quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Passeio ao Mágico Monte da Lua


19, 20 e 21 de Setembro de 2017

DIA 19 - terça
08H00 - Saída de Tavarede na direção de Sintra cuja distância é de 207 km, incluindo 200 km na autoestrada, pela A8.
O condutor que conduziu este 1º dia de viagem fui eu, Zé Manel, ainda não muito desperto, mas seguro. Os outros companheiros de viagem para além da minha esposa Mirita, foram como tem sido hábito os casais Rui e Isabel e Vítor Azenha e Madalena.
Paramos na área de serviço de Óbidos, para um rápido pequeno-almoço e…

Chegamos ao Hotel Ibis Lisboa Sintra - Mem Martins, para acomodação, por volta das 12H00. O Ibis Lisboa Sintra situa-se a 10 minutos de carro de Sintra e localiza-se mesmo à saída da IC19 e providencia fácil acesso a Lisboa e a Sintra.
Depois de tomarmos conta dos nossos quartos fomos degustar um delicioso almoço no Restaurante Típico - O Trilho, situado na Abrunheira que é reconhecido como uma referência regional no setor, pautado por um serviço de qualidade.
A nosso pedido iniciámos o nosso almoço com algumas entradas: cogumelos fritos à moda da casa, salgadinhos, queijos frescos e presunto com melão. Como já conhecíamos este local de visita anterior, foi-nos mais fácil escolher de entre as muitas especialidades descritas no seu cardápio: Grelhada Ibérica: Javali, Lombinhos Pata Negra, Secretos e Plumas e Grelhada Mista do Mar: Garoupa, Tamboril, Lulas e Camarão… e vinho!



Estava tudo uma delícia. Este é um espaço gastronómico soberbo. A qualidade da comida é excelente. A ementa é muito variada no que respeita ao número de pratos e também à diversidade, que vai desde a típica até à exótica. O serviço é excecional, simpatia, profissionalismo e qualidade de serviço. Os empregados são muito atenciosos. Tem um parque de estacionamento privativo enorme. Já cá estivemos, voltaremos sempre que passarmos por estas paragens e aconselhamos.

Depois do almoço fomos até à vila de Sintra com uma paisagem verde e ponteada aqui e ali por majestosos monumentos. Sintra é um lugar mágico. Sintra, com a sua imponente serra salpicada de palácios, igrejas e quintas senhoriais, constituí um local privilegiado por excelência, de inegável beleza e interesse cultural e natural. Em 1995 foi classificada de Património Mundial, na categoria de Paisagem Cultural, pela UNESCO.

Esta tarde decidimos visitar o Palácio e Parque de Monserrate que dista 4 quilómetros do centro histórico de Sintra, na freguesia de São Martinho. Iniciamos esta visita pelas diferentes áreas do Parque, onde tivemos a oportunidade de observar algumas das mais de 3.000 espécies exóticas. Passamos por diversos jardins de caminhos sinuosos onde apreciamos algumas espécies espontâneas da região como os medronheiros, os azevinhos e os sobreiros, em simbiose perfeita com araucárias, palmeiras, fetos de Austrália e Nova Zelândia, agaves e yuccas. Neste passeio através da botânica também podemos apreciar camélias, azáleas, rododendros e bambus. É de salientar que a grande maioria das espécies estão referenciadas e existe placas de identificação. Caminhar no Parque de Monserrate é sentimo-nos envolvidos por uma mística romântica, tal como dizem os escritos sobre este local. O Estado adquiriu a propriedade e o Palácio em 1949. O Parque e Palácio de Monserrate foram classificados como Imóvel de Interesse Público em 1975, integrando-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995.

Fizemos questão de fazer o percurso recomendado pelo roteiro de visita, logo à entrada do Parque apreciamos a Quimera, uma escultura duma criatura mitológica que introduz a ideia de fantástico e entrando pelos portões do jardim encontramos: o Arco de Vathek em pedra atribuído a William Beckford, cuja designação remete para o nome do personagem principal do seu famoso romance, Vathek; a Cascata de Beckford é artificial e é atribuída a William Beckford;
o Hippocrene é um lago com o nome de uma fonte lendária da Grécia Antiga; o Vale dos Fetos é constituído por uma notável coleção de Fetos-arbóreos disposta num vale com singulares condições climáticas; a Capela é uma falsa ruína da autoria de Francis Cook criada a partir da capela edificada por Gerard de Visme em substituição da antiga capela de Nossa Senhora de Monserrate. Engolida pela vegetação, a ruína é já indissociável da Árvore-da-borracha-australiana;

o Jardim do Japão que tem uma coleção de plantas asiáticas da qual se destacam os Bambus e as Camélias; o Jardim do México é a zona mais quente e seca de Monserrate graças ao desvio da linha de água para a encosta. Reúne coleções de plantas de climas quentes: Palmeiras, Yuccas, Nolinas, Agaves e Cicas;

o Roseiral que possui uma coleção de variedades históricas de roseiras dispostas no vale. Inaugurado em 2011, após restauro integral, por Sua Alteza Real o Príncipe de Gales e a Duquesa da Cornualha. Não posso deixar de salientar que o roseiral foi uma deceção visto estar um matagal. Imaginamos ser uma altura do ano onde se faz as podas das mesmas por isso o seu estado caótico;
o Relvado é o primeiro relvado plantado em Portugal, apresentando uma extensão notável e uma superfície de dupla curvatura singular que exigiu um criativo sistema de rega; o Terraço do Palácio é constituído por um Pórtico sobre o relvado.
Interrompemos aqui o nosso percurso pelo Parque para visitarmos o Palácio de Monserrate, um exemplar do Romantismo português, que foi a residência de Verão da família Cook, foi construído sobre as ruínas da mansão neogótica edificada pelo comerciante inglês Gerard De Visme, o responsável pelo primeiro palácio de Monserrate. William Beckford alugou a propriedade em 1793, realizando obras no palácio, começando a criar um jardim paisagístico. O Palácio de Monserrate foi visitado por Lord Byron poeta anglo-escocês e figura grada do Movimento Romântico. Visitou a quinta em 1809 e cantou a sua beleza no poema “Childe Harold’s Pilgrimage. O Palácio de Monserrate tem ainda uma breve aparição na minissérie de TV, “As Viagens de Gulliver”, de 1996.


A nossa visita ao Palácio de Monserrate teve início pelo Átrio Central cujo acesso é feito pelo Terraço do Ocidental, onde se encontra o Pórtico com uma vista privilegiada sobre o relvado e jardins históricos. 

Entramos para o Átrio principal localizado no centro do palácio e onde podemos apreciar a fonte de alabastro, a estátua e a cúpula, alguns elementos arquitetónicos e decorativos, como painéis indianos de alabastro. Podemos apreciar a Escadaria do torreão central onde se destacam os quatro painéis de alabastro vindos da Índia e a magnífica estrutura de pedra decorada com um padrão de folhas de hera. Depois na Galeria central que é um corredor de ligação entre as diversas salas e torres do palácio, constituído por uma sucessão de arcos. A seguir visitamos a Sala de Estar Indiana ou a Sala de Desenho, a Sala de Música que ocupa a torre norte do edifício, a Sala de Bilhar, uma sala dedicada em exclusivo ao jogo de bilhar inglês.
Passamos novamente pelo Átrio Central para em seguida entramos na Biblioteca em frente encontra-se a Sala de Jantar e por último entramos na Cozinha situada no piso inferior do palácio, possui uma série de compartimentos: garrafeira, despensas, armários embutidos e compartimento de frio e podemos apreciar um conjunto de panelas e medidas de cobre.
Novamente regressamos ao Átrio Central para vermos a Capela: onde se encontra a imagem em mármore branco de Santo António. Subimos então para o Piso superior, onde se encontravam os espaços mais íntimos do palácio: os quartos e os aposentos privados de Sir Francis Cook.

Fomos então para o Átrio sul com o teto em estuque trabalhado com motivos vegetalistas, simulando uma área coberta sob folhagem de carvalho. Foi por este acesso que acabamos a nossa fantástica visita a este palácio não menos fabuloso.




Já no exterior, encontramos a Fonte do Tritão, onde tiramos umas fotos para recordarmos no futuro este lugar maravilhoso.

Recomeçamos a nossa viagem pelo Parque passando agora pelo Escadório, uma escadaria de acesso ao caminho perfumado ladeado por pérgulas ornamentadas por Glicínias e Jasmim, flores de intenso e agradável aroma;
continuamos o caminho e pelo lado esquerdo podemos apreciar o Arco indiano, um arco ornamental indiano adquirido por Sir Francis Cook a Charles Canning, Governador-Geral da Índia, após a Revolta dos Sipaios em 1857. O arvoredo começou novamente a tomar conta da paisagem e a Casa de Pedra, edifício hoje sede da Parques de Sintra-Monte da Lua, surgiu-nos pela frente.
Acabada a visita e antes de sairmos do Parque, retemperamos as nossas forças na casa de chá ali existente. Reiniciámos então o caminho contemplando ainda o Cromeleque, um falso cromeleque atribuído a William Beckford. Perto deste monumento ficamos maravilhados por mais um azevinho, entre muitos outros que fomos encontrando por todo o Parque. Assim chegamos ao fim desta visita que foi uma viagem por uma bela criação paisagística do Romantismo, em cenários contrastantes ao longo de caminhos sinuosos, por entre ruínas, recantos, lagoa e cascatas.

Saímos do Parque de Monserrate na direção da vila de Sintra. No caminho passamos pelo Palácio de Seteais. Tínhamos a intenção de visitar os seus sumptuosos jardins. Mais uma vez as nossas intenções saíram goradas pois um casamento se estava a realizar naquele lugar e não houve permissão para a visita.

Já a tarde estava muito perto do fim. O sol estava quase a deixar-nos. Era a altura de decidirmos onde iríamos jantar. Pensamos regressar à Abrunheira, local onde almoçámos. Procuramos onde fazer o repasto e não encontramos. Decidimos repetir o local do almoço, o restaurante O Trilho.

No fim do jantar regressamos ao Hotel Ibis para descansarmos este dia longo e cansativo, mas repleto de emoções e de coisas belas.

DIA 20 - quarta
Saímos do Hotel Íbis às 08H30, para o supermercado Jumbo para tomarmos o pequeno-almoço e preparar o nosso almoço que foi tipo pic-nic, nos Jardins da Condessa d’Edla. O nosso carro foi neste dia conduzido pelo amigo Vítor Azenha.
A nossa visita neste dia foi ao Chalet e Jardins da Condessa d’Edla localizado em pleno no Parque da Pena.
Obtivemos os nossos bilhetes dentro do horário Happy Hour e estavam incluídas as visitas ao Parque e Palácio da Pena.
Fizemos a nossa visita seguindo o Percurso recomendado. A visita começou com um passeio pelo Parque da Pena, no Vale dos Lagos, um local romântico e de beleza incontestável, fruto da criatividade de D. Fernando II, o rei artista que aqui residiu durante o Séc. XIX, compõe-se de seis lagos sucessivos, de diferente tamanhos.

Começamos por ver o primeiro lago à esquerda do Portão dos Lagos, seguido do Lago Maior, medindo 40 metros de largura e 150 metros de comprimento, contendo ao centro uma Ilha sob a forma de torre acastelada. O terceiro lago é muito bonito e é servido por uma cascata que desce daquele que se encontra imediatamente a seguir, e junto ao qual existe uma torre octogonal e ameada, rodeada por uma base também ela octogonal com oito portas. Junto a este lago podemos apreciar umas enormes pedras esverdeadas onde existe uma lápide onde sobressai em baixo relevo o rosto sereno de D. Fernando II. Segue-se o quinto lago chamado do Pesqueiro onde nadam imensas e fantásticas Carpas, espécie proveniente do Leste Europeu e da Ásia Ocidental. Finalmente o sexto e último lago em forma de V.
Continuamos o nosso passeio pelo lado esquerdo que nos permitiu observar o Vale dos Lagos e todo o espetacular arvoredo que o envolve. Deixamos o mundo aquático e entramos num labirinto florestal.
Neste parque podemos encontrar mais de quinhentas espécies arbóreas, caminhos serpenteantes, bancos de pedra bem como árvores e outras plantas provenientes dos quatro cantos do mundo.

Passamos pela Coelheira, um edifício ornamental inspirado no Chalet.
Seguindo o nosso caminho chegamos à Abegoaria - Cavalariças onde nos foi possível contemplar os cavalos treinados para o trabalho florestal de raça Ardennais, de origem belga, que respondem a comandos de voz monossilábicos e são conduzidos a uma só rédea. A Abegoaria é um edifício do século XIX restaurado após o incêndio em 1999 e tem várias funcionalidades para além de cavalariças.
O caminho levou-nos então a passar pelo Aviário, estrutura onde D. Fernando II tinha uma coleção de aves exóticas. Chegamos às Estufas, diversos edifícios destinados à aclimatação e multiplicação das espécies exóticas ornamentais introduzidas no jardim.

Perto das estufas encontramos o Jardim das Azáleas, que nesta altura do ano não se encontram floridas o que nos criou uma certa deceção.
Continuamos e deparamo-nos com a Ponte - Pérgola do Jardim dos fetos da Condessa, que é uma ponte rústica coberta por uma estrutura de sombra decorativa em madeira e é uma das entradas no Jardim da Condessa.
De um e do outro lado, em nosso redor, um deslumbramento de natureza verde, tudo era a Feteira da Condessa. Aqui encontra-se a primeira coleção de fetos de várias espécies, importados da Austrália e da Nova Zelândia. Destacam-se os Fetos-arbóreos que atingem dimensões notáveis.
Em seguida encontramos a Casa do Jardineiro que é um pequeno edifício de apoio ao jardim e decorado ao estilo do Chalet e que em dias de chuva funcionaria como abrigo. Vimos em seguida as Pedras do Chalet, um conjunto monumental de blocos de granito e é um importante elemento cénico do jardim. É valorizado por bancos e miradouros que permitem fruir de vistas para o jardim, o vale da Feteira, o Palácio da Pena e Chalet.
Estávamos já no final da manhã, mas ainda quisemos visitar antes do almoço o Chalet da Condessa d’ Edla, foi mandado construir por D. Fernando II, entre 1864 e 1869, no século XIX. Foi residência de Elise Hensler - Condessa d’Edla, uma cantora de opera suíço-americana, segunda mulher de D. Fernando II, e encontra-se rodeado por um jardim romântico, com espécies botânicas de todo o mundo.

O edifício foi inspirado nas construções das montanhas suíças, mas é revestido com cortiça portuguesa. O exterior parece ter um revestimento em madeira, mas é na realidade reboco pintado, à semelhança das casas americanas.





Após acabarmos a visita ao Chalet, estava na hora do almoço que como estava previsto foi em estilo pic-nic. Só faltava encontrar um lugar sossegado e com alguma possibilidade de nos sentarmos. Ali perto e por já tínhamos passado havia uns blocos de granito que conferiam de certo modo um cenário dramático ao Jardim.




Mas foi por ali com uma privilegiada vista para o vale da Feteira da Condessa que o nosso almoço se realizou.

Findo o repasto e já reconfortados o nosso passeio direcionou-se para o Palácio da Pena.
Estávamos em pleno Parque da Pena, num ambiente de rara beleza e importância científica, um projeto paisagístico integrando diversos jardins históricos. Foi para um destes jardins que voltamos, o Vale dos Lagos, para deste local iniciarmos a escalada serra a cima para a visita ao Palácio.
Encontramos um abrigo para a Conservação da Vaca-Loura (escaravelho) e depois a Fonte dos Passarinhos, uma construção de influência árabe, erigida em 1853 e construída numa base octogonal, encimada por uma cúpula esférica. É realçada por uma inscrição em árabe no exterior da cúpula, que alude à grandiosidade da obra de D. Fernando II, comparando-a à de D. Manuel I, impulsionador da construção da Capela de Nª Senhora da Pena no séc. XVI. Passamos em seguida pelo Jardim do Lago da Concha, pela Capela Manuelina, pelo Tanque dos Sete Pinheiros, caminhando sempre por entre o parque vendo-se de vez enquanto o Castelo Nacional da Pena entre os troncos das árvores.
Mas finalmente lá apareceu a entrada do Palácio Nacional da Pena onde na fachada principal se destacava, o Tritão, alegoria da Criação do Mundo (figura meio homem meio peixe), decorada com Azulejos em padrão geométrico mourisco utilizado também na Fonte dos Passarinhos.

Iniciámos a visita subindo a íngreme rampa que o Barão de Eschwege construiu para se aceder à edificação acastelada.
Não quero deixar de salientar as centenas de visitantes que ali se encontravam para visitar este monumento.
O Palácio é constituído por duas alas: o antigo convento manuelino da Ordem de São Jerónimo e a ala edificada no século XIX por D. Fernando II. Estas alas estão rodeadas por uma terceira estrutura arquitetónica, em que se fantasia um imaginário castelo de caminhos de ronda com merlões e ameias, torres de vigia, um túnel de acesso e até uma ponte levadiça. Em 1838 o rei D. Fernando II adquiriu o antigo convento de monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, que tinha sido erguido no topo da Serra de Sintra em 1511 pelo rei D. Manuel I e se encontrava devoluto desde 1834 com a extinção das ordens religiosas.

O convento compunha-se do claustro e dependências, da capela, sacristia e torre sineira, que constituem hoje o núcleo norte do Palácio da Pena, ou Palácio Velho. D. Fernando começou por efetuar reparações no antigo convento, que, segundo fontes da época, se encontrava em muito mau estado. Cerca de 1843, o rei decidiu ampliar o Palácio através de uma nova ala (Palácio Novo) com salas de ainda maior dimensão, de que é exemplo o Salão Nobre, rematando-a com um torreão circular junto às novas cozinhas. Nos anos 90, o palácio foi alvo de uma significativa restauração e a maior alteração é visível ao longe: a sua pintura em côr-de-rosa e amarelo.




Apesar de ter chocado os habitantes de Sintra, habituados a verem-no ‘vestido’ de cinzento, estas eram, na realidade, as cores originais do Palácio da Pena! O Palácio da Pena foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e integra-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995. Em 2013 passou a integrar a Rede de Residências Reais Europeias.
A beleza deste palácio é algo difícil de ser descrita por palavras. É sem dúvida uma das mais belas construções históricas de Portugal. Quando chegamos junto à sua entrada ficamos logo encantados. O palácio é enorme e o seu interior está ricamente decorado com requinte. O seu exterior apresenta-se com um colorido que nos enche os olhos, cheio de adornos, rococós e enfeites espalhafatosos que nos deixam contemplativos. A sua localização privilegiada, sobre uma colina de Sintra, proporciona-nos momentos únicos de pura contemplação. Não posso deixar de destacar a vista soberba que se tem do Palácio. Ficamos admirados com a belíssima vista que o Palácio nos oferece, num esplendor de horizonte. É sem dúvida muito lindo! A visita a este local torna-se imperdível!

NOTA NEGATIVA
Ainda tínhamos tempo para uma visita ao Convento dos Capuchos. Para ganharmos tempo, o nosso condutor de serviço Vitor foi buscar o carro que se encontrava estacionado um pouco mais a baixo. Mas um GNR abordou-o quando ele se preparava para nos vir buscar alegando que estava a perturbar o trânsito. Não o deixaram passar dali e ainda lhe pediu os documentos. Mais uma vez os agentes policiais que deveriam facilitar, colaborar e acarinhar os visitantes que por estas paragens trazem economia à região, só atrapalham e complicam. Não se entende! Concluindo, tivemos que ir a pé até ao carro, o que demorou e assim já não fizemos a visita que tínhamos planeado ao Convento dos Capuchos.

Enfim, depois da visita ao Palácio só nos restou descer e voltar para o centro histórico de Sintra.
Já na vila e como estava na hora de jantar procuramos um lugar para o fazer.
Escolhemos o Restaurante “A Taverna”, que fica numa pequena viela em escada, um lugar confortável, rústico todo em pedra com três salas diferentes e com uma esplanada onde nós optamos por ficar. Apresentou uma variada lista de pratos regionais.

Escolhemos: entradas - tábua de presunto, pastéis de bacalhau, queijo de ovelha e patés; pratos principais - a sopa de bacalhau com frutos do mar e alheira de caça com migas. O atendimento foi rápido e com muita simpatia.

Deixamos as sobremesas para outro dia para nos dedicarmos à ginjinha.
Foi no “Cantinho Gourmet”, ali perto que decidimos tomar uma ginjinha servida em copo de chocolate.
Gostaríamos que fosse com “elas”, mas essa parte foi racionada apenas a 3, como éramos 5 candidatos, tivemos que tirar à sorte???? O atendimento foi muito simpático e no final ficamos satisfeitos.

O passeio deste dia estava a acabar. Só nos restava regressar ao Hotel para uma noite de sono bem retemperadora, para no dia seguinte estarmos fresquinhos e aptos para a nossa viagem de regresso a casa. O dia seguinte era certamente longo e cansativo.

DIA 21 - quinta
Saímos do Hotel Íbis às 09H00 e fomos tomar o pequeno-almoço revigorante novamente ao supermercado Jumbo, mesmo ali ao lado.
Neste dia o nosso motorista de serviço foi o Rui, que nos transportou até ao centro histórico da vila de Sintra. É uma delícia passear a pé por aquelas ruazinhas, entre lojas de artesanato e padarias. Durante o passeio encontramo-nos rodeados por casas antigas que foram convertidas em pequenas lojas.
Mas visitar Sintra e não provar um travesseiro ou uma queijada típica é pecado! Foi na pastelaria Piriquita a mais tradicional de Sintra que fizemos a paragem obrigatória. E assim lá saboreamos queijadas e travesseiros, este são bolos doces com forma de almofada recheados com doce de ovos e servidos quentes.
Apenas posso dizer, uma maravilha!
Seguimos para a localidade de Ericeira onde demos um passeio em frente ao mar. O dia estava lindo, cheio de sol. A maré estava baixa, a água límpida e um grande cardume de tainhas nadavam junto à praia.
Estávamos perto da hora do almoço e decidimos comer no Restaurante Sete Praias na Baleia, situado em frente e com vista para o mar.


Almoçámos no 1º andar e deu-nos a sensação que estávamos a comer sobre o mar.
Escolhemos: Ameijoas à Bolhão Pato, Arroz de Tamboril e Açorda de Marisco.
A comida estava bem confecionada. Todos os pratos estavam deliciosos.


Depois de almoço seguimos para Mafra uma vila famosa pelo seu Palácio-convento, mandado construir por D. João V no século XVIII (1711).
Visitamos o belíssimo Palácio de Mafra, o mais luxuoso convento nacional de estilo barroco joanino e alberga também, para além do Convento, uma Basílica e a Biblioteca Real.

A Biblioteca exibe uma preciosa coleção de mais de 40 000 livros com encadernações em ouro, incluindo a primeira edição dos Lusíadas de Luís de Camões. Na Basílica encontra-se um conjunto de seis órgãos, único no Mundo pela dimensão e beleza.
Acabada a visita foi a hora do regresso a casa. Antes, porém, ainda fizemos uma pequena paragem na Nazaré. Entramos na pastelaria Nata Lisboa que parecia um espaço agradável, mas o atendimento não foi dos melhores. Depois de alguma espera lá veio o que pedimos, que não foi difícil escolher pois não havia quase nada.

Saímos, agora definitivamente a caminho da nossa casa, ou seja, da Figueira da Foz, mais precisamente Tavarede.
Enfim chegámos!
Despedimo-nos após três dias em franca camaradagem, percorrendo aqueles locais históricos e mágicos de Sintra.

Que belo passeio!

Até ao próximo!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Para uma visita a Sintra

PALÁCIO DE MONSERRATE

VALE DOS LAGOS

Preparação duma Viagem a Sintra

CHALET DA CONDESSA D'EDLA

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Guitarra Toca Baixinho



Guitarra toca baixinho
Que alguém pode escutar
Só ela deve entender,
Só ela deve saber
Que estou falando de amor...
Cantam os grilos no campo,
E um pássaro no ramo,
Ninguém dorme nesta noite,
E menos ela que agora,
Escuta um riacho e suspira!

Lua parada no céu,
O vaga-lume que passa,
Guitarra minha toca baixinho,

E mesmo com a mão incerta,
Toca guitarra que é hora!




É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém!
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é Primavera,
E o Sol é quente mas a noite espera,
Por nós ...



A noite está tão serena,
Eu dormindo em seu seio...
Deus! Como bate o coração,
A gente sonha e agora,
Dorme guitarra que é hora!

É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém!
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é Primavera,
E o Sol é quente mas a noite espera,
E é hora...

terça-feira, 29 de agosto de 2017

ALMOÇO COMEMORATIVO DOS 39º ANIVERSÁRIOS DE CASAMENTO

26 de Agosto de 2017
Sábado

39º - BODAS DE MÁRMORE: tantos anos pressupõem que o casal já passou por muitas situações e que um polimento faz a relação voltar a brilhar como um mármore. Pedra calcária, branca ou de cores e suscetível de polimento. Assim como o mármore precisa de um polimento, depois de tantos anos, a relação do casal também. O 39º aniversário de casamento não tem nenhum objeto ou símbolos tradicionais ligados a ele. A renda, no entanto, é o material associado a este aniversário em tempos modernos.

Saímos de Tavarede pelas 10H00: Rui / Isabel, Vitor / Madalena e Zé / Mirita, para um passeio comemorativo dos nossos 39º aniversários de casamento com uma visita à região de Aveiro.

Paramos na cidade de Ílhavo para uma visita ao Museu Marítimo, embarcando assim numa viagem surpreendente da pesca do bacalhau e de toda a envolvência que esta atividade teve nas populações do litoral, tanto na componente etnográfica como na económica.

Podemos visitar e subir a bordo de um bacalhoeiro em tamanho natural, ver os apetrechos e imaginar a dureza desta faina, assim como a vida de imensos homens, que fizeram deste barco a sua casa durantes os largos meses nos mares gelados das regiões da Gronelândia e da Terra Nova.

Visitamos em seguida a sala dedicada à Ria de Aveiro onde podemos apreciar uma mostra de diversas embarcações em tamanho real relacionadas com a pesca e outras atividades relacionadas com a Ria. Também o humor ali está representado com uma coleção de painéis de pinturas de proas dos barcos moliceiros.
Outras coleções ali podemos visitar e contemplar como: pintura, escultura, cerâmica, desenho e conchas de todo o mundo de algas marinhas.

Já na parte final da visita a este Museu tivemos o prazer de apreciar o Aquário dos Bacalhaus, um tanque com a capacidade de 120 metros cúbicos de água, reproduzindo as condições do habitat natural destes peixes dos mares do Norte, tanto a nível da temperatura de cerca de 12ºC, assim como no que respeita à salinidade. Os bacalhaus foram oferecidos pelo Museu Marítimo de Alesund na Noruega.

Acabamos esta visita já perto das 13H00, hora para continuarmos o nosso passeio na direção de Gafanha da Nazaré onde tínhamos o nosso almoço marcado para as 13H30 no Restaurante A Traineira Wine Foods. Este é um espaço, que já conhecíamos, onde nos podemos deliciar com deliciosos pratos de cozinha tradicional portuguesa, dos quais escolhemos: Entradas - rissóis de camarão, bolos de Bacalhau, ovas de bacalhau e salada de polvo;


Prato principal - línguas de Bacalhau fritas com açorda, misto de Bacalhau abafado, lombinhos de Bacalhau confitados sobre cama de migas.


Logo após o repasto fizemos a troca de prendas com os respetivos cônjuges, desejando que o futuro traga muita saúde para continuarmos a fazer este convívio por muitos e longos anos, ficando uma mensagem:
“Com fios bordamos cada ponto que fortaleceu a manta que abriga os 39 anos do nosso casamento.
Juntos ajudamos a tecer, montar e desfrutar do nosso amor.
O Amor é fogo que arde sem se ver.… e a chama que há entre nós nunca se apagou. Cresceu ao longo de 39 anos, criando até maravilhosas labaredas.
Não nos tem faltado o calor que só o amor pode dar.
 O amor é paciente, é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará!”




Foi a segunda vez que aqui viemos para comer... bacalhau. O bacalhau aqui é muito bom, talvez os outros pratos também sejam bons... O menu não é extenso, mas tem alguma variedade de pratos, onde o rei e senhor da ementa é o bacalhau. O restaurante é acolhedor e está bem decorado. E a comida é mesmo boa.
Apesar das notas positivas ficamos um pouco dececionados, considerando as espectativas que criamos da primeira vez que aqui estivemos. A simpatia do pessoal não foi tão calorosa como da primeira vez, tendo-se notado principalmente no final do almoço. O atendimento foi apenas simpático. Até parecia que nos queriam ver pelas costas o mais rápido possível.

Após o almoço continuamos o nosso passeio por terras de Aveiro, onde chegamos já perto das 17H00.
Encontramos uma cidade cheia gente que saboreava os doces da região, refrescava e passeava nos muitos barcos moliceiros que pela ria navegavam num vai e vem constante.
Os barcos moliceiros iniciciaram a sua função por volta do século XIX sendo utilizados para apanhar moliço, o lodo existente na ria que, depois de estendido para secar ao sol, servia de fertilizante às terras arenosas dos agricultores da região. Nestes tempos modernos puseram fim ao trabalho de moliceiro por causa da utilização (infelizmente) dos adubos químicos. Um barco moliceiro faz parte da tradição local e um passeio pela ria torna-se indispensável para viver Aveiro como ela é: Veneza Portuguesa. Os barcos moliceiros são considerados raridades com uma decoração muito colorida nas proas e popas de pinturas ingénuas e ao mesmo tempo apimentadas.
Decidimos então dar uma voltinha pela ria proporcionando-nos assim uma perspetiva diferente da cidade com os seus canais históricos e a arquitetura Arte Nova. Marcamos numa das empresas ali existentes o nosso passeio que só se realizou às 18H00. Entretanto enquanto esperávamos pela hora, informaram-nos de que os bilhetes davam direito a visitar o Zeca uma loja de lembranças originais e cafetaria onde podemos provar gratuitamente umas Raivas tradicionais, feitas à mão e onde saboreamos o licor de alguidar.
Regressamos então à beira-ria onde iniciamos o passeio que durou cerca de 45 minutos e percorreu os canais da cidade, onde um guia foi realçando aquilo se via de mais interessante.
Os passeios transportam-nos resumidamente por 4 canais:
- No Canal Central percorremos o centro da parte baixa da cidade, desde o jardim do Rossio, podemos ver um núcleo de edifícios de Arte-Nova. Neste canal passamos por baixo da Ponte dos Amores, assim chamada graças a dois finalistas da Universidade de Aveiro, que incentivaram o público em geral a deixar um laço, como símbolo de um amor e amizade.
- O Canal das Pirâmides foi construído século XIX e estende-se da zona da antiga Lota de Aveiro até ao Canal Central. Podemos desfrutar da paisagem composta por pequenas pirâmides de sal branco.
- É no Canal de São Roque que podemos ver as tradicionais casas de Pescadores, marnotos e peixeiras, percorremos a zona velha e mais pitoresca da cidade de Aveiro. Este canal é atravessado por diversas pontes onde se destaca a Ponte de Carcavelos, que foi construída em 1953 e tem 2 particularidades: a importância para as gentes que trabalhavam nas salinas, sendo o ponto de passagem obrigatório para as jornadas de trabalho no Sal; é conhecida pela ponte dos namorados, pois é costume os casais irem apreciar a vista do pôr do sol e as fotografias de casal ali tiradas são uma lembrança de uma relação que se quer duradoira.
- Podemos no Canal do Cojo apreciar o centro comercial Forum Aveiro e a Cerâmica Campos, antiga fábrica de cerâmica recuperada e convertida no atual centro cultural e de congressos de Aveiro. Este Canal antigamente era designado por Ribeira das Azenhas, por ali existirem muitos daqueles engenhos e deu nome à fábrica fundada em 1775 por João Rodrigues Branco - Fábrica do Côjo.
O passeio de moliceiro na ria para descontrair e apreciar a cidade foi ótimo também para relaxar depois duma boa refeição. As Rias têm charme e a cidade está linda, com muita luz e animada com muita gente. Foi uma excelente opção passarmos a tarde na Ria, nesta Cidade e por esta Região.
Regressamos a casa muito satisfeitos por passarmos este dia juntos e por termos comemorarmos este ano o nosso 39º Aniversário de Casamento.

Vamos viajar no nosso tempo, devagarinho, até ao 40º Aniversário - Bodas de Esmeralda.