Mas, um companheiro ainda faltava e esse ou tinha trocado as horas, o que já tem acontecido, ou como também é costume vem ligeiramente atrasado e foi o que aconteceu. O autocarro já estava em andamento quando finalmente aparece o Tó Lontro, pois é dele que estava a falar.
Iniciámos então o nosso passeio.
Ainda não tínhamos atravessado a ponte da Figueira quando o Tó Simões, ao microfone, nos deu conhecimento de que quatro lugares iam vazios, os de Manuel Margato e António Louro e respectivas esposas que infelizmente ficaram impedidos de nos acompanhar, pois o cunhado de ambos o Manuel Perpétuo, mais conhecido pelo Manuel “Feijão Verde” tinha falecido. Este, para além da amizade que alguns de nós tínhamos por ele, também muitas vezes fez parte dos nossos passeios. Assim, um minuto de silêncio foi feito em sua memória. Aqui lhe deixo também a minha homenagem.
Fizemo-nos finalmente à estrada e após alguns quilómetros lá aconteceu a necessária e curta paragem na área de serviço de Santarém, onde entre uns cafés e umas natas, desenferrujámos as línguas contando as últimas novidades que cada um tinha e que achou interessante para a ocasião.
Mais uma vez iniciámos a viagem para que a chegada a Mora se desse dentro do tempo previsto, perto das 11H15. Antes do almoço tivemos o tempo livre para uma curta visita à vila de Mora. Esta vila do distrito de Évora, Alentejo, é sede de um município subdividido em 4 freguesias: Brotas, Cabeção, Mora e Pavia. Estas terras foram doadas à Ordem de São Bento de Calatrava, em 1211. Posteriormente, em 1519, Mora recebeu foral por D. Manuel I.
De referir a visita que fizemos à Igreja Matriz e ao jardim, o qual foi comentado por todos, o prazer e o bem-estar que se sentia neste local. Foi inevitável fazer uma pequena comparação entre este local e o existente na Figueira, que alguém talvez por engano chamou de “jardim”. Bom, mas estas histórias ficam para mais tarde…A hora marcada para o almoço, 12H00, chegou e aconteceu no Restaurante “O António”. Um restaurante tradicional alentejano, cuja ementa foi: enchidos (entrada), Sopa de Fogo, Carne Alentejana e sobremesa fria.
Como o tempo não pára, a hora de visita ao Fluviário, 14H00, já se aproximava há que reiniciarmos quanto antes a viagem. E uma vez mais cumprimos o horário. Alguns preliminares eram necessários, como o levantamento dos bilhetes já previamente comprados e uma pequena espera pela guia que nos iria conduzir pelo complexo. À hora marcada a visita então começou depois de o nosso grupo de 60 pessoas ser dividido em 2.O Fluviário de Mora situa-se na freguesia de Cabeção, concelho de Mora, junto ao Parque Ecológico do Gameiro. Foi inaugurado em 21 de Março de 2007. O Fluviário tem o objectivo ambiental de repor espécies, algumas já extintas, outras em fase de extinção. Algumas necessitam de uma atenção particular de todos nós: são espécies de água doce já desaparecidas dos nossos rios, como o esturjão; outras em risco de extinção, como o pequeno saramugo; outras de vital importância para o equilíbrio dos ecossistemas: trutas, gambúsias, rãs ou lontras.
O Fluviário tem quatro componentes: lúdica, turística, científica e ambiental. Podemos de forma interactiva, conhecer na exposição multimédia o ciclo da água e a relação (boa e má) do Homem com os rios ao longo da História. Este projecto está a ser desenvolvido com várias parcerias, Câmara Municipal de Mora, Universidade de Évora e Oceanário de Lisboa. O Fluviário compreende 2.300 metros quadrados, nas margens da Ribeira do Raia, e constitui uma espécie de “Oceanário de água doce”, com um conjunto de aquários e espaços envolventes, permitindo observar as diferentes espécies animais e vegetais que vivem em rios. Isto é conseguido através de uma exposição de habitats naturais, aquáticos e terrestres, num percurso entre a nascente e a foz de um rio. Neste percurso estão distribuídos 500 exemplares de 55 espécies de peixes e de outros animais, sendo a primeira estrutura do género na Europa e a terceira em todo o mundo. Diversas espécies exóticas podem ser observadas no Fluviário, sendo as Piranhas Vermelhas as mais afamadas. Neste ano em que se comemora o Ano Internacional da Biodiversidade, e divulgando o nosso património natural de água doce, a Biodiversidade dos Rios Portugueses é o tema da actual exposição permanente no Fluviário, até Março do próximo ano.
Algumas das espécies que observámos foram: Achigã, Anaconda-amarela ou Sucuri, Barbo, Enguia-dinossauro, Boga-dos-rios, Bordalo, Cágado-mediterrânico, Chanchito, Dourada, Esturjão, Enguia, Lontra, Pacu-negro, Panjorca, Peixe-faca, Perca, Perereca-venenosa-de-faixa-amarela, Pimpão, Piranha-vermelha, Raia-curva, Rã-seta-venenosa, Saramugo, Truta…
Acabada a visita, que foi do agrado de todos, partimos na direcção de Almeirim. Dentro da hora prevista, 18H00, estávamos em Almeirim, cidade do distrito de Santarém, sede de município e cujas freguesias são: Almeirim, Benfica do Ribatejo, Fazendas de Almeirim e Raposa. A ocupação humana da actual área do concelho de Almeirim é muito antiga. Terão sido a proximidade do rio Tejo e a riqueza natural os factores que terão contribuído para a instalação de homens nesta região. Existem vestígios da presença humana desde a pré-história até à época romana, por todo o vale do Tejo.E como não podia deixar de ser, sempre que se vem a Almeirim aqui se tem de obrigatoriamente parar para apreciar uma Sopa de Pedra. É uma sopa típica da culinária de Portugal, em particular da cidade de Almeirim, considerada a “capital da sopa da pedra”.
E eram 18H00, quando alguns de nós nos sentamos a uma mesa de um dos muitos restaurantes para degustar uma “sopinha da pedra”.
Ao contrário do que o nome indica, a sopa de pedra é uma sopa com muitos ingredientes, em que a “pedra” é apenas o “pretexto”. Aparentemente, esta designação encontra-se em muitas culturas ocidentais e tem como base uma lenda ou fábula. A fábula: Um frade pobre, que andava em peregrinação, chegou a uma casa e, orgulhoso demais para simplesmente pedir comida, pediu aos donos da casa que lhe emprestassem uma panela para ele preparar uma sopa – de pedra... E tirou do seu bornal uma bela pedra lisa e bem lavada. Os donos da casa ficaram curiosos e, de imediato, deixaram entrar o frade para a cozinha e deram-lhe a panela. O frade colocou a panela ao lume só com a pedra, mas logo disse que era preciso temperar a sopa... A dona da casa deu-lhe o sal, mas ele sugeriu que era melhor se fosse um bocado de chouriço ou toucinho. E lá foi o unto para junto da pedra. Então, o frade perguntou se não tinham qualquer coisa para engrossar a sopa, como batatas ou feijão que tivessem restado da refeição anterior... Assim se engrossou a sopa “de pedra”. Juntaram-se cenouras, mais a carne que estava junta com o feijão e, evidentemente, resultou numa excelente sopa. Comeram juntos a sopa e, no final, o frade retirou cuidadosamente a pedra da panela, lavou-a e voltou a guardá-la no seu bornal... para a sopa seguinte!A hora de chegada foi normalmente cumprida: 21H30.
O próximo passeio já foi marcado para o dia 26 de Junho de 2010, cujo destino é um CRUZEIRO NO ZÊZERE.
Até lá!
Faz hoje 

Tenho uma grande admiração pelo trabalho de Roberto Carlos, pela dedicação, pela competência, pela perseverança que ao longo de todos estes a
Roberto Carlos Braga nasceu no dia 19 de Abril de 1941, às 5 horas da manhã, pesando 2,250 Kg, medindo 42 cm, em sua casa, na Praça Dr. Luiz Tinoco nº. 33, em Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo. É o quarto filho e o mais novo de Robertino Braga, relojoeiro e Laura Moreira Braga, costureira. Seus irmãos são Lauro Roberto Braga, Norma Braga e Carlos Alberto Braga.
A sua vida teve um grande percalço que o marca fisicamente para o resto da vida. Aos seis anos de idade, no dia da festa de São Pedro, que é o padroeiro da cidade de Cachoeiro do Itapemirim, ele foi atropelado por uma locomotiva a vapor e a sua perna direita teve de ser amputada até pouco abaixo do joelho. Roberto e a colega de escola Fifinha estavam na plataforma da estação. Quando o trem se aproximava, a professora puxou repentinamente a menina com medo que ela caísse. Roberto, que estava de costas para os trilhos, assustou-se e acabou por cair. O cantor usou muletas até os 15 anos, quando colocou a sua primeira prótese – essa parte de sua perna é mecânica.
Foi na segunda metade dos anos 50, que se mudou para Niterói. Seguindo a tendência juvenil da época, foi aqui que entrou em contacto com um novo ritmo musical, o Rock. Em 1957, formou com Arlênio Lívio, Trindade e Wellington o primeiro conjunto musical, The Sputniks. Foi nesta fase da sua vida profissional que conheceu Erasmo (Carlos) Esteves, aquele que se tornaria o seu maior parceiro musical. O grupo dos Sputiniks foi desfeito e Roberto iniciou a sua carreira a solo neste mesmo ano no Hotel Plaza, em Copacabana, cantando samba-canção e bossa nova.
Foi em 1982, que Roberto Carlos se deslocou a Portugal onde fez várias actuações. Um destes espectáculos foi realizado na Figueira da Foz, no Coliseu Figueirense, onde eu estive presente como não podia deixar de ser.
É impressionante a sua discografia quando o ano passado comemorou ou seus 50 Anos de carreira:




Era eu ainda um jovem estudante mas já com o futuro definido: ser militar.
Comemoro mais um dos meus aniversários hoje dia 13 de Abril de 2010, 12 dias antes de outro 25 de Abril.
Não se sabia o que estava acontecer. Ninguém sabia o que estava a acontecer. Toda a gente na Base estava confusa. Soubemos entretanto que o comandante tinha sido deposto e estava detido no seu quarto no edifício dos oficiais. Dizia-se que havia um novo comando, outro comandante.
Quando regressei ao aquartelamento, depois da missão cumprida, pus-me a meditar sobre os esforços feitos e que ia ouvindo, pelas forças políticas da oposição para mudar o regime. Senti uma esperança de que o que estava acontecer poderia trazer-nos um futuro diferente e melhor. Tantas perguntas, tantas dúvidas, me estavam a assaltar.
Acabei de ler o livro de Chico Buarque, “Leite Derramado”.
A sinopse deste livro pode ser relatada como a história de uma família decadente no aspecto social e económico. Uma família brasileira mas que poderia ser de qualquer lugar, como por exemplo de Portugal. O relato é feito por uma personagem, Eulálio, que se encontra no leito de um hospital, moribundo, esquecido, por vezes demente e que vai desenrolando a sua vida como um novelo, do seu âmago para a periferia. Um relato da sua vida a partir do fim…
Passados alguns quilómetros fizemos uma paragem “técnica” na área de serviço do Restaurante “A Lampreia”, junto à Barragem da Aguieira, para tomar o pequeno-almoço, aliviar as bexigas (algumas já um pouco sobrecarregadas), cavaquear um bocado com alguns companheiros de viagem, que ainda não tínhamos tido oportunidade de falar.
Alguns de nós (24) onde me incluo, demos uma volta pela cidade, onde estava algum frio, mas com sol. Os restantes companheiros de viagem seguiram no autocarro até ao Museu do Pão, para o visitarem. Às 11H30 o autocarro veio buscar-nos para nos juntarmos ao restante grupo para o almoço.
O restaurante é sem dúvida o local onde passamos um tempo agradável, isto porque, entre a vista deliciosa onde se encontra o museu do pão, tivemos também um verdadeiro manjar á nossa espera. O menu incluiu: bufett de pão, bufett de entradas, um prato de peixe – Polvo à Lagareiro, prato de carne – Pá de Porco Assada e bufett de sobremesas. Os bufett são de uma qualidade espantosa, e os pratos de peixe e carne para além da qualidade, ainda nos perguntam se queremos repetir, o que já é difícil. Mas é previsível que com tanto bufett que alguma coisa temos de deixar para trás. Este é sem dúvida o local ideal para passar um dia com os amigos e também com a família.
Deixamos Seia por volta das 14H30, seguindo na direcção do Sabugueiro. A subida é de uma beleza indescritível. Toda a natureza em redor parece querer explodir, adivinhando uma Primavera que se deseja mais amena. O cenário é constituído por colinas cobertas já por algumas flores multicolores e rebanhos de ovelhas pastando no sempre verde da relva. Entre as diversas colinas pressente-se a água que corre com alguma abundância dando origem aos rios da região Centro, nomeadamente o Rio Mondego.
Sabugueiro é uma povoação denominada a aldeia mais alta de Portugal, o que não é correcto, pois está a 1053 m de altitude e existem mais 3 aldeias que se situam em altitudes superiores: duas na Serra de Montemuro (Gralheira, altitude 1103 m) e Panchorra, altitude 1088 m) e uma na Serra do Gerês (Pitões das Júnias, altitude 1100 m). Para além destas existem ainda algumas povoações que se encontram a altitudes ainda maiores. A mais alta de todas é Curral do Gonçalo, situada na freguesia de Castro Laboreiro, concelho de Melgaço, em plena Serra do Soajo, situada numa altitude de 1166 metros.
Alguns de nós ficamos no Sabugueiro a fazer compras dos diversos produtos artesanais (e não só) que por ali as largas dezenas de comerciantes tentam vender aos que por ali passam. Eu fui daqueles que também por ali ficou. Como já é “tradição”, sempre que por esta povoação passamos, o nosso amigo Manel Margato e a esposa Rosa, que aqui têm uma casa, nos preparam um lanche com os produtos da região. Assim, como eles precisavam de alguma ajuda disponibilizei-me para isso. Preparámos o lanche.
O restante grupo seguiu serra acima, pela E.N. 239 na direcção da Torre (7º36,8070’W, 40º19,3150’N) onde chegaram com um tempo maravilhoso e sem grandes atropelos. A Torre é um monumento que marca o ponto mais elevado de Portugal continental. A Torre tem a característica incomum de ser um topo acessível por uma estrada pavimentada. A torre também dá o nome à localidade onde está situada, a parte mais elevada da serra. A real altitude desta área é de 1993 m, conforme rectificações introduzidas por medições realizadas pelo Instituto Geográfico do Exército. Exactamente no ponto mais elevado, situado no centro de uma rotunda, perto de uma estrada que liga as cidades de Seia e Covilhã, foi construída a Torre, um marco geodésico que assinala o ponto mais elevado da Serra da Estrela. Nas proximidades da Torre, há um restaurante e lojas com produtos típicos da região.
Na volta já todos reunidos agradecemos o simples mas muito apreciado petisco em casa do Manel Margato. Assim, deixamos o Sabugueiro já com o "lanche da tarde" e com a previsão de ali ainda se fazerem as últimas compras antes do regresso.
A Quinta da Lagoa fica situada na vila de Canas de Senhorim, concelho de Nelas, e está integrada no Planalto Beirão, sendo constituída por áreas de pastagens envolvidas por floresta de pinheiros e carvalhos. Atravessam-na ribeiros afluentes do rio Mondego e dela avista-se, em grande plano, a Serra da Estrela.
Ainda a titulo de curiosidade e como nos foi explicado, no fabrico de cada queijo é utilizado leite de 6 a 7 ovelhas da Serra da Estrela e que é retirado duas vezes por dia. O leite é então coagulado fazendo-o passar pelo coagulante vegetal, o Cardo previamente batido no almofariz com sal. Desta massa coagulada retira-se três pequenas porções que vão sendo colocadas no cincho e pressionadas pelas mãos frias da queijeira. Esta bola coalhada é colocada na queijaria que depois de lhe ser retiradas as impurezas é continuadamente lavado até a pasta ficar mole. Esta operação pode decorrer ao longo de trinta ou mais dias de cura. Ao soro que sai do coagulo e cai na francela para o tacho, é adicionado mais algum leite que depois é fervido à lareira. É-lhe retirado por cima uma pasta branca que é colocada no assefato e que vai formar o requeijão.
Iniciámos então a nossa viagem de regresso a casa.