quinta-feira, 21 de maio de 2020

Dia da Espiga – A sua origem, história e significados

A Festa da Ascensão, ou Quinta Feira da Ascenção, é uma festa marcadamente Católica, sendo feriado municipal em muitos concelhos de Portugal. No entanto em simultâneo com ela, e provavelmente com maior adesão, celebra-se o Dia da Espiga, ou Quinta Feira da Espiga.

A Origem da Tradição
Os rituais pagãos, com especial enfoque nas culturas célticas e romanas, de celebração das primeiras colheitas, e pedido pela qualidade e quantidade destas, remontam à antiguidade.
Costumavam-se observar pelo meio da Primavera, mais ou menos no atual Maio, e sempre tiveram grande implementação Popular.
Com a chegada do Cristianismo, e tendo em conta as datas das celebrações da Páscoa, acabou por em Portugal acabar por se colar à Festa da Ascenção, celebrada 39 dias depois da Páscoa. Até porque era um Feriado oficial em Portugal.

Dia da Espiga do Século XX aos dias de Hoje
No Dia da Espiga as pessoas iam pelos prados em busca dos vários constituintes do Ramo da Espiga. No entanto com a crescente migração para as grandes cidades, e a industrialização, começou a haver cada vez mais dificuldade em cumprir este preceito por si próprio.
A isto se juntou em 1952 o fim deste Feriado Nacional. Obrigada a abdicar de alguns feriados a Igreja Católica aceitou sacrificar a Quinta Feira da Ascenção como Feriado Nacional. Muitos Concelhos no entanto, para colmatar esse facto mantiveram-no agora como feriado municipal.
Foi assim que também nasceu o negócio, muito visível em Lisboa, do Dia da Espiga. Da região Saloia, especialmente de Mafra visto manter o feriado, pessoas do campo vão para a cidade vender estes ramos a quem trabalha ou vive na capital.
Em muitos mercados da cidade também se continua a ver as vendedoras locais com a venderem estes ramos.

O Ramo da Espiga
O grande símbolo do Dia da Espiga é o Ramo da Espiga. Tradicionalmente este é colocado em casa, atrás da porta principal, e fica lá todo o ano. Isto até ser substituído no ano seguinte por um novo ramo.
É tido no seu todo como um símbolo de prosperidade, e ao mesmo de sorte.
Consigo acarreta também algumas tradições, como a de em dias de trovoada atirar um pouco da espiga para a lareira como proteção contra os raios.

Os significados dos componentes do Ramo da Espiga

As Espigas
As espigas devem ser sempre em número ímpar, e são a parte mais importante do ramo. Podem ser de trigo, centeio, aveia, ou qualquer outro cereal.
Representam o pão, como a base do sustento da família, e a fecundidade.

A Papoila
Com a sua cor vibrante e quente a Papoila significa neste ramo o amor, e a vida.
Sendo a parte mais garrida do ramo acaba por ser também aquele que mais se decai com o ano a passar, ao escurecer e secar.

O Malmequer
Simboliza no ramo a riqueza, e os bens terrenos. Isto pelo seu branco simbolizar a Prata, e ao mesmo tempo o amarelo simbolizar o Ouro.

A Oliveira
A Oliveira acaba por ter um duplo significado no Ramo da Espiga. Em parte, significa a Paz, a o desejo pela mesma. Sendo que é um dos símbolos da Paz desde a antiguidade.
Ao mesmo tempo é o símbolo da Luz, visto do seu óleo, azeite, se encherem as lâmpadas que alumiavam as casas. Sendo que esta Luz pode ser interpretada como o sentido divido da mesma, significando a sabedoria divina.

O Alecrim
Tal como a Oliveira é uma presença constante pelo mediterrâneo. Com o seu cheiro forte e duradouro, e sendo uma planta que resiste a quase tudo, simboliza no ramo a força e a resistência.
Ao contrário da Papoila avançando no ano o seu cheiro vai-se aguentando, e a sua presença torna-se cada vez mais notada no ramo.

A Videira
A representação do vinho, tão importante para a nossa cultura e tradição, no Ramo da Espiga vem naturalmente da Videira.
Naturalmente também a associação à alegria também tão ligada ao Vinho na nossa cultura passa também por esta planta.
Estas são as plantas principais do Ramo da Espiga, sendo que tradicionalmente qualquer outra planta que surja durante a caminhada do Dia da Espiga pode ser adicionada para embelezar. No entanto reza a tradição que não falte nenhuma das acima, para não faltar o que ela representa.

Nota: Artigo partilhado do site: https://www.ofportugal.com/

sábado, 28 de março de 2020

Vamos entrar esta madrugada na hora de Verão

A mudança da hora esta madrugada para a hora de Verão, foi (quase) esquecida.
Percebi há já algum tempo, ou seja, persenti que havia qualquer “coisa” que me era desconhecida, que não sabia o que era.
Nunca pensei foi que estas circunstâncias tão extraordinárias em que vivemos seriam possíveis. Só nos filmes…
Estamos (eu a minha esposa) em casa, em quarentena voluntária. Mas não estamos sós. Sei que os meus vizinhos e os amigos com quem tenho contato diariamente (ou quase), também o estão a fazer.
Quando na escola estudei História, lembro-me de ter lido sobre as guerras e até epidemias que ao longo dos séculos, as gerações viveram.
Parece que todas as gerações passaram por essas provações.
A minha geração viveu (sofreu) a guerra de África.
Nunca me passou pela cabeça passar por mais esta provação.
Esta “guerra” é mais terrível, pois não sabemos onde está o “inimigo”.
Vivemos num momento de medo, confusão e de incerteza.
Penso que ficando em casa estou a ajudar-me, a ajudar os meus amigos e ao mesmo tempo a ajudar muita/toda gente.
O futuro é uma incerteza, sempre foi, mas agora é mais uma certeza.
Neste momento a nossa principal prioridade será impedir a propagação do novo coronavírus.
Até ao próximo Verão, “não há evidências que sugiram que o surto possa diminuir”; “é uma “falsa esperança” que o COVID-19 desapareça no verão” - segundo a OMS.
Mas vou continuar a lutar e assim dar um pouco de esperança às gerações que vêm a seguir a mim. A minha filha tem de ter esperança. Os meus netos têm de aprender também a ter esperança.

Certo é que a entrada na hora de Verão, esta madrugada de domingo é uma certeza.
Pelo menos haja alguma coisa com certeza.
Assim seja, em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, à 01h:00m da manhã o relógio deverá ser adiantado 60 minutos, passando para as 02h:00m da manhã.  
Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à meia-noite (00h:00m) de domingo, passando os relógios para a 01:00 hora da manhã do mesmo dia.

E viva a hora de Verão.
E já agora viva o Verão.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

A SEVERA - O Musical de Filipe La Feria no CAE

16 de Fevereiro de 2020

Este Domingo, pelas 17h00, no Grande Auditório, e durante cerca de 02H00, assistimos ao espetáculo pela segunda vez, já que o tínhamos feito no Teatro Politeama em Lisboa.
Este é um Musical é por toda a gente considerado como “um dos melhores espetáculos de sempre de La Féria”: pelo texto, pela música, pela bem conseguida cenografia, e pela surpreendente interpretação dos atores, cantores, bailarinos, músicos e acrobatas.

A protagonista Filipa Cardoso que criou, a maravilhosa e controversa e arrebatada figura de Maria Severa Onofriana, a mãe do Fado português.

Destaco Filipe de Albuquerque, na personagem de Custódia, o mendigo da Mouraria, que para mim é um fabuloso intérprete desta personagem maravilhosa que mais uma vez me deslumbrou.

O Bruno Xavier em Conde Vimioso, o Marialva amante da fadista.

Carlos Quintas em Almeida Garrett é o narrador da história de paixão e crime que é a vida de Severa; é um senhor da arte de representar e ainda com uma voz que encanta.

Fernando Gomes com uma criação giríssima da figura do Cónego da Igreja da Senhora da Saúde.

Assistimos a um grandioso elenco constituído também por: João Frizza, Yola Dinis, Francisco Sobral, Dora, Paulo Miguel Ferreira, Carina Leitão, entre mais de quarenta intérpretes.

Este é sem dúvida um dos maiores espetáculos apresentados por Filipe La Féria, que como seria de esperar toda a sala acabou por aplaudir de pé.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Dia de São Valentim

14 de Fevereiro de 2020

O Dia de São Valentim, Dia dos Namorados ou Valentine’s Day, foi celebrado neste dia de 14 de Fevereiro e é usual verem-se decorações românticas nos espaços públicos e os casais saírem para conviverem em almoços ou jantares, onde trocam presentes e/ou cartões, declarando o seu amor um pelo outro.
Foi assim que um grupo de quatro (4) casais amigos, que com grande amizade entre eles, comemoraram o amor e a união de pessoas que se amam entre eles e à vida, num almoço realizado no Restaurante “Stella Maris”, em Buarcos.
Do seu exterior não se percebe que é um restaurante, mas logo que entramos deparamo-nos com uma decoração bonita e bastante acolhedora.
A comida que escolhemos estava saborosa: Bacalhau à Brás, Bacalhau à Stella Maris, Bacalhau com Natas e Bife de Atum.
Depois do repasto tivemos uns momentos de convívio onde os maridos ofereceram às suas caras-metades um envelope/postal comemorativo deste dia com um significado tão especial.
Para eternizar este dia, nada melhor do que um simples postal cheio de amor, para desejar às esposas muita felicidade junto dos seus apaixonados!
Que para o próximo ano este dia se repita novamente com muito amor entre os casais e já agora em toda a Humanidade.

Ainda um pouco de história sobre o São Valentim
A História conta que existem ao menos três mártires com o nome de Valentim. Um deles, nasceu em 175, perto de Roma, onde foi consagrado bispo. Naquela época, Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras, pois acreditava que os solteiros eram melhores combatentes.
Valentim continuou celebrando casamentos mesmo com as proibições. Mais tarde, foi descoberto, preso e condenado à morte, porém, enquanto estava preso, muitos jovens ofereciam-lhe flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor.
Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão.

No final do século XVIII a Igreja Católica retirou o Dia de São Valentim do calendário religioso, visto que não existiam provas históricas concretas da existência do santo. Apesar disso, a data permaneceu como uma celebração popular.

Atualmente, os restos mortais de São Valentim repousam na igreja de Santo Antão, em Madrid.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

André Rieu em Portugal

André Rieu

André Léon Marie Nicolas Rieu (Maastricht, Países Baixos, 1 de Outubro de 1949) é um violinista, regente e empresário holandês. Ativo desde 1978, André Rieu é essencialmente orientado para uma forma de música easy listening, com um repertório baseado em peças de música ligeira e valsas vienenses muito conhecidas do público e fortemente ancoradas na memória popular.
A sua Maastricht Salon Orchestra, depois renomeada Johann Strauss Orchestra, é também a base de um lucrativo negócio que emprega uma centena de pessoas e fatura anualmente dezenas de milhões de euros, provenientes de discos e turnês.
A PORTUGAL
Conhecido como o “Embaixador das valsas”, divide o topo das paradas da Alemanha, França e Holanda com grandes nomes da música pop. Além disso, suas performances valeram-lhe os melhores postos das paradas clássicas da Billboard, dez milhões de discos vendidos e uma carreira de sucesso em mais de trinta países.
Pertencente a uma família de origem francesa, André Rieu cresceu ouvindo música erudita: sinfonias, música de câmara e óperas. André Rieu nasceu em 1 de Outubro de 1949 na cidade de Maastricht (Holanda), onde viviam seus pais e duas irmãs, desde a mudança de Amesterdão. Seu pai, André Rieu Sr., foi regente da Orquestra Sinfónica de Limburg, na época ainda chamada de Orquestra Sinfónica de Maastricht e da Opera em Leipzig, fez dos seis filhos músicos.
PORTUGAL
Seu pai morreu em 1992 devido a um acidente vascular cerebral que o deixou paralisado, André, entretanto, já desde os cinco anos, começara a ter aulas de violino, mas foi só quando tocou a sua primeira valsa, enquanto estudante no conservatório, que a paixão pela música surgiu.
Em 1967, depois de deixar a escola secundária, André Rieu continua a estudar violino no Conservatório de Liège e mais tarde no Conservatório de Maastricht até 1973. Entre os seus professores estavam Jude e Jo Herman Krebbers. Em 1974 junta-se ao corpo de músicos do Conservatório Real de Bruxelas, onde teve aulas com o professor André Gertier.
Concluiu s seus estudos em 1977 e recebeu a distinção do “Premier Prix”, e para os concluir neste mesmo ano ele foi para a Academia de Música de Bruxelas. Aí desenvolve uma maior ligação, mais afetiva, com a música de salão e, especialmente, a valsa.


ANDRÉ RIEU - Amor a Portugal (Dulce Pontes)






sexta-feira, 18 de outubro de 2019

PASSEIO A SETÚBAL ENTRE GASTRONOMIA, DOCES E VINHOS

24 a 26 de Setembro de 2019

3º Dia - 26

Após uma ótima noite de sono, numas camas muito confortáveis, acordamos muito bem-dispostos no Hotel River Inn By AC Hospitality Management e começamos a nossa preparação para a viagem de regresso fazendo o Check-out pelas 08H30, arrumar as nossas bagagens na carrinha e tomar o pequeno-almoço.

Adorámos fazer um passeio pela área circundante, ao mesmo tempo que escolhemos o “Doce Paparoca - Sanduicheira”, para tomarmos o nosso pequeno-almoço.

Este estabelecimento “Paparoca”, situa-se no Largo Brito Pais, foi um excelente lugar que descobrimos por acaso, onde a comida foi deliciosa. O atendimento é muito tipo caseiro, atencioso e com simpatia. Fomos encaminhados para uma sala do 1º andar, decorado como se fosse uma casa rústica, com umas mesas pequenas e decoradas nos seus tampos com elementos naturais.
A ementa que escolhemos deu-nos a noção de que estávamos em nossa casa: torradas com manteiga, pequenas baguetes com manteiga e queijo, sumos naturais, galões e cafés.
Depois deste belo e simples pequeno-almoço, continuamos no Largo Brito Pais, onde se recordam dois dos mais importantes momentos da história de Milfontes:

- Um deles é a fortaleza (atualmente uma unidade hoteleira) o Forte de São Clemente ou Castelo de Vila Nova de Milfontes.
- O outro monumento homenageia os aviadores Brito Pais, Sarmento de Beires e Manuel Gouveia, que em 1924, arriscaram um voo que os levaria a Macau.
Depois desta última visita decidimos ir visitar a zona do Farol, um dos locais mais emblemáticos de Vila Nova de Milfontes, onde já tínhamos estado ontem à noite para jantámos no Restaurante “A Choupana”. Devido ao adiantado da hora decidimos então hoje durante o dia fazer este passeio para apreciarmos a paisagem que é maravilhosa.

A condução da carrinha esteve entregue ao Zé Manel.

Seguimos então já em ritmo de viagem pela Avenida Marginal e no final encontramos o farol de Milfontes.
Daquele local foi-nos possível desfrutar de uma vista panorâmica, que abrange a Foz do Mira, a praia das Furnas, o imponente Atlântico, a Praia do Farol e claro, Vila Nova de Milfontes. A Foz do Rio Mira está em constante em transformação e quem por ali vive pode constatar essas diferenças que surgem de um dia para o outro, que como é de acreditar transmite mais beleza àquele cenário fascinante.
A frente mar é caraterizada pela presença de rochas e pela formação de grandes lagoas. Neste local, situa-se também o tal restaurante com uma vista privilegiada, a Choupana, com uma vista fantástica e de que ontem à noite não tínhamos tido essa noção.
No miradouro do Farol de Vila Nova de Milfontes foi erguida, em 2009, a estátua “Arcanjo”, uma estrutura que pretende transmitir uma mensagem ecológica e que foi galardoada com o prémio “Utopia”.
A obra “Arcanjo”, do escultor Aureliano de Aguiar venceu o Prémio Utopia de Arte Fantástica, na Categoria Escultura, promovido pelo Núcleo Português de Arte Fantástica. Esta escultura foi adquirida, recentemente, pelo Município de Odemira e colocada junto à Praia do Farol. O “Arcanjo”, em ferro de ferro reutilizado, com 3,5 m de altura e realizada entre 2007 e 2008, encerra uma mensagem ecológica de alerta. O artista plástico descreve a obra como “Um grito, um alerta ao planeta que se desfaz, derrete... A dor ou a raiva e o desejo de salvar o planeta que se degradou pela mão de humanos. Um apelo ecológico.

Depois de termos feito esta paragem obrigatória, mas no bom sentido, novamente já em andamento o nosso passeio continuou por Cercal e estrada fora fomos até a Santiago do Cacém, cidade sede de um dos maiores municípios de Portugal, onde parámos para visitar um pouco esta localidade e também para almoçar.

Como não conhecíamos esta cidade e após alguns contatos com habitantes locais foi-nos recomendado para almoçar neste Restaurante Cervejaria Covas, situado na Rua Cidade de Setúbal, desde 1940 e que não nos desiludiu.
É gerido pela família do seu fundador Armando Covas, que mantem a tradição e o ambiente caloroso e acolhedor próprio das casas familiares.
Escolhemos para o nosso almoço: iscas de porco preto, acompanhadas com batatas cozidas ou fritas, conforme o gosto e uma salada fresca;
polvo à lagareiro com batatas a murro;
ensopado de borrego;
carapaus fritos com arroz de tomate.
Salientamos que estes pratos regionais notava-se terem sido confecionados com cuidado e carinho. A comida estava ótima e o atendimento foi impecável e rápido.
Gostamos bastante e recomendamos para quem gosta de restaurantes tradicionais. As sobremesas foram diversas e muito saborosas.

Santiago do Cacém é uma cidade com origens remotas, durante o período romano era local de passagem na via que ligava Lisboa ao Algarve, o que contribuiu para o seu desenvolvimento. A conquista definitiva cristã deu-se no séc. XIII, em 1217, por D. Afonso II, apesar de ter havido uma primeira conquista em 1157 pelos Templários. Nessa altura foi então reconstruído o castelo de fundação árabe. Com interesse histórico e artístico, destacam-se a Igreja Matriz com fundação no séc. XIII e a Capela de São Pedro do séc. XVII. O seu centro histórico convida a um passeio pelas suas ruas íngremes que ladeiam casas senhoriais, brasonadas, com outras habitações mais modestas e igualmente típicas.
Nós fizemos esse tal passeio e da pouca coisa que vimos, gostámos. Saliento os murais por onde passámos, como por exemplo:
- Mural - “Habitar o que está Desabitado
- Mural da “Rua Padre António Macedo
 
Saliento pela negativa outro “Mural” da Rua Machado dos Santos – antiga Rua do Algarve, que infelizmente também encontramos “murais” idênticos pelo nosso país, inclusive na minha cidade da Figueira da Foz.
Depois desta curta visita a Santiago do Cacém, de que gostámos muito, chegou a hora de nos pormos a caminho na direção norte, ou seja, de regresso às nossas casas.

Aqui acabou a condução da carrinha pelo Zé Manel, para ele o descanso.
Começo então a condução do Vítor Azenha, e assim foi até à Figueira.

Foram três dias aproveitados ao máximo para conhecer e visitar muitos lugares bonitos. Foi uma grande aventura, com muitos quilómetros percorridos, muito próximo dos 1000 km, durante a qual nos divertimos, confraternizamos e fortalecemos ainda mais as nossas amizades.
Fizemos o nosso regresso, parando num local o mais adequado possível para esticar as pernas e… enfim.

E Vila Franca de Xira aproximou-se, estávamos já assim na província do Ribatejo. Estava à vista a Ponte de Vila Franca de Xira, então Ponte Marechal Carmona, cuja construção teve início em 1947, em 30 de Dezembro de 1951, foi inaugurada.
Atravessamos a Ponte de Vila Franca de Xira, sinal de que os quilómetros estavam a diminuir para chegarmos a casa. Parámos, no entanto, na área de serviço de Aveiras, já no concelho de Azambuja, para uma última preparação para fazermos o que restava da nossa viagem. Estacionámos numa zona reservada, perto do Parque de Merendas, onde petiscámos alguns artigos alimentares que ainda tínhamos reservado para esta altura.
Outros serviços obrigatórios também foram utilizados…
Voltámos à estrada agora muito mais simples pois caminho, foi quase direto passando ao lado de Leiria e apanhando a estrada já nossa conhecida até à Figueira da Foz, onde chegámos cerca das 21H30.

O Vítor Azenha acabou a sua condução. O descanso chegou e bem merecido.
Obrigado Vítor pelo teu esforço.

No regresso a casa todos estávamos felizes pelos dias bem passados e animados pela partilha de ideias e opiniões só possível pelo bom entendimento e respeito entre o nosso grupo.

Até ao próximo passeio!