivos muito simples já se encontravam na mesa: azeitonas e queijo aos cubos temperados (ótimos).
Chega entretanto outra entrada: enguias fritas, acompanhadas por fatias de broa fritas e um patê especial. Estavam uma delícia, de chorar por mais.
Chegou entretanto um tacho com uma dose de caldeirada de enguias para um de nós que não aprecia pratos de carne.
Mas o melhor ainda estava para vir.
O prato culpado por nós estarmos naquele restaurante chegou finalmente: Chanfana de Javali.


Era o que faltava para um almoço excelente. Divinal.
Acabámos com as sobremesas, cafés e digestivos.
O almoço foi demorado. Saboreámos a nossa comida. Cavaqueámos num convívio salutar, cheio de amizade e descontração.
Agora só nos restava passar melhor possível o tempo pois só tínhamos comboio de regresso à Figueira da Foz às 18H00.
Saímos do restaurante e o percurso até à estação do caminho-de-ferro de B-Lares, foi feito novamente por aquela planície, que constitui um ecossistema, cheio de recursos variados como as plantas e os animais, a água, a energia, os inertes e os valores paisagísticos.

Estas zonas húmidas são constituídas por pântanos, charcos, água natural estagnada e corrente, a qual é influenciada pelas marés.
Passamos por canais formados por estas águas que albergam algumas espécies de flora e fauna. Estes são locais muito importantes para a reprodução, maternidade, crescimento e desenvolvimento grandes variedades de espécies animais.
No nosso passeio pudemos contemplar à superfície as águas daqueles canais, uma grande agitação, que não deixava a ligeira corrente dessas águas fazer o seu percurso descansado.
Curiosos parámos para ver qual o motivo para tal agitação. A nossa curiosidade passou a espanto. Toda aquela turbulência na superfície da água era causada por milhares e milhares de pequenos peixes que se amontoavam e estorvavam uns aos outros. Impressionante.
Alguns habitantes do Moinho de Almoxarife também ali se encontravam, que nos disseram que se tratava de cardumes de carpas e tainhas.
Tiramos algumas (muitas) fotografias para perpetuar este nosso encontro com a vida que por ali se reproduzia em todo o seu esplendor.
É de fato importante a conservação destes locais, atualmente considerados prioritários para as funções e valores destas zonas húmidas.
O entardecer já se notava a avançar, o frio já se começava a notar e a hora do nosso meio de transporte também já se aproximava.
Chegou a hora das selfies!

Chegamos à estação onde tivemos de esperar ainda algum tempo, que foi utilizado para convivermos um pouco a conversar e a cantar.
Cerca das 18H30, chegámos à estação onde se encontravam os nossos automóveis.
Decidimos entretanto acabar a tarde com um lanche no Snack Zé dos Leitões, em Buarcos, onde como se calcula foi na base de leitão.

A noite já decorria a algum tempo e com algum frio.
Regressamos às nossas casas, com a certeza que foi um dia bem passado.

Ainda a Passagem do Ano

31 de Dezembro de 2016
01 de Janeiro de 2017

A passagem de ano na Figueira da Foz aconteceu com alguma animação e algumas atividades. Foi à meia-noite que aconteceu o espetáculo piromusical que iluminou o céu da cidade.

Mas nós optámos por um fim de ano de 2016 e início do ano de 2017, mais calmo e principalmente com algum aconchego em relação às temperaturas baixas que se faziam sentir.




Eu, Zé Manel e a minha esposa Mirita tivemos a agradável companhia do casal Madalena e Vitor Azenha, no restaurante A Cantarinha, para fazer esta despedida do ano velho e também a receção ao novo ano.

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Como entradas, tivemos um Patê, Camarão, uma Entrada especial à Reveillon e um Flute de Champanhe para iniciar.
No prato de peixe a nossa escolha passou por uma Açorda de Marisco com Camarão Grelhado.

Quanto ao prato de carne optámos por uns Lombinhos à Terra e Mar.
As nossas escolhas das sobremesas saíram da lista de sobremesas da casa e Bolo-rei.
Para além do champanhe, iniciámos a noite com vinho verde “Muralhas” seguido de vinho branco alentejano “Sossego”.
A noite passou em alegre cavaqueira e grande alegria, numa sala cheia de gente bem-disposta.

A contagem decrescente para o último dia do ano e saudação para a receção ao primeiro dia do novo ano, aconteceu também com a agradável presença do proprietário do restaurante, senhor Vitor, que brindou juntamente connosco a um bom ano de 2017.
Alguns excessos que acontecem um pouco por todo lado, também a nós não foram estranhos.

FELIZ ANO NOVO

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

PASSEIO VERDE AO PIÓDÃO

11, 12 e 13 de Dezembro de 2016

Distância de Figueira da Foz ao Piódão de carro: 130,068 km; Tempo de condução: 01H48; Velocidade média (de carro): 77.9km.
No passado dia 11 de Dezembro, o nosso grupo Musketeiros”, deixou-se levar pelo encanto das paisagens verdejantes da zona centro. O nosso grupo aproveitou para conhecer Arganil, passear pela Cascata da Fraga da Pena, Mata da Maragaça, Chãs d’Égua e Piódão. Foram três dias que nos tornaram mais enriquecidos pelo contacto com o Património Ambiental, Natural, Arqueológico e Cultural do concelho de Arganil!

Dia 11 - Início do Passeio
Saímos de Tavarede às 09H00 passámos por Montemor-o-Velho, Tentúgal, Eiras, Penacova, São Pedro de Alva, Carapinha e chegamos a Coja onde parámos para uma visita.
Coja é uma bonita aldeia do Centro do País, pertencente ao concelho de Arganil, e banhada pelo cristalino Rio Alva. Esta povoação tem origens remotas, com vestígios de ocupações Romanas e Muçulmanas. Existiu um Castelo anterior à nacionalidade, entre o Rio Alva e a foz da Ribeira da Mata, destruído durante a reconquista Cristã.
Chegámos a meio da manhã a Coja e fizemos uma pausa para aconchegar os estômagos e visitarmos alguns dos sítios mais emblemáticos.
Coja tem um Património que vale a pena conhecer, como a Igreja Matriz de São Miguel, as Capelas de Santo António, do Senhor do Sepulcro, de Nossa Senhora da Ribeira e da Casa do Prior Costa, o Pelourinho em estilo Manuelino ou mesmo a Senhorial Casa da Praça do século XVIII.
A povoação está envolvida por belos cenários bucólicos, com especial relevo da Praia Fluvial. Coja está junto à confluência da Ribeira da Mata com o Rio Alva. No aspeto paisagístico, evidenciam-se os açudes do Rio Alva, com particular destaque para o existente, junto ao Parque de Campismo, que pelas suas características naturais permite a localização da praia fluvial, zona fluvial que reúne condições para a prática da atividade balnear. É constituída por um açude que criou na parte inferior, um “espelho de água”, e cujas margens são constituídas por um areal que permite a permanência de banhistas junto à água.
A antiga ponte sobre o Alva contém um importante acontecimento para Coja. Em 1811, o arco da direita foi cortado, não deixando que as tropas francesas vindas de Mouronho passassem o rio fazendo o mesmo em Coja. Os franceses como não sabiam deste facto, iam sendo alvejados da casa Dr. Alberto Vale, caindo assim ao rio. Para assinalar este facto, na reconstrução da ponte ocorrida no ano de 1833, foi colocada uma lápide em granito na sua cortina com gravação dos acontecimentos e respectivas datas.

Em seguida seguimos até à vila de Avô, considerada uma das vilas mais bonitas do país, onde fizemos uma visita muito interessante, que nos agradou bastante, pela visita aos monumentos históricos, assim como à paisagem verdejante circundante.
Avô é uma bonita vila banhada pelo Rio Alva e pela ribeira de Pomares que aqui tem a sua foz, no Pego do Avô, um pitoresco lago com uma ilhota no meio. A vila de Avô tem origens bem antigas, tendo sido habitada por Romanos que aqui procuravam minérios de chumbo e ouro, tendo sido estes os fundadores do Castelo, hoje em ruínas. Avô também foi povoada pelos Mouros e reconquistada pelo 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que mandou reedificar o Castelo, que inclui as ruínas da Ermida de São Miguel situada no âmbito do Castelo. Classificado como imóvel de interesse público em 1963.
Para além das ruínas do antigo Castelo, Avô possui outros monumentos dignos de interesse: Pelourinho de Avô: Situado junto ao Largo dos Combatentes da Grande Guerra, trata-se de uma peça do Séc. XVI de estilo Manuelino, pertence ao grupo de pelourinhos classificados como sendo do tipo pinha; Ponte de um só arco do período de D. Dinis construída sobre o rio Alva. Construção datada do Séc. XIV; Igreja Matriz: Orago de N. Senhora da Anunciação. Segundo a tradição foi mandada construir por D. Afonso Henriques (1164). Sofreu várias transformações, sendo o edifício atual do Séc. XVIII. Contém obras de talha dourada destacando-se o retábulo do altar-mor (barroco).



Após um contemplativo passeio por esta vila, partimos na direção da Aldeia das Dez. Pelo caminho passámos pela Ponte das Três Entradas, localidade assim chamada efetivamente por ter uma ponte com três entradas, em formato de “Ypsilon” quiçá única no mundo, liga três freguesias, Santa Ovaia, São Sebastião da Feira e Aldeia das Dez. Na Ponte das Três Entradas, local onde o Rio Alvôco desagua no Alva, subimos entre panoramas de sonho até Aldeia das Dez onde toda a freguesia é um constante miradouro. A partir daqui podemos percorrer o Vale do rio Alva.
Entretanto pelo caminho encontrámos o Restaurante Varandas Verdes, onde parámos para o nosso almoço, que consistiu de: Cozido à Portuguesa e Cabrito Assado; sobremesas: tigelada, pudim de laranja e requeijão com doce de abóbora; tudo regado com vinho da região do Douro.

Um belo e apetitoso repasto que nos preparou para enfrentar a tarde que nos desafiava ainda a visitar alguns locais.
Seguimos para a Aldeia das Dez, também conhecida como Aldeia das Flores, pela tradição dos aldeões decorarem as suas ruas com lindas e coloridas flores.

A Aldeia das Dez é também rica em património oral, como podemos constatar pela Lenda da Aldeia das Dez, que tem origem na Reconquista da península Ibérica e está ligada à designação atual da Aldeia das Dez, uma freguesia portuguesa do concelho de Oliveira do Hospital. Segundo a lenda, durante a Reconquista cristã dez mulheres terão encontrado um tesouro numa caverna situada na encosta do Monte do Colcurinho. De acordo com a tradição oral e alguns documentos que sobreviveram, esse tesouro possuía um valor que ultrapassa o material. Estas mulheres ter-se-ão apercebido da sua importância e, num pacto que persiste até hoje, terão separado entre elas as peças que o compunham e passando-as de geração em geração - mantendo até hoje por desvendar o segredo que encerram. Da composição deste segredo pouco se sabe com exatidão. Quanto ao tesouro, crê-se que dele façam parte moedas Antonini com inscrições cifradas - sendo que uma destas encontrar-se-á cravada na moldura de um quadro que narra esta lenda. Deste quadro pouco mais se sabe, além de ter ressurgido em meados do século XX num antiquário de Oliveira do Hospital, para novamente desaparecer. Terá sido pintado por uma das descendentes das dez mulheres e crê-se que retratando a lenda poderá oferecer uma chave para o seu segredo.
A Aldeia das Dez, sobranceira ao rio Alvôco, parece um miradouro com vista privilegiada para as serras envolventes. Ficamos conquistados. Esta aldeia está construída em grande percentagem por granito e detém um valioso património construído, donde se destaca a Igreja Matriz, que infelizmente estava fechada.
Mas uma senhora residente ali em frente à Igreja, aconselhou-nos a bater numa das portas laterais, pois estava no seu interior um senhor a montar o presépio. Assim fizemos e tivemos sorte pois fomos autorizados a fazer a visita, deparámos com umas imagens e uma maravilhosa talha dourada. Quando já vínhamos a descer a colina encontramos uma outra senhora, muito simpática, moradora ali perto, ávida por conversar. Esta senhora que tem 95 anos, acompanhou-nos até ao fim da descida, sempre a contar histórias pessoais e da aldeia. Foi um encontro muito simpático, tal como a dita idosa.

O povoamento de Aldeia das Dez remonta à época pré-romana. Vestígios desse passado glorioso são ainda possíveis de observar nas ruínas de um castro luso-romano. Quando em 1543 foi criada, a freguesia abrangia não só a área que presentemente tem, mas ainda a do Piódão, hoje integrada no circuito das aldeias históricas. A freguesia desta última povoação foi desanexada em 1676. A freguesia de Aldeia das Dez, desde a sua criação teve vida autónoma até 1594; porém, a partir desta data, foi anexada à da Santa Maria de Avô, até que, em 1602 ou 1603 adquiriu de novo a sua autonomia, situação que se tem mantido até hoje. Até 1899, ano em que foi concluída a estrada municipal que a liga à Ponte das Três Entradas, Aldeia das Dez era uma povoação que vivia quase isolada, situação que, felizmente, hoje não se verifica.
Património: Capela de Santa Maria Madalena: construída em estilo Neoclássico com cantarias de desenvoltura barroca (cunhais, cimalhas e vãos) no Séc. XIX (1819); Capela de Nossa Senhora das Necessidades: situada no Monte Colcurinho a cerca de 14 Km de Aldeia das Dez. Neste monte, a 1244 metros de altitude, pode «tocar o céu» e observar panoramas infinitos e as encostas xistosas da Serra do Açor. Esta capela encontra-se ligada a uma lenda, que se conta assim: Certo dia, há muitos séculos, uns pastoritos de Vale de Maceira conduzidos por meia dúzia de ovelhas foram subindo até atingirem o cimo da serra e aí encontraram uma imagem de Nossa Senhora que logo trouxeram para o povoado mais próximo que era o Vale de Maceira. Só que no dia seguinte a imagem já não estava no local onde tinha sido colocada, a mesma tinha desaparecido sendo de novo encontrada no mesmo local onde os pastores a tinham anteriormente encontrado. Isto repetiu-se por mais duas ou três vezes o que levou o povo a deduzir que Nossa Senhora queria ser venerada lá no monte. Como tal decidiram construir uma pequena capela  e mais tarde foi feita uma maior, que há alguns anos atrás foi devorada por um violento incêndio, sendo depois reconstruída pela Irmandade de Nossa das Preces com as ajudas dos crentes da região e de algumas terras distantes. Hoje a atual capela dedicada a Nossa Senhora das Necessidades é visitada anualmente por largas centenas de crentes.

Da Aldeia das Dez continuámos até ao deslumbrante e acolhedor Vale de Maceira onde se situa o Santuário de Nossa Senhora da Preces, sendo o mais belo santuário mariano das beiras! Situado em Vale de Maceira a cerca de 800 metros de altitude oferece uma magnífica panorâmica da região. Segundo a história, o santuário nasce no Vale de Maceira pelo difícil acesso ao Monte do Colcurinho, pois era feito por caminhos de cabras, nem caminhos florestais havia na época. Então o povo deitou mãos à obra e construiu uma capela pequena que se pensa ser hoje onde está o altar da Senhora da Boa Morte na atual igreja.
O Santuário fundado no século XVIII foi enriquecido com fontes e lagos é composto por uma escadaria monumental de estilo barroco, uma Igreja dedicada a Nossa Senhora e uma Via Sacra com onze capelas dedicadas à Paixão de Cristo, decoradas com figuras de madeira em tamanho natural do século XIX e ainda pela capela de Santa Eufémia e a capela de Nossa Senhora das Necessidades que está situada no Monte Colcurinho a cerca de 14 Km de Aldeia das Dez.

Continuámos o nosso caminho, percorremos a Serra do Açor, e encantamo-nos pelo aspeto majestoso e puro da paisagem. Estávamos cheios de espectativa e impacientes para vislumbrar o Piódão que teimava em permanecer escondido. Parámos num dos muitos miradouros existentes para ler numa pedra retangular: “Com o protesto do corpo doente pelos safanões tormentosos da longa caminhada, vim aqui despedir-me do Portugal primevo. Já o diz das outras imagens da sua configuração adulta. Faltava-me esta do ovo embrionário. Miguel Torga”
De repente avista-se lá em baixo o deslumbramento duma arquitetura harmoniosa que se adapta em redor daqueles socalcos inóspitos: o Piódão.
Piódão, é uma das aldeias mais belas de Portugal, com origem na Idade Média, esta aldeia história está classificada como Imóvel de Interesse Público. Enquadrada pela Paisagem Protegida da Serra do Açor, o contraste entre o negro das casas de xisto e o branco da sua Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é uma das caraterísticas mais marcantes da aldeia.
Era já lusco-fusco e as luzes da Aldeia já estavam acesas.
Dirigimo-nos para o Hotel Inatel Piodão, que se situa na Serra do Açor, na belíssima, sossegada e isolada localidade histórica de Piódão. Esta unidade Hoteleira de 4 estrelas, construída em xisto, situada na bela e ainda bastante isolada Aldeia Histórica do Piódão. Para os que procuram a aventura, esta Unidade constitui um bom ponto de partida para a descoberta da Serra. Dispõe de 27 quartos totalmente equipados e com várias opções de lazer e entretenimento ao seu dispor incluindo, bar/lounge, restaurante, piscina coberta aquecida, sauna, jacuzzi, ginásio, sala de jogos eletrónicos/de mesa, sala de reuniões e wi-fi. Parque de estacionamento privativo.
Fizemos o chek-in, marcamos o jantar e fomos tomar conta do quarto. Como ainda era cedo estivemos a pôr a conversa em dia num dos salões.

Antes do jantar os homens equiparam-se para um mergulho na piscina coberta aquecida.
Foi um momento de lazer, onde relaxamos do dia cansativo que tivemos de percorrer e visitar.
Depois de jantar estivemos mais algum tempo a conviver e a preparar o itinerário do dia seguinte.

Dia 12 - O Passeio continua
O acordar no Piódão, foi lá pelas 08H00 e pelas 09H00 tomámos o pequeno-almoço. A saída foi pelas 10H00 para uma visita à Aldeia do Piódão.
Estávamos em plena Serra do Açor que faz parte da Cordilheira Central, de que fazem parte a Serra da Lousã, Açor e Serra da Estrela. Tem vários pontos de grande elevação, de que se destacam, O Monte do Colcurinho (1242 m de altitude), o Alto de S. Pedro (1341 m), no Alto Ceira, o Cabeço do Gondufo (1342 m de altitude) perto deste cabeço a 1118 m de altitude, nasce o rio Ceira, temos ainda o Pico de Cebola (com 1418 m), ponto mais alto da Serra do Açor, locais que são zonas de grande beleza e pontos de interesse turístico.
A Aldeia Histórica do Piódão é sem dúvida uma das mais bonitas aldeias de Portugal. A aldeia de Piódão, situa-se numa encosta da Serra do Açor. As habitações possuem as tradicionais paredes de xisto, teto coberto com lajes e portas e janelas de madeira pintadas de azul.
O azul que pinta as portas e janelas é outro dos mistérios ainda por resolver. Ninguém sabe ao certo a razão. São várias as explicações, mas a mais conhecida prende-se com o isolamento da aldeia e com a chegada de uma lata de tinta azul. Não havendo escolha, o azul impôs-se e é atualmente parte integrante do conjunto arquitetónico da aldeia do Piódão. O aspeto que a luz artificial lhe confere, durante a noite, conjugado pela disposição das casas, fez com que recebesse a denominação de “Aldeia Presépio”.





Os habitantes dedicam-se à agricultura, à criação de gado - ovelhas e cabras e em alguns casos à apicultura.

A visita à Aldeia foi logo iniciada mal chegámos, por ruelas que se vislumbram pelo meio das casas que se dispõem num traçado e uma disposição típica de montanha. Já perto do final do nosso passeio numa das ruelas que desemboca no largo da entrada encontramos o senhor Sebastião que se pôs à conversa connosco divagando por histórias antigas e pessoais. Destacamos os locais de interesse como a Igreja Matriz do séc. XVII, que não visitámos porque só abre por volta das 17H00 para o terço e o Núcleo Museológico, que visitámos e onde estão expostos os costumes, as tradições e o modo de vida destes locais.
Depois das visitas, tomámos um café na esplanada do “Solar dos Pachecos”, um café numa casa de xisto, situado perto de diversas lojas tradicionais que nos oferecem, para além do artesanato local, licores, mel, pão e outros artigos gastronómicos, no largo que serve de átrio da Aldeia.
Para aproveitar o máximo o tempo partimos ainda para uma visita à aldeia de Chãs d’Égua, que segundo a tradição popular, a origem do nome deve-se ao facto de, aquando do povoamento romano serem criadas nas chãs, local rico em água e associado à exploração de minérios, éguas destinadas a serem atreladas nos carros de desporto e combate.
Devido ao declive da aldeia, foi necessário conquistar terreno à encosta, para o cultivo, que são ligados por escadarias em xisto.
Cinco dezenas de pinturas rupestres do Neolítico e da Idade do Bronze foram descobertas na zona da aldeia de Chãs d’Égua. Ali existe um Centro Interpretativo de Arte Rupestre, onde se podem apreciar 100 rochas gravadas descobertas, as mais antigas com 4.500 a 5.000 anos. Infelizmente não nos foi possível visitar este local por se encontrar encerrado.

Voltamos novamente para a Aldeia do Piódão onde decidimos almoçar.
Escolhemos o Restaurante “Piódão XXI”, situado na encosta de uma colina, mesmo à entrada da Aldeia, com vista panorâmica sobre o verde, para onde se abrem paredes envidraçadas, nasceu este restaurante entre o clássico e o moderno, entre o sóbrio e o informal.
Cosmopolita e arrojado, oscila entre paredes de pedra, teto em madeira e uma lareira de xisto. Colorido a vermelho tinto, vive de uma atmosfera de requinte e dedica-se à gastronomia tradicional. O nosso menu foi constituído de: Bucho Serrano e Bacalhau assado no forno. Estava ótimo o repasto.



Iniciámos o nosso almoço já um pouco tarde e como demorámos algum tempo desde que encomendámos o comer até o degustarmos já saímos deste local um pouco tarde para podermos visitar outro local.
Optamos por dar mais uma volta ali pelo Piódão e depois voltarmos ao Hotel INATEL, onde descansámos e darmos um mergulho na piscina antes do jantar.
Depois do jantar e antes de recolhermos aos quartos, estivemos no salão de convívio a conversar e a planificar as visitas do dia seguinte.

Dia 13 - Fim do Passeio
Novamente despertámos pelas 08H00, para tomarmos o pequeno-almoço às 09H00. Chegou a altura de arrumarmos as malas e fazermos chek-out. Saímos do Hotel pelas 10H00, para o regresso a casa.
Pelo caminho ainda visitámos alguns locais cheios de beleza natural. Seguimos então até à Fraga da Pena que se localiza nas proximidades da aldeia de Benfeita, Arganil.


É em plena Mata da Margaraça, é uma pequena mancha florestal inserida na Área Protegida da Serra do Açor, que se esconde a Fraga da Pena, um local privilegiado de encontro com a natureza.
Um cenário idílico onde a água abre caminho por entre a vegetação e a superfície xistosa, e se despenha numa majestosa cascata com mais de 20 metros.
Uma extraordinária maravilha natural que permanece intocável pelo Homem e onde impera uma impressionante serenidade apenas interrompida pelo som da água e do chilrear dos pássaros. Originadas por um acidente geológico, as quedas de água que se escondem por entre aquele conjunto florístico de elevado interesse, constituem um recanto paradisíaco que se destaca pela sua autenticidade e frescura. Nas suas margens existem alguns antigos exemplares de carvalho-alvarinho Quercus robur e de castanheiro Castanea sativa, para além do medronheiro Arbutus unedo, do trovisco Daphne gnidium e dos adernos Phillyrea latifolia e P. angustifolia.
Após caminharmos por entre caminhos de mata e pinhal, e depois de uma descida íngreme em degraus esculpidos na terra, chegámos à majestosa Fraga da Pena, envolvida por uma paisagem luxuriante. Aqui as nossas máquinas fotográficas eternizam o local em quadros de rara beleza. Por ali existem vários caminhos que serpenteiam em redor e permitem observá-la de vários ângulos.

Após terminarmos esta ótima e inesquecível visita, continuamos o nosso caminho de carro então na direção de Arganil, próxima paragem onde aproveitámos para almoçar.
Escolhemos o restaurante “A Grelha”, onde escolhemos os seguintes pratos: Rojões à beira Serra, Ossada à serrana, Chocos grelhados.

O restaurante é simples, a comida é tipo caseiro, muito boa e bem confecionada. O espaço é agradável e simpático.
Bom atendimento.

Após o almoço demos uma volta pela vila Arganil.
“Os vestígios mais antigos da história do concelho de Arganil situam-se na Lomba do Canho e Dólmen dos Moinhos de Vento, bem perto da vila de Arganil. Pela cronologia da sua construção e ocupação, centrada nos segundo e terceiro quartéis do século I a.C., bem antes da criação da província da Lusitânia, a instalação militar corresponde a uma fase de apropriação do território pelos romanos. A vila de Arganil já existia no começo da monarquia lusitana, pois no ano de 1160 da era de César foi ela doada à Sé de Coimbra pela rainha D. Tereza, mãe de D. Afonso Henriques existindo já no seu termo o Mosteiro de S. Pedro de Folques.” A Sé de Coimbra possuía o senhorio de Arganil. Em 1114 o Bispo D. Gonçalo deu o primeiro Foral aos seus habitantes. O Foral Manuelino atribuído a Arganil é um códice em pergaminho, outorgado por D. MANUEL I, em 1514.”

Terminado o almoço fizemos um breve passeio a pé pelas ruas calmas, onde visitamos alguns dos locais mais conhecidos como uma das Igrejas existentes e o Pelourinho.
Entretanto a tarde estava a avançar e era a hora de partir e fazermos o nosso caminho de volta às nossas casas, em Tavarede.
Chegámos à nossa Vila às 17H00, o que coincidiu com a abertura das luzes da Árvore de Natal da Freguesia, construída em material reciclado (pacotes de leite e garrafas de água), em cuja montagem tive o prazer de participar.
Chegámos!
Fizemos a despedida com todos bem-dispostos e sem vontade de nos separarmos.
O passeio foi espetacular e adorei pessoalmente as curvas! (até parece)
O nosso grupo “Muskiteiros” mais uma vez foi excelente.
Agradecemos a companhia e esperamos que o próximo passeio seja num futuro muito próximo.
Até breve!